Fala Miliane "O seu silêncio não te protegerá." ~Audre Lorde

Amor não vigia, não controla, não invade.Amor não sufoca, não constrange, não transforma presença em obrigação.Onde exis...
29/01/2026

Amor não vigia, não controla, não invade.
Amor não sufoca, não constrange, não transforma presença em obrigação.

Onde existe amor, existe espaço.
Existe escolha.
Existe silêncio respeitado.
Existe o direito de continuar sendo quem se é.

Manter a própria individualidade não é egoísmo, é saúde emocional.
É lembrar que um relacionamento deve somar, não substituir.
Que amar alguém não exige apagar gostos, amigos, sonhos, rotinas, nem a própria voz.

Limites não afastam quem ama de verdade.
Limites revelam.

Disponibilidade afetiva não é sobre dizer que sente. É sobre estar.Durante muito tempo, nos ensinaram a romantizar o esf...
28/01/2026

Disponibilidade afetiva não é sobre dizer que sente. É sobre estar.

Durante muito tempo, nos ensinaram a romantizar o esforço solitário. A chamar de amor aquilo que dói, que cansa, que nos faz duvidar do nosso próprio valor. Aprendemos a admirar quem insiste, quem suporta, quem espera. Mas quase nunca nos ensinaram a valorizar quem f**a.

Sacrifício constante não é prova de amor. É sinal de desequilíbrio. Amor saudável não exige que a gente se diminua, se explique demais ou se quebre por dentro para caber na falta de alguém.

A sua experiência tem valor porque é sua.Mesmo quando ninguém entende.Mesmo quando ninguém valida.
23/01/2026

A sua experiência tem valor porque é sua.
Mesmo quando ninguém entende.
Mesmo quando ninguém valida.

Mulheres não são educadas para existir. São educadas para servir. Desde cedo, aprendem a observar o ambiente antes de fa...
21/01/2026

Mulheres não são educadas para existir. São educadas para servir. Desde cedo, aprendem a observar o ambiente antes de falar. A agradar antes de discordar. A ajudar antes de precisar. A calar antes de confrontar.

Aprendem que ser boa é ser conveniente. Que ser amada é ser útil. Que ser aceita é não incomodar.

Enquanto meninos são incentivados a explorar, errar, ocupar espaço e confiar em si, meninas são treinadas para cuidar, ceder, suportar e duvidar.

Duvidar do próprio corpo. Da própria inteligência. Da própria raiva. Da própria intuição.

Essa não é uma falha individual. É um projeto social.

Um sistema que transforma meninas em mulheres hipervigilantes, emocionalmente exaustas, cronicamente culpadas e profundamente inseguras. Não porque são frágeis, mas porque foram moldadas para colocar o mundo acima de si mesmas.

A insegurança feminina não nasce no corpo. Nasce no treino diário de se diminuir. E enquanto servir for mais valorizado do que existir, o cansaço das mulheres continuará sendo chamado de fraqueza, quando na verdade é consequência.

E você, o que diria para a criança que você foi?Vale conselho, alerta ou só um abraço mesmo.
20/01/2026

E você, o que diria para a criança que você foi?
Vale conselho, alerta ou só um abraço mesmo.

As pessoas nem sempre percebem, mas muitas perguntas vêm carregadas de invasão. Como se a nossa vida precisasse estar se...
19/01/2026

As pessoas nem sempre percebem, mas muitas perguntas vêm carregadas de invasão. Como se a nossa vida precisasse estar sempre disponível para avaliação.

Mas não precisa.

Você não deve acesso à sua história, às suas decisões ou às suas dores a todo mundo. Escolher o silêncio, preservar-se, dizer “isso é meu” também é uma forma de cuidado.

Nem toda curiosidade merece resposta.
Nem toda pergunta precisa ser acolhida.
E está tudo bem proteger o que é sensível para você.

Colocar limites não é frieza, é saúde emocional.

As redes sociais operam por seleção, edição e exibição de recortes específicos da experiência humana. O que se publica, ...
15/01/2026

As redes sociais operam por seleção, edição e exibição de recortes específicos da experiência humana. O que se publica, em geral, são episódios de êxito, estética favorável e emoções socialmente valorizadas. O sofrimento psíquico, os conflitos cotidianos, a exaustão e a ambivalência emocional raramente aparecem.

Quando o observador toma esse recorte como representação da totalidade, se estabelece uma distorção cognitiva: compara-se a complexidade da própria vida com a versão curada e performática da vida alheia. Esse processo favorece sentimentos de inadequação, fracasso e insuficiência, além de intensif**ar sintomas ansiosos e depressivos.

É fundamental compreender que a realidade apresentada nas redes não corresponde, na maioria das vezes, à realidade vivida no dia a dia. Trata-se de uma construção simbólica, mediada por filtros técnicos e sociais.

Desenvolver uma postura crítica diante desse conteúdo não é pessimismo, é cuidado em saúde mental.

Nem tudo na vida precisa virar meta. Às vezes, o que a gente mais precisa é de um espaço para existir sem pressa, sem co...
14/01/2026

Nem tudo na vida precisa virar meta. Às vezes, o que a gente mais precisa é de um espaço para existir sem pressa, sem cobrança e com cuidado.

Ontem completei 37 anos com o coração cheio de gratidão. Gratidão por tudo o que a vida já me ensinou, por cada queda qu...
10/01/2026

Ontem completei 37 anos com o coração cheio de gratidão. Gratidão por tudo o que a vida já me ensinou, por cada queda que me fortaleceu, por cada recomeço que me fez mais consciente de quem sou.

Carrego em mim as marcas das experiências, mas também a coragem que nasceu delas. E, principalmente, carrego o amor das pessoas que caminham comigo. Amor que, tantas vezes, foi abrigo, foi força, foi salvação.

Tive um dia lindo, leve, cheio de carinho e uma noite especial ao lado de pessoas queridas.

Obrigada a cada presença, a cada abraço, e a todas as mensagens tão carinhosas que recebi. Cada palavra, cada lembrança, cada gesto fez meu dia ainda mais especial. Mesmo de longe, vocês se fizeram perto. Vocês fazem parte da minha história e do que eu sou hoje.

Que venham os próximos capítulos. Com mais verdade, mais amor e mais encontros assim.

Há líderes políticos que governam a partir de projetos. E há os que governam a partir de feridas narcísicas, não apenas ...
07/01/2026

Há líderes políticos que governam a partir de projetos. E há os que governam a partir de feridas narcísicas, não apenas as suas, mas as que despertam e alimentam nas massas. O fenômeno Trump pode ser lido, sob a ótica psicanalítica, como a exploração calculada de pulsões primitivas: o apelo ao ódio, ao ressentimento, à fantasia de superioridade e à recusa do limite. Seu discurso não conversa com o eu adulto e responsável. Ele convoca o eu infantil: onipotente, ofendido, incapaz de tolerar frustração. E esse eu infantil, quando projetado sobre um líder, busca um “pai” que autorize o gozo sem culpa, o ataque sem reflexão, a destruição sem responsabilidade.

O que está em jogo aqui não é apenas política, mas o desmonte simbólico do que sustenta a vida em sociedade: a Lei. Não a lei jurídica, mas o limite psíquico que diferencia desejo de realidade, impulso de ação. Quando Trump banaliza a mentira, demoniza o diferente e trata a violência como espetáculo, ele legitima o retorno do que há de mais arcaico nas subjetividades: a pulsão de morte, a vontade de anular o outro, o gozo em ver o mundo arder. É a tentativa de substituir a lei simbólica pelo capricho do líder, um convite constante à regressão coletiva.

E isso não f**a no palco da política internacional. Isso escorre para a vida das pessoas comuns. A instabilidade mundial produzida por lideranças assim se traduz em insegurança psíquica cotidiana: o medo constante, a sensação de que nada é confiável, o colapso na crença de que existe um mínimo de ordem que nos protege. O indivíduo passa a viver num mundo em que o adulto social é desautorizado e o infantil agressivo é encorajado. A ansiedade cresce. O ódio encontra saída. O laço social se rompe, e cada um passa a existir contra o outro, nunca com o outro.

Trump não é “apenas” um político controverso. Ele é a encarnação de uma lógica que transforma o poder em palco para feridas narcísicas e convoca a humanidade a regredir. No fim, a verdadeira ameaça à estabilidade mundial não é um indivíduo isolado, mas a massa que, identif**ada a ele, encontra permissão para abandonar o pacto civilizatório e ceder ao pior de si.

Investir em terapia é oferecer a si mesmo um espaço de escuta, elaboração e transformação psíquica. Esse tipo de investi...
03/01/2026

Investir em terapia é oferecer a si mesmo um espaço de escuta, elaboração e transformação psíquica. Esse tipo de investimento ninguém pode tirar de você.

Quando você tolera demais, isso não acontece por acaso. Tem algo aí: medo de perder, medo de não ser amado, crença de qu...
27/12/2025

Quando você tolera demais, isso não acontece por acaso. Tem algo aí: medo de perder, medo de não ser amado, crença de que precisa aguentar para valer alguma coisa. E é assim que você se trai em silêncio.

O comportamento do outro revela quem ele é. Mas o que você aceita, repete e permanece fala do seu lugar na relação. Não é sobre culpar, é sobre reconhecer o pacto inconsciente que você faz consigo mesmo: “eu aguento, eu fico, eu dou conta”.

Só que tolerar demais tem um preço. E, em algum momento, o corpo, o afeto ou o desejo começam a cobrar. Colocar limite não é ser duro, é interromper um roteiro que já se repetiu vezes demais.

Endereço

Rua Helena Sapori Faluba
Ribeirão Das Neves, MG
33820170

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