27/02/2026
Ela perdeu tudo em uma única noite.
Barraca queimada. Dinheiro roubado. Promessas quebradas.
E sabe o que a cigana fez no dia seguinte?
Arrumou o cabelo, vestiu o vermelho e sentou na praça como se nada tivesse acontecido.
Uma moça se aproximou e perguntou:
— Como você consegue continuar depois de perder tudo?
A cigana respondeu:
“Eu não perdi tudo.”
A moça insistiu:
— Mas levaram seu dinheiro, levaram sua estrutura...
A cigana, somente com seu pandeiro que havia salvo, disse:
“Só me levaram o que era externo.
Mas não levaram minha leitura,
não levaram minha coragem,
não levaram minha dignidade.
E principalmente...
não levaram minha capacidade de recomeçar.”
Depois completou:
A mulher que depende só do que tem, quebra.
Já quem depende do que é, se reconstrói.
E naquela semana, ela começou de novo.
Sem reclamar.
Sem implorar.
Sem se explicar.
Porque cigana de verdade não vive só da sorte, também vive de força.