Sentir Materno

Sentir Materno Blog da Dra. Juliana Cavalsan - psiquiatra, onde ela divide suas ideias e estudos sobre a maternidade

💊 Antidepressivos na gestação: o que dizem os estudos?Pesquisas recentes mostram que o uso de ISRS (inibidores seletivos...
20/11/2025

💊 Antidepressivos na gestação: o que dizem os estudos?
Pesquisas recentes mostram que o uso de ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) não aumenta o risco de malformações fetais.

Já a depressão não tratada pode causar parto prematuro, baixo peso e risco de suicídio.
A decisão do uso de medicação deve ser feita com seu psiquiatra perinatal, considerando riscos e benefícios.
Informação é cuidado.
Visite o blog para ter acesso a esse estudo, e para mais informações sobre a saúde mental da mulher. O link está na Bio.

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A psicose puerperal é um transtorno psiquiátrico grave e raro, que ocorre em 1 a 2 casos em 1.000 puérperas.Caracteriza-...
15/11/2025

A psicose puerperal é um transtorno psiquiátrico grave e raro, que ocorre em 1 a 2 casos em 1.000 puérperas.

Caracteriza-se por rápida mudança no comportamento da mulher, ora agitada, ora lentificada, com olhar perplexo, agressiva, com discurso desconexo e delírios paranóides. Infelizmente, a chance de infanticídio aumenta.

Acontece normalmente logo nos primeiros dias após o parto.

Existe uma relação muito grande com transtorno afetivo bipolar e, muitas vezes, é a primeira manifestação da doença.

Um estudo publicado em 2021 no portal do NCBI, avaliou mulheres que tiveram o primeiro surto psicótico no pós-parto por 4 anos e determinou que 2/3 delas não voltaram a apresentar novos episódios.

Já a prevalência de um novo episódio em futuras gestações foi de 27%.

Um outro estudo de 2020, também publicado no portal do NCBI, acompanhou mulheres por 11 a 26 anos e revelou que 56% tiveram novos episódios.

Esses números são uma boa notícia já que se acreditava que a prevalência de novos episódios psicóticos ao longo da vida e em próximas gestações seriam bem maior do que o revelado pelos estudos.

Esse Post é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.

Para mais informações, acesse o site da dra. Juliana - https://julianacavalsan.com.br -link na Bio.

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Durante a gestação, cuidar da saúde mental é cuidar de duas vidas. 💗Estudo recente mostra que 1 em cada 5 mulheres desen...
30/10/2025

Durante a gestação, cuidar da saúde mental é cuidar de duas vidas. 💗

Estudo recente mostra que 1 em cada 5 mulheres desenvolve depressão ou ansiedade nesse período — e que não tratar aumenta o risco de parto prematuro e complicações.

A saúde mental materna precisa ser parte do pré-natal, com acolhimento, psicoterapia e, quando necessário, medicação segura.

Falar sobre isso salva vidas — da mãe e do bebê. 🤍
Para mais contéudo sobre saúde mental das mulheres, acesse o Blog do Sentir Materno. O link está na Bio.

O tratamento psiquiátrico é muito individualizado. O que funciona para uma pessoa, pode não fucnionar para outra. Inclus...
22/10/2025

O tratamento psiquiátrico é muito individualizado. O que funciona para uma pessoa, pode não fucnionar para outra. Inclusive durante a gestação e o pós parto.

É muito comum a prescrição da sertralina durante o período perinatal (gestação e pós-parto) porque é uma medicação muito bem estudada.

A grande decisão sobre o uso de qualquer medicação no período perinatal é pesar o risco da doença e o risco da medicação. Não existe decisão isenta de risco.

Alguns desfechos negativos (como parto prematuro e baixo peso) estão associados ao uso de antidepressivos, no entanto, se confundem com o risco da doença, que tudo indica que é maior do que o risco da medicação.

A sertralina, assim como todos os outros antidepressivos, está associada com a síndrome de má adaptação neonatal.
O que significa isso? É quando o bebê nasce com um pouco de desconforto respiratório, puxando mais o ar e mais inquieto. Costuma acontecer no primeiro ao segundo dia de vida e dura em torno de 2 dias. Essa condição não traz nenhum prejuízo futuro ao bebê, não tem impacto no seu desenvolvimento. Por isso, que se justifica usar o antidepressivo já que a depressão na mãe traz muitas consequências negativas para ela e o bebê.

O mais importante de tudo é saber que o melhor antidepressivo é o que funciona.
O tratamento psiquiátrico é muito individualizado e o que dá certo para uma mulher pode não dar certo para outra.

A decisão sobre o uso de qualquer medicação é feita em conjunto com o médico e a paciente.
Nunca se automedique, é perigoso para você e para o bebê.

Não é novidade pra ninguém que a atividade física tem um fator muito protetor contra os transtornos mentais, no entanto,...
21/10/2025

Não é novidade pra ninguém que a atividade física tem um fator muito protetor contra os transtornos mentais, no entanto, atletas também tem risco para depressão.
E esse foi o tema dessa palestra da Dra. Juliana.

Mulheres atletas tem risco maior de apresentar déficit energético tanto pelo excesso de atividade física quanto pela baixa ingestão calórica.

Essa condição traz alterações menstruais importantes e baixa densidade óssea, aumentam a chance de irritabilidade, transtornos alimentares e depressão.

As atletas mais afetadas são as que participam de categorias de esportes individuais e que sofrem maior pressão pela magreza, como as ginastas olímpicas.

O nosso organismo sempre busca pelo equilíbrio e, por isso, tudo que é excessivo traz consequências negativas para a saúde, inclusive, excesso de atividade física.

10/10/2025

Nesse vídeo a Dra. Juliana explica sobre as implicações do Transtorno Afetivo Bipolar durante o puerpério, periodo que engloba a gestação e o pós parto.

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Nos últimos anos, o uso de cannabis tem aumentado em vários países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos. Com a amplia...
25/09/2025

Nos últimos anos, o uso de cannabis tem aumentado em vários países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos.

Com a ampliação da legalização e da aceitação social, muitas mulheres em idade fértil passaram a encarar a substância como algo menos nocivo.
Mas será que o uso regular de cannabis pode interferir na fertilidade?

Um estudo publicado em 2024, utilizando dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) entre 2013 e 2018, analisou 3.167 mulheres de 20 a 49 anos.
O objetivo foi investigar a associação entre frequência de uso de cannabis e infertilidade, definida como a dificuldade de engravidar após um ano de tentativas.
Os resultados mostraram que 12,4% das participantes relataram infertilidade.
Entre usuárias irregulares de cannabis, a taxa foi de 10,6%, enquanto entre as usuárias regulares foi de 15,4%.

Mulheres que relataram uso regular apresentaram 53% maior chance de infertilidade em comparação às que nunca usaram, embora os resultados não tenham atingido significância estatística.

Esses dados sugerem uma possível associação modesta entre uso regular de cannabis e maior risco de infertilidade. A explicação pode estar no fato de que receptores de cannabis estão presentes no sistema reprodutivo feminino, podendo afetar a liberação de hormônios como o FSH, LH e estrogênio, além de impactar a ovulação e a regularidade dos ciclos menstruais.

Apesar disso, é importante destacar que as evidências ainda são inconclusivas. Estudos anteriores apontaram resultados mistos, e mais pesquisas de longo prazo são necessárias para entender de forma clara essa relação.

Para as mulheres que estão tentando engravidar, a recomendação atual é de cautela: conversar com profissionais de saúde sobre o uso de cannabis, compreender os riscos potenciais e buscar sempre informações confiáveis.

Cuidar da fertilidade envolve mais do que exames e tratamentos médicos: passa também por escolhas de estilo de vida que podem impactar diretamente a saúde reprodutiva.

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Esse é um post triste mas precisamos falar sobre isso. O suicídi0 que ocorre nas mães puérperas.Mães também se mat@m e e...
19/09/2025

Esse é um post triste mas precisamos falar sobre isso.
O suicídi0 que ocorre nas mães puérperas.

Mães também se mat@m e essa é a principal causa de morte materna durante o primeiro ano de vida do bebê.

De acordo com o The National Institute of Mental Health (NIMH) Developing Centers for Intervention and Prevention of Su***de , a vontade de se matar é definida como o desejo de morrer, com pensamentos de se matar e com intenção de se mat@r.

Existem métodos poucos eficazes para se m@tar, mas independente disso, o que vale é se a pessoa tinha a intenção de provocar a própria morte, mesmo que não consiga.

Ou seja, tentar o suicídi0 não é para chamar a atenção.

O período perinatal, aquele que engloba tanto a gravidez quanto a gestação, é um momento de vulnerabilidade para as doenças mentais, sobretudo, depressão e transtorno afetivo bipolar.

Um estudo realizado pela Laura Orsolini, detectou que a prevalência de pensamentos suicid@s, nesta fase, é de 5% a 14%. Já a prevalência de suicídi0s cometidos é de 4%.

Um estudo americano que avaliou mulheres de 2006 a 2012, revelou que 10% dos casos de suicídi0 estão entre adolescentes de 12 a 18 anos.

Os principais fatores de risco para o suicídio materno são:

➡ Presença ou história pessoal de transtorno psiquiátrico
➡ Tentativas prévias de suicídio
➡ Mulheres mais jovens, não casadas, com história pessoal ou familiar de transtorno psiquiátrico ou suicídio
➡ Vítimas de violência, pouco suporte social, rejeição do pai do bebê
➡ Vítimas de discriminação social ou racial
➡ Gravidez não planejada e desejada
➡ Embora a incidência de suicídio entre as mães seja menor do que as que nunca tiveram filhos, o método usado durante o período perinatal costuma ser mais violento.

É, provavelmente no período perinatal, o momento em que a mulher tem mais acesso aos profissionais de saúde e essa é uma grande oportunidade para serem diagnosticadas com depressão e ideação suicid@.

Se vc se identificou com esse post, procure ajuda!

Esse post é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.

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O ácido valpróico é um anticonvulsivante e estabilizador do humor muito usado na neurologia e psiquiatria.Na psiquiatria...
11/09/2025

O ácido valpróico é um anticonvulsivante e estabilizador do humor muito usado na neurologia e psiquiatria.

Na psiquiatria, a maior indicação para o uso dessa medicação é no transtorno afetivo bipolar.
Na neurologia, os principais usos são para a epilepsia e enxaqueca.

Não é de hoje que os efeitos maléficos dessa substância durante a gestação são conhecidos.

O ácido valpróico ou valproato de sódio aumenta o risco de malformação em 10%. Para se ter uma ideia, toda gestante tem uma chance de malformação neurológica que varia de 2% a 2,5% independente se fumam, se usam dr**as, se consomem bebidas alcóolicas, se tomam medicações ou foram expostas à alguma radiação, ou seja, toda mulher corre o risco de ter um bebê malformado, segundo estudo publicado no NCBI.

O risco com o ácido valpróico aumenta muito.

As malformações causadas por essa medicação são graves e incluem defeitos no tubo neural, lábio leporino e fenda palatina, alterações cardíacas, renais e urogenitais.

Além disso, crianças que foram expostas a essa substância na gestação tem QI diminuído, maior chance de retardo mental e autismo. Em 2018, a Agência de Medicina Européia lançou uma nota com orientações para evitar o uso de ácido valpróico em mulheres em idade fértil a menos que esse seja a única medicação eficaz para a sua condição.

É função do médico que assiste a paciente avisar sobre os riscos dessa medicação durante a gravidez e assegurar que a paciente esteja com contracepção efetiva. Nesses casos, é preciso ter proteção dupla como, por exemplo, uso de contraceptivo oral/injetável/implante e pr********vo.

É sempre recomendado planejamento gestacional sobretudo em mulheres que fazem tratamento psiquiátrico ou neurológico.

Toda mulher precisa saber dos riscos que corre ao tomar medicações, quaisquer que sejam, na gravidez. Não pare de maneira nenhuma as medicações por conta própria.

Esse Post é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.

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Antidepressivos na gestação ainda são cercados de dúvidas e estigma. Muitas mulheres temem que o uso da medicação possa ...
28/08/2025

Antidepressivos na gestação ainda são cercados de dúvidas e estigma. Muitas mulheres temem que o uso da medicação possa aumentar o risco de ab**to espontâneo — e esse medo, por vezes, leva até à suspensão do tratamento sem orientação médica.

Mas um estudo recente publicado no BMJ Open (Smith et al., 2024) traz informações importantes. Ele reuniu dados de mais de 5,6 milhões de gestantes e mostrou que, em uma análise inicial, o risco de ab**to parecia levemente maior em quem usava antidepressivos.

No entanto, quando os pesquisadores compararam apenas mulheres com diagnóstico de depressão (algumas tratadas, outras não), essa diferença caiu de forma significativa. Isso indica que o risco pode estar mais relacionado à depressão materna não tratada do que ao uso da medicação em si.

Esse achado é fundamental: mostra que a decisão de usar ou não antidepressivos deve ser feita com cuidado, mas não baseada apenas no medo. Interromper o tratamento sem apoio especializado pode expor mãe e bebê a riscos ainda maiores.

A saúde mental materna importa — e cuidar dela também é uma forma de proteger o bebê.

Para ter acesso ao estudo, acesse o blog pelo link da Bio.

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A experiência da maternidade é transformadora, rica e desafiadora. Entre amores intensos e noites insones, muitas mulher...
22/08/2025

A experiência da maternidade é transformadora, rica e desafiadora. Entre amores intensos e noites insones, muitas mulheres relatam um sentimento comum: a sensação de perder a própria identidade.

Ser mãe é um papel intenso, mas não pode anular quem você já foi. Quando dividimos nossa atenção entre cuidar do bebê, da casa e de tantos outros fatores, as necessidades próprias podem ficar esquecidas. Essa desconexão pode aumentar o risco de alterações no humor — especialmente ansiedade e depressão pós-parto.

Mais do que banho, alimentação ou exercício, o autocuidado emocional é a prática de escutar e acolher o que surge dentro de você. Inclui reconhecer medos, frustrações ou culpas que podem surgir — sem julgamento, mas com acolhimento.
Pesquisas indicam que mulheres que se dedicam a estratégias como respiração consciente, pausas mentais e expressões artísticas conseguem manter mais estabilidade emocional na transição materna.

Dicas práticas para cuidar da saúde mental:
💜 Reserve um tempo para si – mesmo que sejam 10 minutos ao dia para pausar, fechar os olhos e respirar.

💜 Compartilhe suas emoções com outra mulher, amiga ou grupo de mães que entenda seus dilemas.

💜 Expresse o que sente — escreva, desenhe, cante, ou planeje uma carta para você mesma.

💜 Busque ajuda profissional ao perceber sinais de mudança no humor, sono ou apetite persistente.

➡ Quando pedir ajuda
Se você perceber sintomas como tristeza ou irritabilidade intensa que não passam, se sente desconectada do bebê ou tem pensamentos recorrentes de desvalorização — tudo isso pode ser sinal de alerta. Consultar uma psiquiatra ou psicóloga especializada pode fazer diferença para restabelecer o equilíbrio.

Encaminhe esse post para um mãe que precisa desse conhecimento! 💜

Esse post é de caracter informativo. Qualquer conduta médica deve ser feita unica e exclusivamente por um médico.

Homens também podem ter depressão pós-parto.Não são só as mulheres que podem ter depressão na gravidez e no pós-parto. O...
15/08/2025

Homens também podem ter depressão pós-parto.

Não são só as mulheres que podem ter depressão na gravidez e no pós-parto. Os homens, mesmo sem as alterações hormonais, também podem apresentar transtorno depressivo em algum momento do período perinatal – período que engloba a gravidez até o primeiro ano de vida do bebê.

Um estudo realizado em 2010 mostrou que a prevalência da depressão nos homens, durante a gestação ou no pós-parto, não é tão baixa assim, acomete cerca de 10% dos pais, que corresponde ao dobro quando se compara com homens que não estão vivenciando esse período.

Nas mães, a prevalência chega a ser de até 25%, de acordo com um estudo realizado pela FioCruz.

A maior chance de depressão está entre o 3º e 6º mês do pós-parto o que coincide com as mães.

Se os sintomas depressivos já são difíceis de serem reconhecidos nas mães que frequentam constantemente os serviços de saúde, nos pais é bem pior.

Para dificultar ainda mais, os pais tendem a pedir menos ajuda.
A depressão paterna também pode causar impacto negativo nos filhos aumentando a chance de problemas emocionais e de comportamento nas crianças que, normalmente, são percebidos em crianças mais velhas, acima dos 7 anos, segundo estudos do NCBI.

Também foi encontrado mais chance de adoecimento mental nos adolescentes sobretudo nas meninas do que nos meninos.

Os fatores de risco para depressão paterna no pós-parto são:

☑️ História pessoal de depressão
☑️ Depressão e ansiedade durante o período perinatal
☑️ Baixa escolaridade
☑️ Já ter outros filhos
☑️ Os mais jovens
☑️ Estar com problemas financeiros
☑️ Depressão materna

Os homens deprimem menos do que as mulheres, no entanto, procuram menos os serviços de saúde, retardando a identificação da depressão bem como o início do tratamento.

Esse post é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.

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