DanzaMedicina

DanzaMedicina DanzaMedicina é descobrir-se através da ferramenta corpo. Por Morena Cardoso

Uma jornada de exploração em direção à singularidade do selvagem, que reverencia a natureza em seu processo de criação. DanzaMedicina é dar voz a sabedorias ancestrais há tanto silenciadas, é ter o corpo como território de descolonização contra os rigores de uma sociedade excessivamente domesticadora, que entorpece cada mulher à normatização de papéis sociais, em sutis e arraigadas opressões. Um ato contra as anestesias coletivas, contra o silenciamento dos instintos, a plastificação dos sentidos. É tomar pelas mãos a condução e autonomia de nossos corpos e essências, expandindo e fortalecendo o movimento de retomada dos nossos espaços, lideranças, escolhas, tempos e narrativas. Retire suas máscaras, encare seus medos, acolha suas sombras - sim, somos nós as mulheres que estávamos esperando.

***

Morena Cardoso é uma mulher brasileira que carrega em suas veias a medicina agridoce de uma artista Latinoamericana que inspira ranhuras nas estruturas vigentes e hegemônicas desde o corpo-mulher, em uma fina tecedura entre os saberes ancestrais e o feminino na contemporaneidade. Em sua vida como peregrina, Morena iniciou a busca por si mesma ao ver-se no reflexo de diferentes etnias e culturas ao redor do mundo. Durante mais de uma década de jornada entre conhecimentos tradicionais, sítios sagrados e povos originários, Morena pode experienciar os mais diversos modos de vida: mitos, crenças, símbolos, costumes e rituais; incorporando diferentes modos de se relacionar com o universo psíquico, a natureza, o corpo, e o Ser-Mulher. Este processo de desconstrução e criação de novas subjetividades resultou no que hoje Morena apresenta como a DanzaMedicina: um método que se desenvolve como prática experimental, intuitiva e poética, que visita uma dezena de países ao redor do mundo como em forma de workshops, retiros e conferências.

08/02/2026

Sugiro que o vídeo seja assistido na horizontal, e com fones de ouvido. Caso não seja possível, você pode salvar e assistir mais tarde. Meu desejo na verdade era ter esse vídeo sendo projetado em uma sala escura, com boa acústica e um ambiente minimamente controlado para que corpas fossem convocadas a contemplar suas sensações.

As redes sociais permitem que minha arte seja compartilhada - e me sinto grata por isso. Mas compartilho também minha frustração pela banalização da imagem e diluição de um projeto complexo, sensível, e cheio de camadas - que ao fim de tudo vira um post, que depois de compartilhado se abre num espaço vazio sedento pelo próximo conteúdo.

Esse vídeo foi feito na terra que juntei 10 anos de moedas pra comprar, com mulheres reais que estavam narrando suas lutas, sonhos e trajetórias a partir do próprio gesto - relembrando que somos sujeitas (e)corpóreas ao som de uma música que eu mesma estava criando ao vivo no loopststion (essa que você ouve no vídeo).

Agora o vídeo está aqui, pra vocês terem mais uma coisa saltando à tela numa rodada distraída de feed, provavelmente pra ocupar sua cabeça cansada - cheia ou vazia.

Demorei quase dois anos pra soltar esse material, porque estava me poupando da réiva que sinto quando algo que eu tanto aprecio é engolido sem ao menos ser degustado. Um estup.r0.

Caso você saiba como criar caminhos para que minha arte possa existir de forma mais digna, deixe-me saber. Eu não sei e estive ocupada demais pra tentar entender: pode ser galeria de arte, museu, praça pública, lona de circo, não importa… me interessa que alcance a altura da potência que esse trabalho de fato carrega.

Mas pra quem tá aqui, por favor: curtir, compartilhar e comentar - ajuda demais porque, para agravar a situação, eu estou na lista de banimento do Instagram. Sem mais delongas, obrigada.

O vídeo é do meu amigo parceiro de crime

E a agenda da DanzaMedicina já está aberta:

🇧🇷 RJ & SC _ Abr. May
🇨🇱 Santiago_ Jun
🇩🇪 Berlin_ Ago
🇨🇷 Costa Rica _ Nov

Vagas limitadas. Comente DANZA ou acesse o link da Bio.

Não é dança, é luta, é resistência - regenerar corpo, desejo e imaginário pra sustentar outros modos possíveis de existê...
06/02/2026

Não é dança, é luta, é resistência - regenerar corpo, desejo e imaginário pra sustentar outros modos possíveis de existência anticapitalista e decolonial. Que não nos falte fôlego e compromisso, porque 2026 já começou pedindo mandinga, malandragem, malemolência, grito, punho cerrado e muito rebolado. Que não nos falte rebeldia e alegria pra desmantelar o patriarcado e o desencanto!

A capoeira já nos ensina - quem olha acha que é dança, mas quem tá na gira sabe que é luta. Bora pova ❤️‍🔥

Arena Erógena _ Danza’26:
🇧🇷 RJ & SC _ Abr. May
🇨🇱 Santiago_ Jun
🇩🇪 Berlin_ Ago
🇨🇷 Costa Rica _ Nov

+ infos & inscrição | registration : comente DANZA ou acesse LINK in BIO

Quando mulheres se unem o chão treme, edificações falocêntricas despencam, toda uma teia rizomática se lubrifica de sang...
03/02/2026

Quando mulheres se unem o chão treme, edificações falocêntricas despencam, toda uma teia rizomática se lubrifica de sangue quente e muco agridoce piel bajo la piel, descendo às veias abertas da terra, reativando vozes, saberes, memórias insurgentes como ruínas-sementes.

Floripa, tamos chegando - a lamber nossas feridas, organizar a raiva e defender a alegria.

DanzaMedicina é um rito de subjetivação para mulheres que caminha entre as fronteiras da arte, cura, remagificação de mundos, imaginários e encantarias.

Espero vocês - convida as amigas e vamos juntas, adelante, em bando! Até já

* para infos e inscrições comente DANZA ou acesse o link da Bio.

01/02/2026

As bruxas estão de volta, e dessa vez se reuniram lá na ❤️‍🔥

“O tabuleiro internacional está pegando fogo”, anunciou para a cobertura jornalística, minutos antes de conversarmos. Entre uma e outra notícia desse mundo distópico, em plena barbárie, nós sustentamos juntas um campo super potente de diálogo sobre intuição, espiritualidade, escuta do corpo e mulheridades.

Que bonito poder reconhecer aliadas que criam pontes entre mundos, que compreendem que o despertar das mulheres se faz também em romper com a alienação frente às forças materiais da existência - em suas incongruências, contradições e ambivalências.

Ouve e vem cá contar pra gente o que achou ✨

Rio de Janeiro _ Lab DanzaMedicina 11-12 Abril’26. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. Estamos, dep...
29/01/2026

Rio de Janeiro _ Lab DanzaMedicina 11-12 Abril’26. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.

Estamos, depois de uma década, retornando ao Rio de Janeiro com a DanzaMedina. Feliz em reencontrar amigas de longa data e (re)conhecer as novas mulheres que estão chegando: uma teia rizomática que se lubrifica de sangue quente e muco agridoce piel bajo la piel, descendo às veias abertas da terra, reativando vozes, saberes, memórias, presenças e forças ativas.

Uma prática encarnada que encoraje gestos feiticeiros capazes remagificar a vida como ato de desobediência a um projeto de mundo que nos quer adoecidas, exauridas, domesticadas, anestesiadas. Uma arena erógena que se dedica a desautomatizar padrões psicoemocionais e corpóreos introjetados pelas engrenagens do sistema-mundo.

Vamos juntas, a percorre inusuais caminhos somáticos, neurais e pulsionais. A revitalizar, regenerar e reflorestar corpa, mulheridades, afetos, lutas, imaginários, desejo.

* Para saber mais e se inscrever comente DANZA ou acesse o link da Bio. Convida suas mulheres e sejam todas muito bem-vindas!

Toda mulher merece um teto todo seu. Essa é uma sentença completa, proferida por Virginia Woolf, a nos relembrar o quant...
27/01/2026

Toda mulher merece um teto todo seu.

Essa é uma sentença completa, proferida por Virginia Woolf, a nos relembrar o quanto é vital que tenhamos um espaço seguro, sagrado e íntimo, onde possamos nos afastar das demandas do dia a dia — da rotina, da família, das demandas alheias, dos calendários e dos tempos do relógio — para criar, para simplesmente estar, para acessar o ócio, o descanso, o vazio… para produzir o que nos é caro, mesmo que apenas para si mesma.

Um círculo é riscado no chão, e nada mais entra senão a própria autoridade psicoemocional e energética — só entra aquilo que é permitido. Um espaço de contemplação do self selvagem, que despe suas roupagens moralistas e sociais, suas máscaras e personas. Um espaço desde onde eu possa nutrir meus desejos e sonhos mais vigorosos

Meu teto todo meu não tem teto: é uma beira de rio, uma barraca de camping, um abrigo de bambu na clareira da floresta: teto de estrelas, chão batido. Tem água corrente pra lavar meus pensamentos, revitalizar meu corpo, reflorestar meu imaginário e regenerar meu desejo.

Por mais que meu companheiro, meus filhos e meu patrão (vocês aí e esse que mora na minha cabeça) me apoiem em meus distanciamentos, cada vez que saio de cena, algo agridoce me atravessa — herança de séculos de socialização feminina: culpa, julgamento, o sentimento de insuficiência por não conseguir sustentar a normalidade da rotina e as exigências do trabalho e da produtividade.

Ao mesmo tempo vem um tesão pela rebeldia - por me aventurar a fazer do meu jeito, por ousar dizer não ao que não quero e sim ao que, naquele dado momento, mais me interessa.

Fujo, meu coração bate forte como se eu estivesse correndo léguas: mas é só a inquietação de reencontrar a parte de mim que é indomesticável - que ama a solitude e que tem faísca nos olhos, língua bífida, terra na sola das pés, ervas nas mãos, roupas cheirando à fumaça, garras ao invés de dentes - que rosna em defesa daquilo que ninguém mais pode me dar: eu a mim mesma.

E quando volto, todos já sabem… estou sempre mais inteira para ser junto.

(continua nos comentários)

Autosabotagem que chamam? Em 2021 eu estava vivendo o ponto mais alto do meu trabalho: convites internacionais para trab...
23/01/2026

Autosabotagem que chamam?

Em 2021 eu estava vivendo o ponto mais alto do meu trabalho: convites internacionais para trabalhos mundo afora, entrevistas nas mídias de maior relevância do país, retiros que se esgotavam em menos de 24h, as redes sociais crescendo exponencialmente, convites para eventos sociais, uma relação muito consistente com meu público.

O mundo estava dizendo sim pra mim. Mas algo em mim me dizia que não, que eu não estava pronta, que eu precisava de mais maturidade, conhecimento e sabedoria para ocupar esse espaço de tanta responsabilidade - que é o de ter voz, e de ser ouvida. Algo me dizia que seguir adiante seria somente fazer mais do mesmo, e parecia não ter tanta vida pra mim ali do outro lado.

E foi nesse mesmo ano de tantas portas abertas, que eu escolhi fechar as minhas portas: saí das redes sociais por quase dois anos, cancelei todos os meus projetos presenciais… vivi com a grana que tinha conseguido juntar dos trabalhos passados e me recolhi.

Fui estudar. Depois de vinte anos de formada, com uma década de experiência em um trabalho que me levou por 15 países mundo afora - eu voltei pra universidade. Mergulhei em uma pesquisa de mestrado e em um processo pessoal muito profundo de depuração, questionamento, transformação, auto(des)conhecimento, revisão das minhas próprias escolhas e verdades edificadas…

E me vi anônima… sem espelhos, sem os biscoitos do reconhecimento, sem likes, sem garantias, sem dopamina barata.

Num mundo em que só se anda pra frente e não se conjura a circularidade do tempo ancestral, onde tempo é dinheiro e qualquer gesto de recolhimento é visto como ineficiência, num mundo regido pelo evangelho do poder pessoal e pelo culto ao desempenho… eu não só mexi no time que estava ganhando, como joguei o tabuleiro pra cima.

Será que eu me sabotei?

E se eu só tivesse continuado a fazer o que estava dando certo?

Será que ainda sim vou conseguir pagar meus boletos, realizar meus projetos de vida e bancar minhas escolhas?

Será que fui inconsequente, irresponsável em querer fazer do meu jeito? Do jeito que me fazia sentir e sentido?

(continua nos comentários)

Alguns chamam de autosabotagem.Em 2021, eu estava no auge: convites internacionais, mídia, projetos lotados, crescimento...
22/01/2026

Alguns chamam de autosabotagem.

Em 2021, eu estava no auge: convites internacionais, mídia, projetos lotados, crescimento acelerado, reconhecimento.
O mundo dizia “sim” pra mim.

Mas algo em mim dizia “não”.

Não por medo — por lucidez.
Por sentir que seguir adiante seria só repetir formas.
Que ocupar aquele lugar sem maturidade simbólica, ética e existencial seria esvaziar o sentido de ter voz.

Então eu fechei portas.
Sai das redes.
Cancelei projetos.
Me recolhi.
Fui estudar.
Voltei pra universidade.
Mergulhei numa pesquisa de mestrado e num processo profundo de depuração, revisão e desmantelamento.

Fiquei sem espelhos.
Sem likes.
Sem dopamina.
Sem garantias.

Num mundo onde só se anda pra frente, onde tempo é dinheiro e recolhimento é lido como ineficiência, eu não só mexi em time que tava ganhando, joguei o tabuleiro pra cima.

Foi sabotagem?
Ou foi ética?
Foi medo?
Ou foi fidelidade ao que me atravessava?

Depois de ciclos de silêncio, puerpério, estudo, ventre, carne, caverna e transformação, algo reacendeu:
o desejo de voltar,
de partilhar,
de botar a corpa no mundo,
de falar desde outro lugar.

Hoje não sei que “topos” eu ocuparia se tivesse seguido em linha reta.
Mas sei onde estou:
sobre bases firmes,
sustentando minhas narrativas,
bancando minhas escolhas,
honrando princípios éticos no meu fazer.

Alguns chamam de autosabotagem.
Eu chamo de vida em potência de transfiguração e devir. 🦋

🐺🏹❤️‍🔥 Hoje é o último dia de inscrições para nosso grupo de estudos O tempo da corpa é Terra: um dos broto que germinou das sementes crioulas que eu cultivei nesse vazio fértil.

🌀Se você é uma das centenas de mulheres inscritas, nos vemos no próximo sábado! E se você sente o chamado mas ainda não se inscreveu, vem que ainda dá tempo!

✨ Comente CORPA ou acesse o link da bio e seja muito bem-vinda!

Desnuda, volto trazendo nas mãos aquilo que tenho de mais precioso: meu conhecimento, meu sangue quente e meu compromisso inegociável com as mulheres.

Nos vemos do outro lado.

‼️ AMANHÃ, 22 de Janeiro terminam as inscrições para o grupo de estudos O tempo da corpa é Terra ‼️Comente CORPA (ou ace...
21/01/2026

‼️ AMANHÃ, 22 de Janeiro terminam as inscrições para o grupo de estudos O tempo da corpa é Terra ‼️

Comente CORPA (ou acesse o link da bio) e faça também parte dessa jornada somato–política-clinico-poética que conjura o feminismo desde a pele por debaixo da pele, a caverna escura do útero e o centro dos ossos - lugares esses onde nossas memórias não podem ser negociadas.

Endereço

Rua Hermenegildo De Barros, 73
Rio De Janeiro, RJ
20241-040

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