Psicanalista RosanaCastro

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Há algo profundamente incômodo nessa frase.Porque ela nos retira do lugar confortável da vítima absoluta.Lacan não está ...
26/02/2026

Há algo profundamente incômodo nessa frase.

Porque ela nos retira do lugar confortável da vítima absoluta.

Lacan não está falando de culpa moral.

Não está dizendo que somos responsáveis por tudo o que nos acontece.

Mas pela posição que ocupamos naquilo que nos acontece.

A mesma cena pode se repetir.

A mesma queixa pode retornar.

O mesmo tipo de relação pode se formar.

E, ainda assim, algo nosso insiste ali.

Responsabilidade, na psicanálise, não é punição.
É implicação.

É reconhecer que, mesmo atravessados pela história, pelo Outro, pelo desejo alheio, ainda assim tomamos uma posição — consciente ou não.

O sujeito não controla tudo.

Mas responde desde onde fala, ama, escolhe, recusa, repete.

Assumir isso não é se condenar.

É deixar de se esconder.

Talvez o ponto não seja “por que isso acontece comigo?”

Mas:
de que lugar eu participo disso?

É nesse deslocamento que começa a análise.

O que nos falta não é um buraco a ser preenchido, mas a bússola que orienta o nosso desejo.Aprender a ouvir o próprio va...
24/02/2026

O que nos falta não é um buraco a ser preenchido, mas a bússola que orienta o nosso desejo.

Aprender a ouvir o próprio vazio é o primeiro passo para parar de buscar respostas onde elas não existem.

A falta é o motor da nossa caminhada.

Por alguns dias, suspende-se a ordem cotidiana:o nome se embaralha, os papéis vacilam,o desejo dança sem pedir explicaçã...
13/02/2026

Por alguns dias, suspende-se a ordem cotidiana:
o nome se embaralha, os papéis vacilam,
o desejo dança sem pedir explicação.

Mas a Psicanálise nos lembra:
não é a máscara que cria o desejo —
ela apenas permite que algo do recalcado atravesse a cena.

Entre fantasias e brilhos, algo escapa.

Um gesto, um encontro, um cansaço sem medida.

O inconsciente também desfila.

Quando chega a música silenciada e a quarta-feira,
resta o que não passou com o confete:
aquilo que insiste, que retorna, que pede escuta.

Talvez o Carnaval não seja apenas festa,
mas um ensaio do que somos
quando a vigilância afrouxa
e o sujeito aparece, ainda que por instantes.

Escutar o que emerge nesses momentos
é um trabalho que começa depois do fim do bloco —
num espaço onde não é preciso fantasia
para sustentar o que se é.

Alguns rangem à noite,outros guardam objetos sem nome,outros ainda repetem a mesma cenacomo se o tempo não tivesse passa...
12/02/2026

Alguns rangem à noite,
outros guardam objetos sem nome,
outros ainda repetem a mesma cena
como se o tempo não tivesse passado.

Vivemos reformando a fachada,
mas é no interior que algo insiste em chamar.

A Psicanálise não entra com lanternas fortes,
nem com mapas prontos.

Ela caminha devagar,
respeitando o escuro,
ouvindo os ruídos.

Há dores que não pedem pressa,
pedem morada.

Há histórias que não querem solução,
querem leitura.

Talvez seja o momento de abrir uma porta.

Não para expulsar o que está lá,
mas para finalmente saber
o que sempre habitou você.

Chamamos de “jeito de ser” aquilo que, muitas vezes, é medo de mudar de posição, de perder garantias, de sustentar o des...
10/02/2026

Chamamos de “jeito de ser” aquilo que, muitas vezes, é medo de mudar de posição, de perder garantias, de sustentar o desejo sem muletas.

Ser quem se é não significa permanecer igual.

Significa ter coragem de não se esconder atrás das próprias repetições.

A análise começa quando o “eu sou assim” deixa de ser resposta e passa a virar pergunta.

Tem muita gente afirmando que sofrimento é fracasso pessoal.Se você sofre, é porque “não está vibrando certo”.Se dói, é ...
06/02/2026

Tem muita gente afirmando que sofrimento é fracasso pessoal.

Se você sofre, é porque “não está vibrando certo”.

Se dói, é porque “ainda não aprendeu a lição”.

A Psicanálise desconfia dessa receita pronta.

O mal-estar não é um erro de programação — é parte constitutiva do sujeito.

Há algo que não se resolve com mantra, filtro bonito ou agenda de gratidão.

Talvez a coragem não esteja em “pensar positivo”, mas em sustentar aquilo que nos atravessa — sem maquiagem, sem atalho, sem ilusão de controle.

Porque, no fim das contas, o inconsciente não medita... ele insiste.

Na Psicanálise, o dedo podre não é azar.É fidelidade inconsciente a um enredo antigo que insiste em se atualizar com nov...
04/02/2026

Na Psicanálise, o dedo podre não é azar.

É fidelidade inconsciente a um enredo antigo que insiste em se atualizar com novos personagens.

O amor cotidiano não é um campo de te**es aleatórios.

É um palco onde o sujeito encena, sem perceber, aquilo que ainda não conseguiu elaborar.

Mudar de parceiro não é, necessariamente, mudar de posição psíquica.

Às vezes, o que precisa terminar não é a relação — é a história que o inconsciente insiste em recontar.

Quer para de se considerar azarada e passar a olhar para a questão com mais profundidade?

Considere iniciar seu processo analítico.

Estamos sempre “ocupados demais”. Agenda cheia, mensagens sem resposta, tarefas que se acumulam, cansaço que vira virtud...
03/02/2026

Estamos sempre “ocupados demais”.

Agenda cheia, mensagens sem resposta, tarefas que se acumulam, cansaço que vira virtude.

Mas a Psicanálise nos convida a suspeitar dessa pressa contemporânea.

Será que estamos realmente sem tempo — ou fugindo de algo que poderíamos encontrar no silêncio?

Muitas vezes, o excesso de compromissos funciona como um anteparo contra aquilo que mais nos inquieta: nossos próprios pensamentos, desejos e conflitos.

Parar é arriscado.

No vazio, algo pode emergir: uma lembrança, uma falta, uma pergunta que preferimos não ouvir.

Por isso corremos.

A Psicanálise não propõe produtividade, nem otimização do tempo.

Propõe o contrário: sustentar a pausa, tolerar o intervalo, suportar o não-saber.

É no olhar do outro que o ‘eu’ se esboça — mas esse traço inicial nunca é neutro. Crescemos atravessados ​​por imagens d...
30/01/2026

É no olhar do outro que o ‘eu’ se esboça — mas esse traço inicial nunca é neutro.

Crescemos atravessados ​​por imagens distorcidas, expectativas alheias, ideais que não nos cabem.

O adulto criativo não é quem teve um espelho perfeito,
mas quem não se deixou aprisionar pelas imagens que lhe foram impostas.

Criar é resistir.

É fazer existir algo singular no intervalo entre o que o outro vê e aquilo que nunca se deixa capturar por inteiro.

Essa afirmação de Lacan nos desloca radicalmente da ilusão de domínio sobre nós mesmos.Há um saber que não se sabe porqu...
29/01/2026

Essa afirmação de Lacan nos desloca radicalmente da ilusão de domínio sobre nós mesmos.

Há um saber que não se sabe porque o sujeito não coincide com a consciência.

Algo em nós pensa, deseja e decide fora do campo do eu que acredita saber quem é.

Trata-se do saber do inconsciente: um saber que se manifesta nos lapsos, nos sonhos, nos sintomas — justamente onde o sujeito não se confirma como autor.

A experiência analítica não visa transformar esse saber em conhecimento acumulável, mas permite que o sujeito se responsabilize por aquilo que o atravessa sem que ele saiba.

Há, portanto, algo profundamente ético nessa descoberta: aceitar que não somos senhores do que sabemos, e que é nesse ponto de não-saber que o desejo encontra sua verdade.

Você tenta ser racional.Explica. Organiza. Controla.E, mesmo assim, algo em você escapa.Porque o humano não é um projeto...
26/01/2026

Você tenta ser racional.

Explica. Organiza. Controla.
E, mesmo assim, algo em você escapa.

Porque o humano não é um projeto de eficiência.
É conflito.
É desejo.
É falta.

A “razão” costuma ser o nome bonito que damos para um acordo interno:
um jeito de não encostar no que dói.

Um jeito de transformar angústia em argumento.
E sentimento em justificativa.

Na clínica, a pergunta não é “qual decisão é a mais lógica?”.
É outra.
Mais incômoda.
Mais verdadeira:
o que eu ganho mantendo isso do jeito que está?

Às vezes, a racionalidade é uma defesa refinada.
Uma armadura elegante.
Que protege… e isola.

A psicanálise começa exatamente onde o discurso perfeito falha.

Quando a lágrima aparece sem permissão.
Quando o corpo denuncia.
Quando o sonho interrompe o plano.
Quando você diz “eu sei” — mas repete.

Se você se cobra clareza o tempo todo, talvez esteja tentando calar o essencial.
E o essencial sempre volta.
Em forma de sintoma.
Ou de cansaço.
Ou de vazio.

Você tem vivido mais na planilha… ou no desejo?

O crescimento psíquico não acontece por continuidade, mas por ruptura.Perde-se o apoio conhecido antes que um novo senti...
23/01/2026

O crescimento psíquico não acontece por continuidade, mas por ruptura.

Perde-se o apoio conhecido antes que um novo sentido possa se inscrever.

É nesse intervalo de desamparo que o sujeito se constitui, não pela garantia de um destino, mas pela possibilidade de sustentar a própria travessia.

Endereço

São Paulo, SP

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