PSICANÁLISE SEM FRESCURA

PSICANÁLISE SEM FRESCURA Análise pessoal, supervisão, mentoria e palestras direcionadas para mulheres.
📧 psicanalisesemfrescura@gmail.com
https://www.claudiadornelles.com.br/

Lido com Psicanálise desde 1993. Não tenho a menor dúvida de que não teria o mesmo arcabouço emocional se não a tivesse encontrado muito cedo. E, certamente, não teria tido as conquistas que tive e tenho sem que a reeducação emocional tivesse feito parte da minha história. Não sei se a Análise é o melhor caminho, mas garanto que é o melhor que conheço, por ser ela a que torna os fantasmas menos af

litivos – a Psicanálise chama todos eles para uma conversa franca e direta, e isso é libertador. Literalmente: liberta a dor. Como sempre digo à aspirantes a analistas, entendo que o analista se faz, primeiro, no divã. E isso explica o número de pessoas que, mesmo com conhecimento teórico, não se sentem prontas a atender. Pode parecer presunçoso, mas confio mais em quem se propõe a analisar já tendo experimentado a posição de analisante por tempo razoável. A meu sentir é somente assim que se pode compreender a posição daquele sujeito aflito que busca o analista. O Processo de Análise não precisa ser doloroso, embora às vezes seja, porque mexe com padrões internalizados durante uma vida inteira. O Processo de Análise – aí sim – pode e deve ser transformador. Literalmente: que transforme a dor. https://www.claudiadornelles.com.br

18/03/2026

Nunca saberemos onde mora a dor do outro.


26/02/2026

NOTA DE REPÚDIO

A participante Solange Couto, nesta manhã do dia 26.2.2026, insiste em desqualificar mulheres.
Desta vez, mulheres que optaram pela não-maternidade.

A fala de Solange Couto contra a adversária só demonstra a sua falta de educação emocional e completo equívoco frente às mulheres que, se não bastassem sofrer arguições eternas sobre sua opção pela não maternidade, ainda têm seu caráter colocado em dúvida no programa de maior audiência da televisão brasileira.

Como mulher me sinto apta a repudiar sua fala e como psicanalista me sinto ainda mais motivada a compreender as implicações e as discriminações pelas quais passam as mulheres que insistem em não seguir o roteiro patriarcal : ser boa moça, servil para o casamento e mãe, em muitos casos ouvidos em consultório, exclusivamente para atender às expectativas sociais-familiares e tudo o que nelas causa dor e sofrimento psíquico.

Solange é cruel em sua fala e é mãe.
Será que, para ela, a conta fecha?




Muuuuuito obrigada:))Por aqui ninguém solta a mão de ninguém, né?Sou IMENSAMENTE grata!
08/02/2026

Muuuuuito obrigada:))

Por aqui ninguém solta a mão de ninguém, né?
Sou IMENSAMENTE grata!


POR ONDE RECOMEÇAR? Por mais que a gente bata o pé e diga que não se importa, a verdade é que somos indivíduos cíclicos,...
25/01/2026

POR ONDE RECOMEÇAR?

Por mais que a gente bata o pé e diga que não se importa, a verdade é que somos indivíduos cíclicos, e é exatamente por isso que temos dificuldade com recomeços.

Recomeçar a rotina, recomeçar um relacionamento, um trabalho, uma nova morada, um grupo de estudo, tudo parece desafiador.

E por que isso acontece?

Porque gostamos da zona de DESconforto; uma vez que ela nos entrega mais do mesmo; então, se por um lado estamos exaustas, por outro sabemos como lidar com aquilo que nos drena.
Autorizamos o sofrimento conhecido.

Mudar de posição parece mais desafiador que se manter no quentinho daquela angústia conhecida e escolhida.

Sim, a gente escolhe diariamente, mesmo que não suporte essa informação.

Sempre que alguém me questiona sobre recomeços sugiro que a pessoa escreva. Mas escreva no papel. Escreva quieta. Escreva sentindo aquilo que merece ser resolvido e que deseja conquistar.

Trazer clareza à nossa fala e transformar queixa em ação é o que nos fará sair da posição que insistimos em ocupar, mesmo quando sabemos que estamos rodando em círculos eternos de autodesrespeito.

Começar tendo consideração por si mesma, pelo seu tempo, pelo seu corpo, por aquilo que a gente ingere pro corpo e consome como informação significa que estamos em movimento rumo a algum novo processo.

Anote e perceba o bem que faz obter clareza sobre nossos medos e angústias.

Sendo tudo cíclico, como de fato é, como desejamos estar daqui a 1 ano?

Independentemente da resposta, certamente, essa posição não será conquistada a partir da inércia.

Bons ventos!

Combinado?
24/01/2026

Combinado?

A GENTE CRIA EXPECTATIVA SIM Há quem vocifere por aí que não devemos criar expectativa em relação a nada e ninguém. Faz ...
23/01/2026

A GENTE CRIA EXPECTATIVA SIM

Há quem vocifere por aí que não devemos criar expectativa em relação a nada e ninguém.

Faz parte da natureza humana a sensação de merecer atenção e acolhimento.

Alguns traumas que muitos sujeitos tratam depois de adultos estão justamente relacionados ao quanto, mesmo crianças, esperaram por algo que não receberam; quer seja essa informação palpável ou interpretativa, porque a gente narra a história que dá de reproduzir.

Se na infância não temos aula sobre como criar expectativa por que carregamos o peso de algumas frustrações?

Porque ter expectativa é uma competência humana por si só.

Todos nós carregamos nossa mochilinha de expectativa, e é por isso que lidar com a frustração nos põe com a cara no tatame.

Isso pode melhorar?
Pode.

Uma das habilidades emocionais mais capacitantes é aquela que nos possibilita dizer a alguém exatamente aquilo que esperamos daquela relação, esteja ela associada à nossa vida pessoal, amorosa ou profissional.

Externalizar o que esperamos e os resultados que buscamos nas trajetórias junto dos outros é uma habilidade potente para lidarmos com a reciprocidade ou com a falta dela, que é a frustração.

Porque quem sabe dizer o que espera, de alguma maneira, ao ser ver desatendido saberá qual a melhor maneira de se harmonizar com o desconforto, por mais espinhoso que ele seja.

O simples fato nos autorizarmos a expor aquilo que esperamos como ato recíproco já nos coloca diante das relações noutro patamar, o patamar de adultos; sem jogos infantilizados nem arrogâncias sombrias, de dizer que não esperam nada um do outro.

A gente cria expectativa e adora estar certo.

FATO.

19/01/2026



COMO FAZER MUDANÇAS DEPOIS DOS 40 Se nós, humanos, temos qualquer mudança de comportamento como desafio, para as mulhere...
17/01/2026

COMO FAZER MUDANÇAS DEPOIS DOS 40

Se nós, humanos, temos qualquer mudança de comportamento como desafio, para as mulheres essa ruptura ressoa mais complicada.

Há uma cultura social que nos cobra papéis que aos homens não são cobrados com a mesma força e lógica.

Mulheres, além de finas, elegantes e sinceras precisam estar belas, com tudo o que isso significa, para além dos movimentos feministas que buscam nos libertar (ainda bem!) de velhos padrões internalizados.

Contudo, mudar de casa, de trabalho, empreender, desfazer pactos e pactuar novas maneiras de viver - tudo isso junto e misturado - faz parte de uma série de movimentos que significam mudar de casca. Casca com todo o simbolismo que se possa dar a ela.

A gente, por mais insatisfação que sinta, se sente acometida pelo aprisionamento à zona de segurança, porque nossas mentes, nada ingênuas, preferem um problemaço conhecido a um probleminha novo.

Lidar com esse dilema interno requer trazer à tona duas listas que normalmente fazemos milhares de vezes mentalmente, sem nem perceber.

O relato do que somos/vivemos e o que desejamos ser/fazer/viver.

Algumas questões na vida são mais palpáveis quando colocadas no papel, literalmente.

➖ Clareando as ideias:

> Escreva à mão numa folha o que você gostaria de mudar (vale qualquer coisa: emprego, casamento, peso); ~[ lista 1 ]

> Escreva como deseja se sentir daqui a 1 ano; ~[ lista 2 ]

> Escreva o que você precisa fazer para implementar mudanças; ~[ lista 3 ]

Por mais que sejamos instigados a pensar positivamente e a agradecer por toda cagada que nos acomete, sinceramente, nunca vi pensamento positivo fazer o trabalho interno de ninguém.

A parte que nos cabe, nos cabe. Simples assim.

Clarear a nossa trajetória e escrever sobre ela é cientificamente benéfico para esclarecer as emoções, é terapeuticamente útil para o esvaziamento da ansiedade e emocionalmente saudável pra sair da generalização, pois quando alguém diz “está tudo ruim”, mesmo que não tenha consciência disso, a verdade é que está evitando dar nome aos bois.

Classificar a boiada é um belíssimo começo, inclusive para que ela não passe por cima do desejo de mudança.

Esta reflexão não se resume à casa.
15/01/2026

Esta reflexão não se resume à casa.

GENTE BOAZINHA DÁ MEDO⠀⠀Eu sempre tive medo de pessoas muito boazinhas, certinhas, cheias de relações puras de amor, sem...
15/01/2026

GENTE BOAZINHA DÁ MEDO⠀

Eu sempre tive medo de pessoas muito boazinhas, certinhas, cheias de relações puras de amor, sem que nada as perturbassem, sem nenhuma mancha no currículo. Inclusive sei que a minha conhecida acidez me trouxe resultados mais demorados e ainda me dá muito trabalho.⠀

Todo santo dia meu marido, capricorniano e cheio das planilhas de Excel sobre como deveria ser o comportamento de alguém casada e com perfil público, me lembra disso. ⠀

E todos os dias eu o lembro de que ele me conheceu justamente por eu gostar mais de Word, tê-lo conhecido quando fui tomar satisfações das condições da copa onde seus subordinados comiam; quando ele ainda era um engenheiro metido a executivo e eu uma assistente de RH metida à besta que entrei na sala sem hora marcada e perguntou à queima-roupa: -“Você come a manteiga que fornece aos funcionários, por que se não come gostaria de avisar que, a partir de amanhã, mudarei os fornecedores de tudo ou você me manda embora.”⠀

Ele nunca me demitiu. Eu me demiti exatamente quando percebi que íamos ter uma relação de afeto, porque seria muito óbvia a história da menina que tem um caso com o chefe. Isso foi em 1994. Ele agora vê TV enquanto eu escrevo e acompanha as minhas redes, mesmo fingindo demência, rs. Acho bonitinho e finjo que não sei. Damos boas gargalhadas disso.⠀

Em geral quando alguém dá um grito e solta um belo palavrão na rede social causa sempre uma espécie de recalque nas patrulheiras de plantão. ⠀

O que eu quero contando as histórias e cruzando os dados?⠀
Dizer que ninguém é cem por cento bom ou mau, mas que os bonzinhos são capazes de coisas inimagináveis; especialmente porque se acham melhores que os demais; só porque se especializaram em fingir uma realidade paralela.


A GENTE CARREGA O JEITO QUE APRENDEU A AMAR Vale a pena investir memória e esforços internos para buscar a maneira como ...
13/01/2026

A GENTE CARREGA O JEITO QUE APRENDEU A AMAR

Vale a pena investir memória e esforços internos para buscar a maneira como aprendemos a amar. Isso vai gerar insights imensos e ajudará, o que acho o mais proveitoso dessa busca, a compreender nossas escolhas emocionais.

Somos aquilo que nos falta. Queremos incessantemente caber no Outro e ser aquilo que nele cabe.
Esses buracos que buscamos preencher e ver preenchidos dizem muito a nosso respeito, mas não condenam nosso destino.

Que parte da história esse abandono tatuou a frase “eu não mereço afeto” em nossa alma? Talvez seja determinante buscar fazer esse percurso de volta à casa interior, mas não congelar o relógio nele.

Nossas experiências pregressas nos inclinam para comportamentos em todas as áreas, mas é no campo dos afetos que nos sentimos fortemente atingidos, porque somos afeitos àquilo que nos aconchega e é no campo dos afetos que essa necessidade grita.

Muitas mulheres me escrevem dizendo sobre o quanto a maneira como foram criadas espelha o que elas chamam de “estado de infelicidade”, hoje.

No entanto, não é possível passar toda uma vida fazendo vistas grossas para a responsabilidade que temos sobre o que escolhemos viver. Por mais difícil que seja ter de lidar com isso é somente enfrentando esse desafio que se reconstrói a própria autoimagem e, com ela, a autoestima.

É comum as pessoas se sentirem obrigadas a dar satisfação de suas vidas pessoais, apenas para se sentirem socialmente encaixadas.
Mas, para além da imagem nas redes, para onde escoa essa falta que grita, quando ninguém está servindo de plateia?

Só quando a gente se reconhece na própria falha, falta e desencaixe é que pode lidar com o buraco, que cisma querer ver preenchido pelo Outro.

Nosso desejo talvez não deva mesmo ser preenchido, sem que, antes, o amor comece dentro da gente e para dentro da gente volte; para que, somente depois disso, sejamos competentes de amar um Outro que vive do lado de fora.


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Rio De Janeiro, RJ

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