22/12/2025
O chão da nossa infância é mágico e, ao mesmo tempo, crucial para o adulto que nos tornamos.
A infância é um solo que continua sob nossos pés, mesmo quando crescemos, mudamos de cidade, de profissão ou de relações.
É nesse solo que aprendemos quem somos, o que sentimos e como nos colocamos no mundo.
Boa parte dos nossos comportamentos e a forma com que nos comunicamos, desde momento da vida. É nessa fase que aprendemos - o que fazer com o que sentimos.
Se podíamos chorar.
Se éramos acolhidos quando sofríamos.
Se era seguro sentir raiva, medo ou tristeza — ou se era melhor engolir o choro.
Se nossos sentimentos foram ignorados nessa fase, é comum que faremos isso agora, quando adultos.
Se ouvimos críticas constantes ou chacotas, t é provável que hoje isso afete a nossa autoestima.
Se fomos acolhidos, é provável que hoje nos sentimos mais seguro.
A infância molda nossa trajetória — não apenas pelo que vivemos de bom, mas também pelo que faltou. Ela influencia nossos medos, nossas vulnerabilidades, nossos padrões de relacionamento e até a forma como cuidamos (ou não) de nós mesmos.
Se hoje, na vida adulta, existem aspectos seus que te causam sofrimento, desconforto ou estranhamento, talvez o convite não seja se cobrar mais, mas olhar para trás com mais honestidade e menos julgamento.
Abra a gaveta das memórias e se pergunte:
Como foi a minha infância?
Quando eu me sentia seguro — e quando me sentia sozinho?
Como meus sentimentos eram recebidos?
Quem me acolhia quando eu precisava?
E principalmente: quando eu me sentia amado?
Essas respostas não servem para culpar o passado e nem as pessoas viveram nele,
mas para compreender o presente.
Você pode continuar pisando no chão da sua infância —
mas não precisa repetir os mesmos passos.