Psicólogo Maicon Roger

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Psicólogo Maicon Roger Psicólogo e Psicanalista

14/11/2025

Lacan, trazia a importância de historicizar nossa história, de a gente falar e ouvir o que a gente fala no ato de rememorar e daí poder simbolizar o limite do que a gente não consegue expressar.

Essa hesitação, essa dificuldade por vezes de nomear e lembrar mesmo cria um movimento desejoso dentro da gente e permite um movimento mais saudável para fora da gente.

Por isso a importância de fazer terapia, mas a importância de ter com quem conversar no dia a dia, de um outro não que necessariamente traga uma outra perspectiva mas que faça a gente enxergar bem a nossa perspectiva.

Quebrar um ciclo, se desalienar de um discurso, contrapor uma cultura não exige somente coragem, mas clareza, estudo, investigação do que te fomentou, do que te constituiu, para você decidir o que você não quer mais ser.

Faça terapia.





14/11/2025

Há um mecanismo de defesa em psicanálise chamado projeção, acontece, por exemplo, quando direcionamos nossa agressividade, quanto a alguma questão latente, particular no outro.

No caso a dor, a raiva e o desamparo causados pela falta, e podemos dizer pela ausência do Estado, pode provocar situações como essa.

Repare que há escassez de remédio, ou da falta de dinheiro para comprá-lo, e de comida.

​A raiva do sistema ineficaz (o político, o econômico) é deslocada para um inimigo mais imediato e simbolicamente carregado, que representa o "mau" ou o "diferente" que podemos perceber no preconceito religioso. Isso serve para aquele que odeia e precisa de um alvo organizar a angústia e dar um rosto à maldição, mantendo o sujeito em uma posição de vítima virtuosa.

Por vezes, a religião é usada como um divisor político. O ataque às religiões de matriz africana (que são historicamente marginalizadas) é um reflexo do discurso de ódio e da intolerância, frequentemente instrumentalizados na política populista. ​O ataque cria um bode expiatório para desviar a atenção dos problemas estruturais e unificar um grupo em torno de uma identidade moral e religiosa comum. Uma pena.

F**a difícil entender o papel da igreja se ela insiste em condenar e separar. Ou devemos responsabilizar o religioso e não a religião por sua mediocridade? Ou somente o Estado?

Faça terapia.





13/11/2025

Logicamente que todos nós queremos ser felizes e merecemos, mas o psicanalista italiano, radicado no Brasil, aponta para uma alienação absurda que tem o termo felicidade no nosso tempo.

Que tem mais a ver com uma atuação, com um self falso, que por vezes transmitimos ao outro como sinal de saúde, bem-estar, sucesso onde na verdade escondemos um tremendo vazio.

Essa máscara podemos chamar de felicidade em que por vezes acreditamos nela, acreditamos que estamos bem, que somos bonitos ou perfeitos e etc. Uma vida pobre, por vezes.

E então Calligaris faz essa provocação, que pouco, às vezes, fazemos por de fato viver ou ser em prol do parecer e então nos conectamos realmente muito pouco com a vida, com o outro, com o nosso desejo. Falta pra gente um tanto de fo***se muitas vezes.

Faça terapia.





13/11/2025

É fundamental entender de onde vêm as ações e comportamentos do indivíduo, pois muitos dos nossos comportamentos, sintomas e falas, como lapsos e atos falhos, são determinados por conteúdos psíquicos que desconhecemos oriundos do inconsciente. O "eu não sei por que eu faço isso" ou "não sei por que me sinto assim" é a porta de entrada para uma análise.

O processo analítico, através da associação livre, visa trazer à consciência, ou, no mínimo, ao reconhecimento desses conteúdos reprimidos, permitindo que a gente compreenda as raízes de nosso sofrimento e de nossas ações. A ideia é transformar o "não sei" em um saber sobre si.

Todavia não se trata ​de culpa, mas de implicação, isto é, a responsabilidade subjetiva não se trata de se martirizar por um erro (o que pode ser um gozo neurótico e paralisante), mas sim de se implicar naquilo que lhe acontece, mesmo no que é involuntário ou determinado pelo inconsciente.

Na terapia o paciente é chamado a responder pelo seu ato (o que ele faz, diz, sente), reconhecendo o que é seu e o que é do outro. É a passagem da posição de vítima passiva para a de sujeito.

Faça terapia.





12/11/2025

Embora não se considere a psicanálise como uma ciência que só estuda o passado, de fato, através de sua teoria psicodinâmica das relações familiares muito do que sentimentos hoje pode sim ser explicado pela nossa história através da forma como nos relacionamos ou como nos induziram a nos relacionar na nossa tenra infância.

​A psicanálise oferece uma lente para entender a raiva e a agressividade não apenas como reações a estímulos externos, mas como manifestações de conflitos internos e pulsões que se fixaram no nosso desenvolvimento.

Freud, por exemplo, teorizou a existência da pulsão de morte, uma força interna que busca a destruição e o retorno ao estado inorgânico. A agressividade dirigida para fora (como no trânsito) pode ser vista como uma forma de lidar com essa pulsão, impedindo que ela se volte completamente contra o próprio indivíduo oriundo de questões não elaboradas remotas ou infantis.

O fato é que a vida em sociedade exige a repressão ou sublimação de nossos impulsos agressivos mais antigos ou naturais. Em um contexto analítico, busca-se a elaboração desses impulsos agressivos através da fala e do se escutar, evitando que sejam descarregados em ações inconscientes e inconsequentes.

Faça terapia.





11/11/2025

“O que existe além do cardume?" simbolizam o impulso de transcendências, o desejo de ir além dos limites impostos pela sociedade, pelo destino, ou pelas expectativas familiares e sociais onde nosso caminho é decidido antes mesmo da nossa existência.

O cardume que representa o grupo, a massa, podemos ver como uma representação do Superego ou da Norma Social que impõe a regra de que "menos lume e mais cardume", simboliza a pressão para a conformidade, a anulação do desejo individual em favor da sobrevivência coletiva e da mesmice, e por conseguinte o resultado submissão e do tédio.

O desejo de Will de ser "livre" e "único", em psicanálise, podemos interpretar como a manifestação do desejo do sujeito de se desvincular da ordem simbólica repressora do Superego, essa instância inconsciente que tanto nos limita moralmente sem maiores justificativas.

A ação do personagem é uma tentativa de singularização e de afirmação de sua subjetividade, mesmo que isso implique risco. E sempre há risco em acreditar e seguir o próprio desejo.

Faça terapia.

Filme O Espanta Tubarões





11/11/2025

Para Freud, o humor é um dos mecanismos de defesa mais sofisticados do Ego. Ele permite que o indivíduo se recuse a ser afligido pelo sofrimento imposto pela realidade, transformando a dor potencial em prazer.

Diferente do cômico ou da piada, que visam liberar energias se***is ou agressivas reprimidas, o humor lida diretamente com os afetos dolorosos e as angústias do existir. A gente pode vê-lo como uma forma sublimada de enfrentar o mal-estar.

O humor exige uma desidealização e uma renúncia ao narcisismo. Rir das próprias falhas e da condição humana pode ser um sinal de saúde psíquica.

A citação de Molière é muito interessante "Não existe tirania que resista a uma gargalhada" é profundamente política. Podemos considerar o riso, como um ato de resistência, de contrapoder. Ele ridiculariza e desnuda a seriedade pomposa e o medo que sustentam o poder opressor e é por isso que "os tiranos normalmente têm tanto horror ao riso.”

Faça terapia.





A psicanálise que é tradicionalmente chamada de "cura pela fala", pode também ser pensada como uma "cura pela escuta".A ...
10/11/2025

A psicanálise que é tradicionalmente chamada de "cura pela fala", pode também ser pensada como uma "cura pela escuta".

A "história" manifesta como os eventos narrados, os sentimentos declarados, as queixas explícitas, embora seja o material de superfície, que é fundamental também, o analista deve tratá-lo com algum ceticismo analítico, pois ele é, por vezes, apenas a ponta do iceberg psíquico, muitas vezes moldado pelas defesas do ego.

Essas defesas são também importantes de serem pontuadas, pois o inconsciente também está no óbvio, porém o "como o paciente fala" é a forma dinâmica do inconsciente dele se manifestar e se relacionar com o analista, sendo muito mais revelador do que a narrativa consciente.

O analista não está interessado em ser um mero espectador da história, mas sim em decifrar o código ou a dinâmica pelo qual os desejos e fantasias do paciente colorem, ou distorcem, sua percepção da realidade e sua relação com o desejo.

Ao valorizar o processo sobre o conteúdo, o analista foca na transferência e na contratransferência, ou seja, como o paciente fala (com raiva, sedução, dependência, etc.) é, na verdade, uma ação transferencial dirigida ao analista, que passa a ser um personagem nas fantasias inconscientes do paciente. E cabe ao bom analista pontuar tudo isso.

Faça terapia.





10/11/2025

Há, por vezes, na gente uma auto confiança bem importante que pode funcionar para uns mas pode não funcionar pra outros.

A disciplina, que faz a gente apostar no foco do nosso desejo, requer uma determinada concentração até quando tudo parece perdido ou até quando tudo parece já vencido.

Por vezes, já comemoramos, por vezes já desistimos e muitas vezes a vida exige mais um pouco de atenção e fé na gente até que já não se tenha mais o que fazer, mas até lá, muita coisa dá pra fazer.

Faça terapia.





09/11/2025

Há uma fase, segundo o psicólogo Piaget, chamada operatório concreto em que a criança acredita que seus pensamentos de fato tem poder sobre o ambiente.

Momento importante para o seu desenvolvimento pois ela começa a experimentar e perceber limites sobre a sua espontaneidade e criatividade. E por isso a presença do adulto é imprescindível, pois pode ser muito arriscado a depender do que as fantasias da criança querem concretizar.

Piaget foi muito contestado especialmente quanto a exata localização do tempo de determinadas fases infantis, mas contribuiu muito para a elucidação do entendimento cognitivo do nosso desenvolvimento.

Acho que vale a provocação em lembrar que muitos adultos ainda estão nessa fase da garotinha do vídeo 😬

Faça terapia.





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