Sentir Materno

Sentir Materno Blog da Dra. Juliana Cavalsan - psiquiatra, onde ela divide suas ideias e estudos sobre a maternidade

28/05/2026

O tratamento psiquiátrico durante a gestação é fundamental para as mulheres que tem algum transtorno mental.

Nesse vídeo a Dra. Juliana fala sobre os benefícios do tratamento durante esse período tão especial da vida da mulher.

A maternidade pode ser um momento profundamente transformador, mas isso não significa que ela seja vivida apenas com ale...
21/05/2026

A maternidade pode ser um momento profundamente transformador, mas isso não significa que ela seja vivida apenas com alegria. Existe uma expectativa social de que a mulher, ao se tornar mãe, se sinta automaticamente completa, realizada e feliz o tempo todo. E é justamente esse mito que faz com que muitas mulheres sofram em silêncio.

A depressão pós-parto é uma condição real, frequente e que vai muito além do cansaço ou da adaptação ao bebê. Muitas mães relatam tristeza intensa, sensação de culpa, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de conexão com o bebê e até vergonha por não conseguirem viver a maternidade da forma idealizada.

É preciso olhar para a saúde mental materna com mais acolhimento e menos julgamento. A mulher não deixa de amar seu filho por estar deprimida. Pelo contrário: muitas vezes sofre justamente porque gostaria de estar se sentindo diferente.

A depressão pós-parto tem tratamento e precisa ser identificada precocemente. Psicoterapia, rede de apoio, acompanhamento psiquiátrico e escuta qualificada fazem toda a diferença nesse processo.

Falar sobre saúde mental materna é quebrar o silêncio e lembrar às mulheres que elas não estão sozinhas. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza — é cuidado.

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15/05/2026

Você sabia que existem alguns fatores de risco para a Depressão pós parto ou na gestação?

Nesse vídeo a Dra. Juliana quais os 3 principais fatores.

Ja encaminha esse vídeo para aquela amiga que precisa dessa informação.

Para maiores informações, acesse o site da Dra. Juliana. O link está na Bio.

1️⃣ Parar com as medicações ao descobrir a gravidez, por medo de má formações. A interrupção de medicamentos pode aument...
08/05/2026

1️⃣ Parar com as medicações ao descobrir a gravidez, por medo de má formações. A interrupção de medicamentos pode aumentar a chance de piora da doença. Siga a orientação do seu .

2️⃣ Minimizar as consequências da doença mental no desfecho da gestação e pós-parto: muitas pessoas tendem a se preocupar só com o uso da medicação e esquece que as próprias doenças trazem consequências. Os principais efeitos da depressão gestacional, por exemplo, é o aumento da chance de ab**to, de parto prematuro, do bebê nascer pequeno, além de ter relação com pré-eclâmpsia e diabetes gestacional.

3️⃣ Não tratar adequadamente as doenças: muitos médicos optam por receitar doses baixas que não tratam a doença, não estabilizam a mulher. Dessa forma, as expõem tanto ao risco da doença quanto ao da medicação.

4️⃣ Trocar as medicações durante a gravidez por outras consideradas mais seguras. Tem medicações que popularmente são usadas e reconhecidas como sendo as únicas opções na gravidez. Mas é preciso saber o que está sendo receitado e está funcionando, conhecer a medicação e saber o perfil de segurança.

5️⃣ Trocar a medicação na amamentação por uma que passe menos para o leite. Se a mulher está bem, estável, e ela usa uma medicação considerada segura, não existe razão para trocar por outra.

6️⃣ Prescrever ácido valproico em mulheres em idade fértil - comprovadamente ele causa má formação em bebês, e deve ser usado somente com 2 métodos contraceptivos.

7️⃣ Não investigar sobre o uso de substâncias lícitas ou não lícitas na gestação. Investigue ativamente, pois muitas mulheres tem vergonha em assumir o uso.

8️⃣ Não receitar antipsicóticos para mulheres psicóticas - existem medicações seguras para essas doenças durante a gestação, e devem ser usadas para estabilizar essa mulher.

9️⃣ Se basear somente nas classificações do FDA para prescrever as medicações: usem as bulas para obter informações e tomar as decisões sobre o tratamento, pois as classificações do FDA desde 2015 não são atualizadas.

🔟 Não prescrever o lítio - existem novos estudos sobre seu uso na , e seu uso pode ser considerado com cuidado e sabedoria, e conversado com a paciente.

01/05/2026

Nesse vides a Dra. Juliana explica como o TDAH impacta a mulher durante a gestação e pós parto, e possíveis tratamento.

A experiência da maternidade é transformadora, rica e desafiadora. Entre amores intensos e noites insones, muitas mulher...
24/04/2026

A experiência da maternidade é transformadora, rica e desafiadora. Entre amores intensos e noites insones, muitas mulheres relatam um sentimento comum: a sensação de perder a própria identidade.

Ser mãe é um papel intenso, mas não pode anular quem você já foi.
Quando dividimos nossa atenção entre cuidar do bebê, da casa e de tantos outros fatores, as necessidades próprias podem ficar esquecidas. Essa desconexão pode aumentar o risco de alterações no humor — especialmente ansiedade e depressão pós-parto.

Mais do que banho, alimentação ou exercício, o autocuidado emocional é a prática de escutar e acolher o que surge dentro de você. Inclui reconhecer medos, frustrações ou culpas que podem surgir — sem julgamento, mas com acolhimento.

Pesquisas indicam que mulheres que se dedicam a estratégias como respiração consciente, pausas mentais e expressões artísticas conseguem manter mais estabilidade emocional na transição materna.

Dicas práticas para cuidar da saúde mental:
💜 Reserve um tempo para si – mesmo que sejam 10 minutos ao dia para pausar, fechar os olhos e respirar.
💜 Compartilhe suas emoções com outra mulher, amiga ou grupo de mães que entenda seus dilemas.
💜 Expresse o que sente — escreva, desenhe, cante, ou planeje uma carta para você mesma.
💜 Busque ajuda profissional ao perceber sinais de mudança no humor, sono ou apetite persistente.

➡ Quando pedir ajuda
Se você perceber sintomas como tristeza ou irritabilidade intensa que não passam, se sente desconectada do bebê ou tem pensamentos recorrentes de desvalorização — tudo isso pode ser sinal de alerta. Consultar uma psiquiatra ou psicóloga especializada pode fazer diferença para restabelecer o equilíbrio.

Encaminhe esse post para um mãe que precisa desse conhecimento! 💜

Esse post é de caracter informativo. Qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.

16/04/2026

Tudo pronto para receber o bebê?
Muitas mães deixam de lado o enxoval emocional, que faz toda a diferença nesse momento tão único que é receber um filho.

Nesse vídeo a Dra. Juliana explica como montar o seu.

Já encaminha esse vídeo para aquela amiga grávida que ainda precisa fazer o enxoval Emocional dela.

07/04/2026
07/04/2026

Nesse vides a dra. Juliana explica como os hormônios afetam a saúde mental da mulher durante a gestação e o pós parto.

Encaminhe para aquela mulher que precisa dessa informação!

A depressão é a principal complicação durante a gestação e no pós-parto, embora ainda seja pouco reconhecida e, muitas v...
26/03/2026

A depressão é a principal complicação durante a gestação e no pós-parto, embora ainda seja pouco reconhecida e, muitas vezes, silenciosa. Diferente do que se imagina, não se trata apenas de tristeza passageira ou fragilidade emocional, mas de uma condição de saúde mental que pode afetar profundamente o bem-estar da mulher e o desenvolvimento do bebê.

Durante esse período, o corpo passa por intensas mudanças hormonais, físicas e emocionais. Somado a isso, expectativas sociais, sobrecarga, medo e insegurança podem contribuir para o surgimento ou agravamento de sintomas depressivos. Muitas mulheres, por culpa ou receio de julgamento, acabam não buscando ajuda — o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado.

A depressão perinatal pode impactar o vínculo entre mãe e bebê, a qualidade do autocuidado e até a adesão ao pré-natal. Em alguns casos, também está associada a desfechos obstétricos menos favoráveis. Por isso, reconhecer os sinais — como tristeza persistente, falta de energia, irritabilidade ou desconexão emocional — é fundamental.

Felizmente, a depressão tem tratamento. Psicoterapia, suporte emocional e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico fazem parte de um cuidado seguro e baseado em evidências.

Cuidar da saúde mental na maternidade não é opcional.
É essencial.
Buscar ajuda é um ato de coragem, cuidado e amor.

💜

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São Paulo, SP

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