12/02/2026
Sim, um ginecologista francês da cidade de Pau, no sudoeste da França, foi sancionado e suspenso após se recusar a atender uma paciente trans, alegando atender apenas "mulheres de verdade".
Aqui estão os detalhes do caso:
O Incidente: O médico, Dr. Victor Acharian, recusou-se a examinar uma mulher trans de 26 anos em agosto de 2023. Em resposta a uma avaliação online negativa feita pela paciente, o ginecologista afirmou que não tinha competência para tratar "homens, mesmo que tenham raspado a barba e dito à minha secretária que se tornaram mulheres".
A Punição: Em janeiro de 2025, o Conselho Regional da Ordem dos Médicos da Nova Aquitânia suspendeu o médico. A sanção total foi de seis meses, sendo um mês de proibição total de exercício (início em março de 2025) e cinco meses suspensos (probation).
Justificativa e Reação: O médico alegou "falta de preparo técnico" para atender pacientes trans e afirmou não ser transfóbico, mas sim "incompetente" para esse tipo de atendimento. A recusa foi considerada discriminatória e contrária à ética médica, gerando forte reação de grupos de direitos humanos e da comunidade LGBTQ+.
Consequências: O caso gerou grande controvérsia na França e o médico chegou a se desculpar publicamente, alegando que reagiu com raiva por se sentir atacado, mas a punição foi mantida.
O caso reacendeu o debate na França sobre a transfobia no sistema de saúde e o direito de recusa de atendimento por parte dos médicos.