Linfopedia Você sabe o que é Linfoma? Neste espaço vamos conversar e tirar dúvidas sobre suas características e Sim, o Linfoma pode ser curado.

Neste espaço vamos conversar e tirar dúvidas sobre suas características e seu tratamento.

📊 Vivemos cercados de gráficos: em artigos, reportagens e redes sociais. Existe uma tendência perigosa de acreditar que,...
24/04/2026

📊 Vivemos cercados de gráficos: em artigos, reportagens e redes sociais. Existe uma tendência perigosa de acreditar que, se a imagem parece técnica e elegante, ela deve estar certa.

Contudo, aprendi que a ciência exige desconfiar da primeira impressão. Aprender a ler dados de forma crítica não é apenas olhar para a figura, mas entender o que ela está tentando mostrar e, principalmente, o que pode estar escondendo.

No entanto, o problema maior é quando vemos apenas a parte conveniente da história. Como pesquisadora, lido frequentemente com o fato de que o gráfico é apenas a "ponta do iceberg" e raramente mentem sozinhos. O verdadeiro perigo mora na curadoria seletiva dos dados e no viés de quem narra. É a forma como são escolhidos e organizados pode induzir interpretações completamente opostas.

A interpretação de uma pesquisa muitas vezes vem carregada com o viés de quem a interpreta. Às vezes, destaca-se apenas o resultado que confirma uma hipótese, deixando de lado o que a enfraquece.

Por isso, diante de qualquer conclusão "fechada", eu sempre me pergunto: qual é a escala real? Quantos pacientes foram de fato avaliados? Existe relevância clínica ou apenas uma diferença estatística? O estudo mostrou a jornada inteira ou apenas os dados mais oportunos para aquela narrativa?

A boa ciência não está no gráfico mais brilhante, mas na transparência e na honestidade de mostrar inclusive aquilo que não confirma o que se queria provar.

Alfabetização científica não é somente saber ler uma imagem, mas também ter o discernimento de analisar uma pesquisa sem se deixar seduzir por uma narrativa pronta. Afinal, sempre precisamos nos perguntar como esses dados foram escolhidos e interpretados.

Você já se sentiu seduzido por um resultado que parecia perfeito demais em um gráfico? 📈

Como você exercita seu olhar crítico diante das "verdades" que chegam prontas no seu feed?

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

23/04/2026

Muita gente pergunta: “Doutora, posso tomar vitamina C, E, selênio, betacaroteno ou algum ‘antioxidante poderoso’ enquanto faço radioterapia?”

A resposta curta e direta é: não é recomendado, especialmente em doses altas (suplementos).

Entenda o porquê (de forma simples):

A radioterapia funciona gerando radicais livres (espécies reativas de oxigênio) dentro das células do tumor. Esses radicais danificam o DNA do câncer e levam as células cancerígenas à morte.

Os antioxidantes (vitamina C, E, betacaroteno, selênio, resveratrol, etc.) são substâncias que neutralizam exatamente esses radicais livres. Ou seja: enquanto a radioterapia está “atacando” o tumor com oxidação, o antioxidante pode estar protegendo as células cancerígenas e reduzindo a eficácia do tratamento.

O que a ciência diz?

1️⃣ Estudos clínicos e guidelines da ASTRO (American Society for Radiation Oncology) e ASCO desaconselham o uso rotineiro de suplementos antioxidantes em altas doses durante a radioterapia.

2️⃣ Alguns trabalhos mostraram piora no controle local do tumor e até redução na sobrevida quando pacientes usavam altas doses de antioxidantes durante o tratamento.

3️⃣ Alimentação normal (frutas, verduras, legumes) não é problema — o risco está nos suplementos concentrados.

O que fazer então?

🔸Evite suplementos antioxidantes (vitamina C megadose, vitamina E, Complexo B com antioxidantes, etc.) durante as sessões de radioterapia.

🔸Mantenha uma alimentação equilibrada e saudável.

🔸Sempre converse com seu oncologista ou radio-oncologista antes de tomar qualquer suplemento ou “natural” durante o tratamento.

Sua radioterapia é preciosa. Vamos deixar ela trabalhar com o máximo de força possível 💪

Qualquer dúvida, comenta aqui ou manda DM. Estou aqui para esclarecer!

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

A imunização é uma ferramenta essencial na prevenção de doenças infecciosas, especialmente para pacientes oncológicos, q...
22/04/2026

A imunização é uma ferramenta essencial na prevenção de doenças infecciosas, especialmente para pacientes oncológicos, que ficam com as defesas imunológicas comprometidas devido aos tratamentos como imunoquimioterapia, novos agentes como inibidores de tirosina quinases, radioterapia e o transplante de medula óssea. A vacinação é uma intervenção crucial para reduzir a morbidade e mortalidade nesses pacientes vulneráveis.

O tratamento oncológico, apesar de essencial para o tratamento do câncer, causa imunossupressão significativa, aumentando o risco de infecções graves.

Vacinas funcionam estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater patógenos específicos através da introdução de antígenos que mimetizam os microorganismos causadores de doenças. Este processo induz a formação de memória imunológica, permitindo uma resposta rápida e eficiente em exposições futuras ao patógeno.

Para pacientes submetidos ao transplante de medula óssea, a vacinação é ainda mais importante. O procedimento requer imunossupressão intensiva, resultando em um período prolongado de vulnerabilidade a infecções.

Portanto, recomenda-se um cronograma de revacinação pós-transplante para reestabelecer a imunidade protetora contra doenças infecciosas previamente cobertas.

A vacinação em pacientes oncológicos deve ser realizada com cuidado, levando em consideração o tipo de vacina (inativada ou viva), o estado imunológico do paciente e o período da aplicação em relação aos ciclos de tratamento. E a segurança das vacinas deve ser rigorosamente monitorada, passando por extensos te**es clínicos antes de serem aprovadas e recomendadas por entidades oficiais de saúde.

Proteger-se é um ato de autocuidado e responsabilidade. Informe-se, discuta com seu médico e siga as recomendações de vacinação para manter sua saúde e a de sua família em dia.

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

20/04/2026

Quem assistiu ao último episódio do THE PITT?

Já ouviu falar em pré-eclâmpsia e eclâmpsia?

Sabe o que é a SÍNDROME HELLP que ocorre entre 10-20% dos casos de pré-eclâmpsia grave?

Vem comigo que eu explico

18/04/2026

Estou em Mendoza, num Congresso na Argentina, mas tive que vir aqui dividir uma ótima notícia que acabou de ser aprovada no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso da droga nivolumabe em combinação com o protocolo AVD (doxorrubicina + vimblastina + dacarbazina) como tratamento de primeira linha para pacientes a partir de 12 anos com linfoma de Hodgkin clássico estádio III ou IV.

É uma aprovação muito relevante porque amplia as opções para pacientes com doença avançada, especialmente aqueles que têm mais dificuldade em tolerar outros esquemas.

No estudo SWOG S1826, essa combinação reduziu em 55% o risco de progressão da doença ou morte quando comparada ao esquema anterior, além de apresentar menos toxicidade e menos risco de neuropatia.

Em um momento em que vários países, inclusive o Brasil, enfrentam escassez de ciclofosfamida, ter mais uma alternativa aprovada faz toda a diferença na prática. Isso nos dá mais flexibilidade para individualizar o tratamento e escolher a melhor estratégia para cada paciente.

É assim que a Medicina avança: com novas evidências, mais possibilidades e, principalmente, mais chances para os nossos pacientes.

🎥 Confira no vídeo, em que eu explico melhor o que muda na prática com essa aprovação.

E compartilhe com quem precisa saber dessa novidade também.

Fonte: DOI: 10.1056/NEJMoa2405888

Dra. Adriana Scheliga
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No Mieloma Múltiplo, quando o tratamento padrão para de funcionar, é comum que o paciente e sua família sintam que as op...
17/04/2026

No Mieloma Múltiplo, quando o tratamento padrão para de funcionar, é comum que o paciente e sua família sintam que as opções se esgotaram.

Entretanto, na Onco-Hematologia, esse momento não é o "fim da linha", mas o início de uma nova fase estratégica. O que chamamos de Mieloma Recaído ou Refratário é o cenário em que a Medicina de precisão e o arsenal das novas imunoterapias ganham protagonismo.

Sabemos, por dados robustos, que cada nova linha de terapia exige um redesenho cuidadoso. É verdade que as respostas tendem a ser menos duradouras a cada ciclo, mas as inovações recentes mudaram o prognóstico de quem já passou por múltiplas linhas. A decisão agora é cirúrgica: olhamos para as dr**as usadas anteriormente, para a velocidade da progressão e para o perfil molecular no momento exato da recaída. O objetivo deixa de ser apenas a remissão inicial e passa a ser o controle inteligente da doença com a melhor qualidade de vida possível.

O arsenal atual é impressionante. Dispomos de dr**as de segunda e terceira geração e anticorpos monoclonais que redefiniram o resgate. Todavia, o salto real está nas terapias celulares e biespecíficos. O uso de CAR-T anti-BCMA e anticorpos biespecíficos tem demonstrado respostas profundas mesmo em pacientes multi-refratários, oferecendo curvas de sobrevida que eram impensáveis há poucos anos.

Gerenciar a recaída é um exercício de equilíbrio entre potência e tolerabilidade. A escolha do próximo passo depende de um diálogo franco entre o histórico terapêutico e as metas de vida do paciente.

O foco do médico é garantir que o tratamento acompanhe a evolução biológica da doença com agilidade. Não é apenas adicionar medicamentos. Nós queremos orquestrar a sobrevivência com as ferramentas mais avançadas que a Medicina atual nos oferece.

Para você que enfrenta ou acompanha alguém nesta jornada: como você lida com as mudanças de estratégia no tratamento?

Já conversou com seu médico sobre as inovações para casos de refratariedade? Deixe sua dúvida nos comentários.

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
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16/04/2026

Às vezes, o “não” do médico não é falta de atenção, de cuidado ou de empatia.

No De Carona com a doutora desta semana, a conversa foi sobre limites, comunicação e uma parte importante, e pouco falada, da relação entre médico e paciente.

Por que, às vezes, dizer “não” também é uma forma de cuidado?

👉 Assista ao vídeo e depois me conte: você já viveu uma situação parecida, de um lado ou do outro?

Vamos comigo? 🚗🚗🚗

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
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Diferente dos linfomas de linhagem B, os linfomas de células T e NK (Natural Killer) estão entre os cenários mais desafi...
14/04/2026

Diferente dos linfomas de linhagem B, os linfomas de células T e NK (Natural Killer) estão entre os cenários mais desafiadores da Onco-Hematologia.

São doenças raras, muito heterogêneas e em que o diagnóstico quase nunca é direto. Na prática, ele é uma construção cuidadosa.

Mas por que isso é tão difícil?

1️⃣ Mimetismo biológico
Esses linfomas podem “imitar” quadros benignos, infecções virais (como Epstein-Barr, EBV, e Vírus Linfotrópico de Células T Humanas, HTLV-1) e até doenças autoimunes. Por isso, muitos casos acabam sendo classificados por exclusão, como o PTCL-NOS (linfoma T periférico sem outra especificação).

2️⃣ Falta de uma referência clara
Ao microscópio, nem sempre é possível identificar de qual tipo de linfócito T aquele tumor se originou. Isso exige painéis amplos de exames, como a imunohistoquímica e a citometria de fluxo) e, ainda assim, nem sempre a resposta é simples.

3️⃣ Classificações em constante evolução
Hoje utilizamos dois sistemas principais de classificação e definição diagnóstica dos linfomas (WHO-HAEM5 e ICC 2022), que trouxeram avanços importantes, mas também mais complexidade na prática diagnóstica. Ainda assim, estamos evoluindo.

O TRBC1 (marcador de clonalidade de células T) tem ajudado a identificar se há proliferação tumoral de forma mais rápida e acessível.

E o NGS (sequenciamento de nova geração ) passou a ter papel central, refinando subtipos e identificando mutações relevantes, com impacto direto no prognóstico e tratamento.

Por fim, o diagnóstico não depende de um exame isolado.

Ele só acontece com a integração real entre clínica, morfologia, imunofenótipo e biologia molecular e com material adequado, já que biópsias pequenas ainda limitam muito a análise.

Para encerrar, eu te pergunto:

Qual foi o caso de linfoma T que mais desafiou seu raciocínio recentemente? Vamos debater?

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

Quando falamos em um novo tratamento na Oncologia e Hematologia, a palavra que mais buscamos é sucesso.Porém, o que isso...
10/04/2026

Quando falamos em um novo tratamento na Oncologia e Hematologia, a palavra que mais buscamos é sucesso.

Porém, o que isso significa na prática?

Para quem está no consultório, sucesso é tempo. É qualidade de vida. É poder planejar o amanhã com segurança.

🔬 Hoje, a ciência caminha em uma velocidade impressionante. Para que novas dr**as cheguem mais rápido aos pacientes, usamos indicadores chamados desfechos substitutos (surrogate endpoint), como a redução do tumor ou o tempo sem a doença progredir. Eles são fundamentais porque nos dão sinais precoces de que estamos no caminho certo, permitindo que tratamentos inovadores sejam aprovados anos antes do que seriam se esperássemos décadas pelos resultados finais.

No entanto, meu papel como médica é olhar além do entusiasmo inicial. O verdadeiro "padrão-ouro" que buscamos incansavelmente é a Sobrevida Global, que é, em essência, o ganho real de vida. Assim, podemos garantir que, ao prescrevermos uma inovação, ela não esteja apenas "controlando um exame", mas realmente oferecendo mais e melhores dias ao paciente.

Na Hematologia, marcos como a DRM negativa são celebrados, e com razão, pois são bússolas valiosas. Entretanto, nosso compromisso com a ciência baseada em evidências é o que nos protege de tratamentos que possam ser excessivamente tóxicos sem um benefício real que justifique o desgaste.

A inovação é o que nos move, e os desfechos substitutos são ferramentas vitais nessa jornada. Mas o nosso norte será sempre o paciente: sua rotina, sua força e sua longevidade. A inovação é fundamental, mas o dado laboratorial nunca deve substituir a visão humana e o desfecho clínico real. Precisamos de ciência que olhe para o gráfico, mas que enxergue a vida fora do hospital.

Deixei nos cards do post uma explicação mais detalhada da diferença técnica entre o que a ciência mede e o que nós, médicos e pacientes, realmente buscamos. Deslize para o lado para entender.

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

09/04/2026

💬 Segunda opinião ainda causa desconforto, mas deveria ser exatamente o contrário.

🚗 No De Carona de hoje, abordei um ponto essencial: buscar outra avaliação não é falta de confiança, mas sim cuidado com a própria saúde. E, mais do que isso, é um direito garantido ao paciente.

O Conselho Federal de Medicina é claro sobre isso. O Artigo 39 do Código de Ética Médica proíbe o médico de impedir ou dificultar que o paciente busque uma segunda opinião, além de vedar a omissão de informações. Já o Artigo 31 garante a autonomia do paciente para decidir sobre seu cuidado e escolher seu médico.

Em doenças complexas, decisões difíceis e condutas possíveis, ouvir mais de uma visão pode trazer clareza, segurança e, muitas vezes, novas possibilidades. Na prática médica, isso já acontece o tempo todo, como discussões de casos, trocas entre especialistas, revisões de conduta. Ou seja, a segunda opinião faz parte da boa medicina.

Talvez o que ainda precise mudar seja a forma como enxergamos isso. Não como um constrangimento, mas sim como um passo legítimo na jornada do paciente.

🎥 Vale assistir ao vídeo completo, principalmente se você ou alguém próximo já se sentiu inseguro em conhecer uma única opinião.

Vamos comigo? 🚗🚗🚗

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

Neste 07 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde, reforçando que o movimento não é apenas um hábito de bem-estar, ma...
07/04/2026

Neste 07 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde, reforçando que o movimento não é apenas um hábito de bem-estar, mas um modulador biológico fundamental. Na Onco-Hematologia, a ciência é categórica: a caminhada atua como um "medicamento adjuvante" capaz de alterar o microambiente tumoral.

Dados discutidos em fóruns como a ASCO (Sociedade Americana de Oncologia Clínica) e a ASH (Sociedade Americana de Hematologia) demonstram que a atividade física moderada otimiza a farmacocinética, ou seja, o caminho do medicamento no organismo, e a resposta imunológica do paciente.

E por que a caminhada é estratégica no tratamento hematológico? Algumas razões:

👉 Imunomodulação: a caminhada rápida auxilia na redução de citocinas pró-inflamatórias (proteínas que sinalizam inflamação), o que pode mitigar efeitos colaterais da imunoterapia e fortalecer a resposta imune celular.

👉 Sinalização Osteoblástica: no Mieloma Múltiplo, onde a reabsorção óssea é uma preocupação crítica, o impacto mecânico controlado da caminhada auxilia na preservação da massa mineral, combatendo a osteoporose induzida por corticosteroides (anti-inflamatórios potentes usados no protocolo).

👉 Combate à Fadiga Relacionada ao Câncer: diferente do cansaço comum, a fadiga oncológica tem raízes metabólicas. A ciência comprova que o exercício aeróbico é mais eficaz que o repouso para "resetar" os níveis de energia, com redução de até 87% nos sintomas durante a quimioterapia.

👉 Cardioproteção: pacientes expostos a certas terapias-alvo ou antraciclinas (classe de quimioterápicos) possuem risco cardiovascular aumentado e a caminhada é recomendada como ferramenta de primeira linha para proteger o coração.

Lembrando que a prescrição deve ser individualizada para garantir a segurança clínica.

Como tem sido a integração do movimento no seu protocolo de tratamento? Sua equipe médica já discutiu a atividade física como parte da sua prescrição terapêutica?

Compartilhe sua experiência abaixo. 👇

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

02/04/2026

Você sabe as principais diferenças entre vacinas da gripe trivalente e tetravalente?

1️⃣ Vacina da gripe do SUS (pública – Instituto Butantan)

Tipo: Trivalente (protege contra 3 cepas do vírus influenza).
Cepas (composição 2026 para o Hemisfério Sul):
– 2 do tipo A: H1N1 e H3N2
– 1 do tipo B (linhagem Victoria)
Dose: Padrão (15 mcg de antígeno por cepa).
Quem pode tomar: Gratuita para grupos prioritários (idosos 60+, gestantes, crianças de 6 meses a 5 anos, profissionais de saúde, pessoas com comorbidades etc.). Desde 2025/2026 está disponível na rotina do PNI para esses públicos o ano todo.
Vantagem: Protege muito bem contra as cepas que mais causam casos graves e hospitalizações (principalmente as do tipo A). É eficaz, gratuita e salva milhares de vidas todo ano.

2️⃣ Efluelda (particular – laboratório Sanofi)

Tipo: Tetravalente (quadrivalente) de alta dose.
Cepas: Protege contra 4 cepas (as mesmas 3 da trivalente + 1 linhagem extra do tipo B – Yamagata).
Dose: Alta concentração (60 mcg de antígeno por cepa = 4 vezes mais que a dose padrão).
Quem pode tomar: Exclusiva para pessoas com 60 anos ou mais.
Vantagem principal: Foi desenvolvida exatamente para o sistema imunológico dos idosos (que naturalmente responde menos à vacina). Estudos clínicos mostram até 24% mais proteção contra gripe sintomática, hospitalizações e complicações graves (como pneumonia e agravamento de doenças cardíacas) em comparação com vacinas convencionais.

Nenhuma vacina é 100% eficaz, mas qualquer uma é melhor que nenhuma

Já se vacinou ?

Endereço

Rua Nascimento Silva 88/Ipanema
Rio De Janeiro, RJ
23031-07

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 15:00 - 20:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 13:00 - 20:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

Telefone

+552125459005

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