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O chão da nossa infância é mágico e, ao mesmo tempo, crucial para o adulto que nos tornamos. A infância é um solo que co...
22/12/2025

O chão da nossa infância é mágico e, ao mesmo tempo, crucial para o adulto que nos tornamos.

A infância é um solo que continua sob nossos pés, mesmo quando crescemos, mudamos de cidade, de profissão ou de relações.
É nesse solo que aprendemos quem somos, o que sentimos e como nos colocamos no mundo.

Boa parte dos nossos comportamentos e a forma com que nos comunicamos, desde momento da vida. É nessa fase que aprendemos - o que fazer com o que sentimos.

Se podíamos chorar.
Se éramos acolhidos quando sofríamos.
Se era seguro sentir raiva, medo ou tristeza — ou se era melhor engolir o choro.
Se nossos sentimentos foram ignorados nessa fase, é comum que faremos isso agora, quando adultos.
Se ouvimos críticas constantes ou chacotas, t é provável que hoje isso afete a nossa autoestima.
Se fomos acolhidos, é provável que hoje nos sentimos mais seguro.

A infância molda nossa trajetória — não apenas pelo que vivemos de bom, mas também pelo que faltou. Ela influencia nossos medos, nossas vulnerabilidades, nossos padrões de relacionamento e até a forma como cuidamos (ou não) de nós mesmos.

Se hoje, na vida adulta, existem aspectos seus que te causam sofrimento, desconforto ou estranhamento, talvez o convite não seja se cobrar mais, mas olhar para trás com mais honestidade e menos julgamento.

Abra a gaveta das memórias e se pergunte:
Como foi a minha infância?
Quando eu me sentia seguro — e quando me sentia sozinho?
Como meus sentimentos eram recebidos?
Quem me acolhia quando eu precisava?
E principalmente: quando eu me sentia amado?

Essas respostas não servem para culpar o passado e nem as pessoas viveram nele,
mas para compreender o presente.

Você pode continuar pisando no chão da sua infância —
mas não precisa repetir os mesmos passos.


Nós não somos os nossos pensamentos.Nossos pensamentos não surgem do nada. Por vezes, pode até parecer que seus pensamen...
19/12/2025

Nós não somos os nossos pensamentos.

Nossos pensamentos não surgem do nada.
Por vezes, pode até parecer que seus pensamentos têm um comando próprio, não é verdade? Quando nos deparamos, estamos já envolvidos por um ou outro pensamento que, vai guiando toda a nossa vida.

Se realmente paramos para prestar atenção, passamos grande parte do tempo sendo guiados por um automatismo de muitas crenças que criamos sobre nós mesmos, sobre o outro e sobre o mundo, mas nem sempre elas são verdadeiras.

Temos a ideia de somos o que pensamos: “se penso isso, é isso que eu sou”.
Quando na verdade, nós somos a consciência que observa os pensamentos.

Esta perspectiva nos permite questionar:
‘Eu realmente acredito nisso?’
‘Isso reflete quem eu sou?’
“esse pensamento não é legal”
“eu não gosto de pensar isso”, ou
“eu não preciso me sentir assim”.

É assim que começamos a ter um maior controle, nós somos além dos nossos pensamentos.

Cada um de nós tem o poder da escolha e pode aprender a guiar a mente.
Este é um treino do autoconhecimento que direciona também nossas emoções e sentimentos, assim como nossas atitudes e comportamentos.

Consciência será sempre o primeiro passo para nossa mudança e é importante ressaltar que ela não acontece por decreto – você tem de colocar a intenção em movimento.
Até porque condicionar movimento a inspiração é pedir para seguir parado.

Outro ponto importante: não é um passe de mágica. é com treino, repetição e treino.


16/12/2025

As crenças centrais são ideias profundas, rígidas e absolutas que a pessoa tem sobre si mesma, os outros e o mundo.

São aprendidas ao longo da vida, principalmente na infância, e moldam a forma como interpretamos os acontecimentos ao nosso redor.

São como “lentes invisíveis” que filtram nossas experiências.

Elas funcionam de forma automática e, muitas vezes, sem que a percebemos.

Elas se formam a partir de:
• Experiências precoces de vida (ex: críticas constantes, abandono, negligência, excesso de cobrança).

• Observação de figuras importantes (pais, professores, cuidadores).

• Interpretações feitas pela criança sobre essas experiências (às vezes, erradas ou distorcidas).

• Repetição de situações semelhantes ao longo do tempo, que reforçam essas interpretações.

Exemplo:
Se uma criança é frequentemente ignorada quando tenta expressar sentimentos, ela pode desenvolver a crença central: “Meus sentimentos não importam” ou “Eu sou insignificante”.

Existem três categorias de crenças — desamor, desvalor e desamparo — que são bastante comuns na clínica e representam formas profundas de interpretar o self (o “eu”) com base em experiências emocionais precoces.

📍Se você quiser começar a identificar a sua crença, se faça essas perguntas:

‘O que eu acredito sobre mim no segundo em que algo dá errado?’

‘Quando algo dá errado, qual frase sobre mim mesma aparece sem eu pensar?’

As respostas costumam te levar direto a sua visão de si mesmo.

A terapia cognitivo comportamental, te ajuda a identificar, questionar e reconstruir essas crenças, para você parar de viver no automático.

Você não tem uma vida infeliz.Você tem momentos de tristeza.Você não tem uma vida feita só de traumas.Você viveu situaçõ...
15/12/2025

Você não tem uma vida infeliz.
Você tem momentos de tristeza.
Você não tem uma vida feita só de traumas.
Você viveu situações que foram emocionalmente dolorosas.

Você não tem uma vida problemática.
Você — como todos nós — enfrenta problemas.

Você não é o seu diagnóstico.
Você está vivendo uma condição de saúde física e/ou mental.

O que te aconteceu faz parte da sua história,
mas não define quem você é.

A vida é cíclica.
A alegria passa.
A dor também.

Tudo o que hoje parece intenso demais tende a se transformar, a diminuir, a encontrar outro lugar dentro de você.

O ponto não é controlar o que acontece.
É compreender que você não se resumir ao que te aconteceu.

Não queremos negar ou fingir que as dores nunca aconteceram, mas queremos trabalhar para que elas não dominem sua vida e definam o seu caminho.

Se isso tocou em algo aí dentro, talvez seja um bom momento para olhar para sua história com mais gentileza — e menos rótulos.
Salve esse texto para reler quando esquecer disso.
E, se fizer sentido, compartilhe com alguém que precisa ouvir isso hoje.

Deixei um texto para meus pacientes esta semana, marcando o início do último mês do ano.E nele havia essa pergunta:“Aond...
02/12/2025

Deixei um texto para meus pacientes esta semana, marcando o início do último mês do ano.
E nele havia essa pergunta:
“Aonde você quer estar no ano que vem?”
Refletimos sobre o que gostaríamos de fazer diferente.

Não que eu ache necessário aguardar a virada do ano para isso acontecer, mas porque, de algum jeito, ela se torna um marco.

E uma das respostas a reflexão foi:
“Quero mudar tudo no ano que vem”.

- Mas por que esperar o ano virar para começar a mudar o que já não faz sentido?
- Por que aguardar se sentir confiante, segura ou “pronta” para iniciar aquilo que você vem adiando há tanto tempo?

Esse sentimento de “estar pronta”, “segura”, “confiante”, não aparece do nada.
Ele não nasce com você.
Ele se desenvolve na exposição — justamente naquelas situações desconfortáveis que você tenta evitar.

É assim mesmo:
Na primeira vez, ninguém está seguro.
Mas é a repetição que constrói a segurança que você busca.

E tem uma frase bem clichê, que sempre penso quando tenho medo de algo novo:
“Se não eu, quem?
Se não agora, quando?”

E te pergunto:
o que você precisa enfrentar hoje para não repetir em 2026?


Há coisas que a gente só entende quando começa a terapia.Não porque alguém “abre nossos olhos”, mas porque finalmente pa...
28/11/2025

Há coisas que a gente só entende quando começa a terapia.

Não porque alguém “abre nossos olhos”, mas porque finalmente paramos de fugir do que a vida vinha mostrando há anos – e optamos por encarar de frente.

Os padrões começam a aparecer – e o que parecia normal, passa a ser compreendido como uma defesa e evitação ao que causa desconforto.
Você percebe que repetir não é coincidência.
É a sua história. É um mecanismo defesa.
É aquilo que você aprendeu para sobreviver – até aqui – com as ferramentas que tinha, e segue repetindo, mesmo que hoje não faça mais sentido.

Na terapia, você descobre que:
o que te assusta tem raiz,
o que te trava tem lógica,
e o que dói tem motivo.

E que mudar não é sobre força.
É sobre coragem.
É sobre ter contato com aquilo que você evitou, com aquilo que te formou, com aquilo que você nunca teve espaço para olhar.

Terapia não é um milagre.
É um processo.
É desconforto antes de alívio.
É responsabilidade antes de transformação.
E é coragem o tempo inteiro – de se olhar como se tivesse em frente a um espelho.

Ouvi essa frase há algumas semanas, de alguém que estava iniciando seu processo:“Se todo mundo fizer força na mesma dire...
23/11/2025

Ouvi essa frase há algumas semanas, de alguém que estava iniciando seu processo:
“Se todo mundo fizer força na mesma direção, a recuperação dará certo.”

Fiquei pensando naquilo, porque é exatamente isso.

A terapia não é algo que você “recebe”.
É algo que você constrói.
Existe a técnica, existe o conhecimento profissional, existem recursos clínicos —
mas nada disso acontece sem você.

Engajamento não é pressão.
Não é cobrança.
É estar presente.
É reconhecer que existe uma parte do processo que só você pode fazer:
sentir, praticar, sustentar, tentar de novo.

E esse movimento não é só responsabilidade.
É cuidado consigo.
É maturidade emocional.
É a sua autonomia na escolha do seu caminho.

A mudança não acontece porque você deseja.
Acontece quando você se coloca dentro do processo.

Se esse é o momento em que você decide participar da própria vida — eu posso caminhar com você.
O primeiro passo ainda é seu.
– estou te esperando 🤍

14/11/2025

Você me pergunta pela minha paixão 🤍

Talvez você não esteja presa a uma fase.Talvez só esteja repetindo os mesmos movimentos que te mantêm no mesmo lugar.É f...
05/11/2025

Talvez você não esteja presa a uma fase.
Talvez só esteja repetindo os mesmos movimentos que te mantêm no mesmo lugar.

É fácil acreditar que “agora vai ser diferente”,
mas nada muda quando você continua escolhendo igual.

A repetição automática é o que o fazemos pra tentar resolver o que ficou mal resolvido.
O que você chama de “erro” é, na verdade, um pedido de cuidar o que ainda dói.

Pra viver a vida que você deseja, não basta querer o novo —
é preciso encarar o que ainda se repete.

O ciclo só se quebra quando, em vez de esperar o outro mudar,
você começa a fazer diferente.

No fim, o que te prende não é o passado —
é o medo de deixar ele ir e do novo.

E enquanto você repete, a vida só recomeça do mesmo ponto.

Talvez o ciclo nunca tenha te prendido.
Você só aprendeu a chamar o mesmo lugar de segurança.

Lembre-se que esse ciclo não te prende.
Ele só te oferece o mesmo caminho — e você continua aceitando o convite.

- Se esse texto te fez pensar em algo que se repete na tua vida, talvez seja hora de olhar pra isso com mais cuidado.
A terapia pode te ajudar a entender onde o ciclo começou — e como finalmente sair dele.


03/11/2025

Às vezes, o primeiro sinal de que a terapia está funcionando é a vontade de desistir.

Porque é ali, no ponto em o desconforto começa aumentar e nossa primeira reação é fugir.

Afinal, existem situações que preferimos esquecer.
- Até chegamos a crer que seria mais fácil esquecer.
Porém, isso faz parte do processo.

Aqui fazemos o contato com aquilo que você passou a vida toda tentando não sentir.
E é também o começo da coragem de permanecer.


Endereço

São Lourenço Do Oeste, SC

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