12/12/2025
Na última reunião do PROMEV, o coordenador do programa Dr. Arthur Danila, apresentou uma reflexão sobre o tédio como um construto que pode se manifestar tanto como um estado de baixa ativação, quanto como um tédio de alta ativação, marcado por inquietação e sensação de urgência para fazer algo.
A discussão foi trazida pelo Grupo de Psiquiatria Positiva e baseada na nova metanálise da Communications Psychology sobre a fisiologia do tédio, um estudo robusto que demonstra que o tédio não é um estado trivial, mas um marcador neurocomportamental que envolve oscilações específicas na ativação fisiológica.
A evidência aponta que, em média, o tédio tende a reduzir essa ativação, mas com grande variabilidade conforme contexto, tarefa, medida fisiológica utilizada e perfil do indivíduo. Essa complexidade explica por que o tédio pode se apresentar tanto como apatia quanto como inquietação, afetando atenção, motivação e tomada de decisão.
Foi uma discussão extremamente relevante para o nosso framework clínico, reforçando a necessidade de leituras mais finas do comportamento e de intervenções alinhadas aos princípios da Medicina do Estilo de Vida.