19/05/2026
Ontem, durante a convocação da Seleção para a Copa do Mundo, meu coração voltou por alguns minutos para a infância.
E talvez quem nasceu antes dos anos 90 entenda exatamente esse sentimento…
A Copa não era só futebol.
Era ritual. Era encontro. Era memória sendo construída sem que a gente percebesse.
A rua ganhava bandeirinhas, tinta no chão, barulho de criança correndo e vizinho entrando sem avisar para assistir ao jogo junto. A gente separava a camisa da sorte, fazia planos para o dia da estreia e acreditava, de verdade, que o Brasil podia parar por alguns instantes só para torcer junto.
Não existiam stories, selfies ou vídeos para provar que aquilo aconteceu.
E, ainda assim, ninguém esqueceu.
Porque os maiores registros da nossa infância não ficaram em celulares. Ficaram dentro da gente.
Então, talvez essa Copa seja um convite.
Pintem algo juntos.
Assistam aos jogos abraçados no sofá.
Chamem os vizinhos.
Façam bagunça.
Cantem o hino.
Criem tradições.
Porque um dia os nossos filhos vão crescer…
E quando falarem da infância deles, estarão contando como foi viver ao nosso lado.
Terapeuta Lidiane Mattos