31/12/2025
É bom ficar para trás. "Desistir", é oportunidade.
De refletir, repousar, lamber as feridas da vida. Quando sem saída ou direção, planejar o contra-ataque ou mudar a rota.
Essa semana as lembranças me inundaram, acho que cheguei na primeira das voltas que o mundo dá (Ou na 1ª crise de idade mesmo), e é estranho pra caramba... Revisitei o começo da minha história na área de saúde, os primeiros desafios, as primeiras decepções... Os primeiros amigos!! Da direita pra esquerda (sem política, em nome de) Ellen C., Yasmin, Matheus S., Guilherme (Ou Gabriel? Não sei, não éramos tão próximos), e o outro Matheus que tinha um apelido muito melhor que o nome (do qual eu também não lembro).
É engraçado, assim como as memórias desse período são preenchidas por outras pessoas, as motivações e ambições que regiam meus passos também não eram minhas. Talvez por isso essa necessidade pungente de parar tudo e fugir dali. Fato é, nesse período eu me conheci pela 1ª vez, minha identidade começou a se construir, valores, prioridades, vícios e virtudes. Na conexão profunda, na convivência daqueles 3 semestres me construí e fortifiquei para o que seriam 12 anos de perambulação (Cansa só de lembrar k*k).
Hoje me encontro percorrendo a mesma trilha, vivido, bem menos ingênuo, tão ignorante e sedento por conhecimento como da 1ª vez, mas agora com dores nas costas. Não sei se voltei aqui movida a propósito ou saudades, mas sei que mais uma vez, não sairei o mesmo que entrei.
Carrego as mesmas lembranças, as pessoas que me inspiram, também são as mesmas, mas ainda acho que há algo aqui que preciso encontrar, pessoas com quem vou aprender, experiências que vão me mudar, amizades que vão me marcar.
Ficar pra trás é bom, desistir faz parte... Regressar obstinado a tomar a vitória em suas mãos, é uma sensação indescritível.