14/05/2026
Às vezes, a vida nos leva a lugares que a nossa própria história dizia que seriam impossíveis.
O menino que saiu do Morro do Timbau, no Complexo da Maré, carregando dores, traumas, fome, abandono e poucas oportunidades, jamais imaginaria que um dia pisaria na ALERJ como enfermeiro para receber uma homenagem ligada à ética, técnica e política pública de saúde do Estado do Rio de Janeiro.
Enquanto segurava essa moção nas mãos, eu não via apenas um papel.
Eu via toda a caminhada.
Os abrigos.
Os projetos sociais.
As noites difíceis.
As perdas.
As lutas silenciosas que ninguém viu.
A enfermagem não apenas me deu uma profissão.
Ela me devolveu dignidade, propósito e a oportunidade de transformar vidas através do cuidado e da educação.
Hoje, através do ROTA DO APH, eu entendo que minha missão vai muito além de ensinar APH. Minha missão é mostrar que a favela não determina o fim da história de ninguém.
Talvez muita gente veja apenas uma foto.
Mas eu vejo o impossível acontecendo diante dos meus olhos.
E tenho certeza que, de onde minha mãe estiver, ela sorriu ao ver até onde o filho dela conseguiu chegar.
Mas meu Pai, Ronald Cosmo, é o grande responsável por tudo que sou hoje.
É graças a ele, graças a sua educação, orientação e motivação que me fez chegar até onde estou.
Gratidão à , à , ao COREN-RJ, aos meus alunos, seguidores e a todos que caminham comigo nessa missão.
Essa conquista não é só minha.
Ela é do menino do Timbau que sobreviveu.