09/09/2020
Como comentei no post anterior, os filmes eróticos podem apresentar uma realidade distorcida sobre as relações afetivas e se***is. Essa visão idealizada — seja do próprio prazer ou da relação com o corpo do outro — pode afetar negativamente os envolvimentos se***is e amorosos do mundo real.
Embora existam, hoje, todos os tipos de filmes pornográficos — desde os voltados mais para o público masculino até os mais direcionados para mulheres —, é importante lembrar que a pornografia continua muito mais focada em um público masculino, que busca a exibição de corpos e a exaltação da performance.
Os filmes ajudam a criar percepções superdimensionadas e irreais. Esses estímulos roteirizados, levam os homens, em 90% dos casos, a uma ideia equivocada do que é esperado deles no s**o e também equivocada quanto a expectativa que fazem sobre o desejo e permissividade das mulheres.
Na terapia sexual, bem como em cursos e supervisões que realizo, percebo homens que, por não conversarem realmente sobre s**o, não terem uma educação sexual adequada. acabam usando a pornografia como referência e copiando comportamentos estereotipados ou superdimensionados, esquecendo que estão vendo um filme feito para excitá-los e que as cenas são editadas, que o prazer é interpretado, principalmente pelas mulheres,, que encenam um prazer que na maioria das vezes não é real. A super performance masculina apresentada também é vista como uma condição que todos os homens deveriam ter. Os homens não percebem que esta performance cinematográfica muitas vezes é aditivada com comprimidos, injeções ou mesmo é feita a execução de uma mesma cena de s**o em várias momentos diferentes, que posteriormente são editados. para dar uma ideia de continuidade. Este desconhecimento acaba deixando os homens com a percepção de inferioridade quando se comparam aos "heróis pornográficos" e a outros homens que eles imaginam que tenham o vigor a força e a “capacidade de gerar prazer” que apreendem erradamente nos filmes.
Neste texto, a ideia não é demonizar os filmes pornográficos, mas trazer à luz o fato de que, quando eles são usados como referência de “educação sexual informal” de quem os toma como exemplo de comportamento, eles acabam contribuindo para o aumento da ansiedade de desempenho masculina, para a disfunção erétil, para a ejaculação precoce e, é claro, para falta interação, conectividade e prazer do casal real.
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