28/05/2014
Interessante!
Canabidiol (CBD) e Tetrahidrocanabinol (THC)
Recentemente um famoso jornal televisivo de domingo, no Brasil, trouxe o caso de uma criança que sofria de epilepsia.
O medicamento que estava devolvendo a qualidade de vida da menina era importado dos Estados Unidos, e seu principio ativo trazia o Canabidiol (CBD).
O CBD é um dos componentes presentes na Cannabis Sativa, conhecida popularmente como: Maconha.
O que muitos não sabem é que, na Esclerose Múltipla, o medicamento com base no principio ativo CBD e THC, também traz importantes benefícios no campo da medicina complementar alternativa.
Segundo um estudo publicado em Agosto de 2013, pelo “Journal Neurobiology of Disease”, estes componentes podem fornecer “proteção de longa duração”.
O estudo afirma que os componentes “canabinóides NÃO-PSICOTRÓPICOS da Cannabis sativa, tem propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras potentes e diminuem a transmigração dos leucócitos no sangue, diminuindo componentes celulares e expressão da molécula de adesão celular vascular-1 (VCAM-1), as quimiocinas (CCL2 e CCL5) e da citocina pró-inflamatória IL-1β, bem como através da redução da ativação da micróglia (células que atuam na defesa do sistema nervoso) ".
"Além disso, a administração de CBD no momento da infecção exerce efeitos de longa duração, melhorando os défices motores na fase crônica da doença, em conjunto com a ativação da micróglia e de reduzida produção de citocina pró-inflamatória”.
Já em Outubro de 2013, o “Journal of Pharmacology NeuroImmune” também publicou uma matéria referente a estudos realizados nos mesmos componentes e concluiu que “em ambos os casos, as células do sistema imunológico criaram menos moléculas inflamatórias, principalmente, uma referida como interleucina 17, ou IL-17, a qual é fortemente relacionada com a esclerose múltipla e muito destrutivo para as células nervosas”.
Pois bem, o medicamento que traz estes componentes para o tratamento de E.M é o Sativex®.
Este medicamento é produzido pelo laboratório britânico GWPharma, e foi aprovado pelos órgãos reguladores na Grã-Bretanha em 2010, para casos de pacientes que não respondam ao tratamento convencional.
A Alemanha é outro país que também já havia autorizado a utilização de tal medicamento e, recentemente, a França autorizou o tratamento.
Mas atenção: Um estudo realizado em 2012 e publicado na “Drug And Therapeutics Bulletin” (Periódico Britanico), afirmou que não existem comprovações que o FUMO da maconha traga benefícios no tratamento da E.M.
Ou seja, é preciso isolar os componentes da planta, e sintetiza-los de modo benéfico, eliminando assim os componentes entorpecentes.
No Brasil pouco se avança, para não dizer quase nada, no que diz respeito a tratamentos alternativos que envolvam a cannabis.
A grande pressão pelo uso descriminalizado da droga, faz com que as autoridades fechem os olhos para os poderes benéficos, e levem em consideração apenas o lado entorpecente do assunto.
É importantíssimo lembrar que, qualquer medicamento nasce a partir de uma droga; seja ela sintética ou natural. A diferença entre o benefício e o malefício é justamente a forma com que vai ser manipulada/ administrada.
Não se sabe até que ponto a descriminalização da maconha pode trazer benefícios para o país, bem como seus cidadãos, mas, a liberação do uso medicinal já deveria ter sido avaliado há anos!!!
Até porque, a controle do uso, como qualquer medicamento, será realizado por profissionais e órgãos competentes, e não por um qualquer na esquina de nosso bairro!!!
E você, caro amigo? O que tem a complementar ou manifestar a respeito?
Usaria? É contra ou a favor? Porque?