08/03/2022
Ser mulher no país das desigualdades não é uma luta diária fácil.
Assim como para criar uma criança deve-se ter uma vila para cuidá-la, para uma mulher florescer, uma comunidade deve apoiá-la.
Sou mulher, mãe do Arthur, noiva do Nickson Dossous, médica pediatra. Vim do Amapá fazer residência em SP, tive um filho durante minha residência de pediatria, fiz várias coisas nesse tempo, ganhei e perdi muita coisa nesse processo. E, recentemente, Iniciei uma pós-graduação em Psiquiatria Infantil.
Até chegar aqui foram muitas horas de esforço, terapia, abdicação e aprender que poucos vão entender tuas individualidades, especialmente se você é mãe.
Da mulher é exigido perfeição, no corpo, na vida profissional, na maternidade. E ignoram a realidade de cada uma.
Você é mulher e logo uma bagagem de expectativas e responsabilidades lhe são jogadas, sem falar da sua raça e etnia que contribuem nessa interseccionalidade.
Homens, não basta postarem fotos no dia da mulher repreendendo a violência contra a mulher, quando não se combate o machismo dentro de casa, no trabalho e naquele grupo tóxico de wpp.
Ensinem seus filhos a respeitar, cuidar e, mais do que tudo, a tratar de forma igual e equitativa as mulheres ao seu redor.
Nós precisamos assegurar que cada mulher tenha sua liberdade individual respeitada.
Eu, hoje, aqui saúdo todas as mulheres e, especialmente as minhas irmãs negras, indígenas, trans e periféricas que lutam contra todas as dificuldades sociais e falta de oportunidades do nosso país.
Quem cuida da mãe, da mulher? Não deve ser apenas o marido, o filho, deveria ser a sociedade.
Apoiem-se mulheres! Dia 8 de março não é dia de condescendência e, sim, de luta!