15/12/2025
A proteinúria é a presença anormal de proteínas na urina, sinalizando que a barreira de filtração glomerular está comprometida, pois os rins normalmente reabsorvem quase todas as proteínas filtradas, de modo que o esperado é não encontrá-las na urina.
Quando os glomérulos sofrem lesão, proteínas que deveriam permanecer no sangue passam para a urina. Entre as causas mais comuns estão a nefropatia diabética, resultado de diabetes de longa duração e mal controlada, glomerulonefrites, e a hipertensão arterial. A presença de proteinúria funciona como marcador de progressão da doença renal, ou seja, quanto maior a proteinúria mais provável é que o rim esteja sendo lesionado e que haja perda de função renal ao longo do tempo.
Por ser um sinal de alerta útil e potencialmente tratável, recomenda-se que pacientes com diabetes, hipertensão ou fatores de risco façam exame de urina pelo menos uma vez ao ano, para identificar alterações precoces e permitir intervenções que preservem a função renal. Em pacientes com doença renal conhecida, a magnitude da proteinúria deve ser monitorada regularmente, geralmente ao menos anualmente ou com maior frequência conforme orientação médica.
Controlar a proteinúria é parte do tratamento para retardar a progressão da doença renal, por isso medidas como controle rigoroso da pressão arterial e do açúcar no sangue, e o uso de inibidores do sistema renina-angiotensina, como IECAs ou BRAs (e mais recentemente os inibidores de SGLT2), são frequentemente indicados quando há proteinúria, sempre com acompanhamento médico e monitorização de função renal e potássio. Além disso, mudanças no estilo de vida, como cessar tabagismo, manter peso saudável e revisar hábitos alimentares, contribuem para o cuidado renal.