31/12/2025
Comecei o ano no Rio de Janeiro, acreditando que seria o ano da minha vida.
E talvez tenha sido.
Só não do jeito que eu planejei.
Janeiro veio com esperança.
Fevereiro com a sensação de que tudo estava sob controle — meu filho comigo, São Paulo funcionando, a vida organizada.
Março foi movimento, trabalho, eventos, presença. Eu estava fazendo o que sempre soube fazer.
Mas a vida não negocia com planejamento.
Ela ensina.
Em Salvador, tirei férias sem saber exatamente por quê.
Hoje entendo: eu precisava descansar antes do impacto.
Abril chegou rápido, confuso, barulhento. Triste.
Maio desmontou tudo de vez: caixas, mudanças, despedidas, retorno.
Foram três mudanças. Um estado deixado para trás.
E uma decisão que não veio da vontade, mas da necessidade.
Junho foi sobre encerrar.
Encerrar uma cidade.
Encerrar uma fase.
Encerrar uma versão minha que já não cabia mais.
Julho ficou pequeno e essencial.
Só nós três novamente.
Eu, meu filho e a vida real.
Sem promessas, sem distrações — só presença.
E mesmo assim, a vida seguiu.
Realizei um sonho pessoal.
Me coloquei em movimento.
Continuei aparecendo, mesmo quando tudo por dentro estava sendo reconstruído.
Agosto selou o processo.
Mudei o cabelo.
Mas a verdade é que eu já tinha mudado inteira.
2025 não foi um ano fácil.
Mas foi um ano honesto.
Um ano que me ensinou que força não é controlar — é sustentar.
Às vezes a vida não te leva para onde você quer.
Ela te leva para onde você precisa se encontrar.
E eu me encontrei.
Mais consciente.
Mais inteira.
Mais real.
Seguimos. ♥️
Feliz 2026 para todos 🤍