Enxaqueca com aura

Enxaqueca com aura A enxaqueca é uma doença que afeta o sistema nervoso central. Cerca de 20% das pessoas com enxaqueca (E o medo? Aura visual dá muito medo! Sentimento terrível. Ler?

ENXAQUECA é o nome da minha inimiga

Ela se aproximou de mim pela primeira vez na época da faculdade, chegou sorrateira, em forma de luz. Era a aura de enxaqueca, que se caracteriza por fenômenos sensoriais (envolvendo sentidos como por exemplo a visão) e/ou motores (envolvendo o movimento dos músculos) temporários, durando 15 a 60 minutos normalmente. No meu caso, a aura de enxaqueca veio em forma de “fenômenos sensoriais” com distúrbios visuais do tipo cegueira parcial, visão de pontos luminosos semelhantes a lanterninhas, vagalumes e “flashes” que brilham e piscam ( assumindo, eventualmente, formas em zigue-zague móveis ao longo do campo visual), começando no centro da visão e expandindo-se para os lados, afetando mais um lado do que o outro (no meu caso, sempre mais o olho esquerdo do que o direito), evoluindo para pontos cegos tanto na visão central como na visão lateral, de modo que a visão fica quase que totalmente comprometida. Já cheguei a perder a visão unilateralmente (5 a 10 minutos) algumas vezes, e houve uma ocasião em que, por uns 5 minutos, perdi a visão bilateralmente (foi um pesadelo). Embora essas sensações sejam sentidas nos olhos, o problema está, na realidade, ocorrendo dentro do cérebro. Nem sempre tenho aura antes de uma enxaqueca e igualmente, nem sempre tenho enxaqueca depois de uma aura! Posso ter enxaquecas totalmente debilitantes sem que tenham sido precedidas por auras visuais e posso ter uma aura visual sem ter uma enxaqueca clássica (assim entendida como cabeça latejante, unilateralmente, no meu caso o ¼ da cabeça, parte frontal, do lado direito) logo após. Nesses casos - aura visual sem enxaqueca “clássica” - depois da aura (que dura de 15 a 45 minutos), sinto uma grande “ressaca”: fraqueza no corpo, lentidão de pensamento, cansaço, irritabilidade, fala lenta e uma sensação de anestesia no corpo que é muito difícil de explicar. Mas tudo, tudo, é tão ruim, forte e incapacitante que quando ela (a aura) finalmente vai embora é como se eu tivesse sido atropelada por um caminhão (mas eu fico sentido a presença dela, como se fosse um fantasma prestes a vir me assombrar de novo). Apesar da curta duração, elas podem resultar em um acidente vascular cerebral, o que os médicos que eu já consultei disseram ser um evento muito, muito raro, mas não impossível O AVC da enxaqueca se caracteriza por uma irreversibilidade da aura, chamado “infarto enxaquecoso”. Então, toda vez que ela, a aura, chega, eu me recolho - tenho que me recolher, se eu estiver no trabalho vou para o banheiro – sento, fecho o olho (o que não ajuda muito pois continuo vendo os volteios de luzes em zigue-zague bem "dentro" dos meus olhos) e espero o pior chegar. Até passar são minutos, que parecem horas, de angústia!)

Tensão, ansiedade, stress, alimentação irregular e ausência de atividade física regular foram os primeiros gatilhos. A inimiga chegava sempre que eu me sentia no limite de minhas forças físicas e mentais e permanecia ao meu lado por 3, 4 dias. E, assim, há 20 anos sofro crises horríveis de enxaqueca. Não sei de quem herdei - sei que é o tipo de herança que ninguém quer receber. Com o passar dos anos, ela foi piorando em intensidade e em tempo de duração. E não há remédio que dê jeito. Uma crise de enxaqueca pode ser disparada por vários gatilhos. Hoje em dia os principais gatilhos para a minha enxaqueca são: sono irregular (tenho 3 filhas pequenas), excesso de demandas (trabalho, casa, marido, crianças e tudo o que vem junto), ansiedade acima do limite (sou ansiosa desde que me conheço por gente), perfeccionismo doentio (!), excesso de açúcar (principalmente chocolate: tendo evitar mas cometo muitos pecados), queijos, adoçantes artificiais, comidas excessivamente temperadas, pimenta, salgadinhos industrializados e embutidos (ainda bem que desses não gosto e passo longe de qualquer forma), refrigertantes, ar-condicionado muito frio+exposição prolongada, alimentos frios (sorvete; picolé, não), comidas gordurosas (essas consigo evitar), vinho (não bebo mais), atividade física intensa (tipo: arrumar uma sala bagunçada por 3 crianças em 15 minutos, rs! Na verdade, qualquer uma!), TPM, muito café (normalmente tenho que ficar nuns 100 ml máximo/dia e de coador, de máquina não!!), qualquer doce com amendoim.

É fácil descrever a dor da enxaqueca. É uma daqueles dores que você pode descrever mesmo sem estar sentido. Começa com umas pontadas e um leve latejar - no meu caso, a dor atinge o ¼ da cabeça, parte frontal (próxima à têmpora), do lado direito, como já descrevi acima. A partir daí o latejamento aumenta de intensidade a ponto de eu perder a capacidade de raciocinar. Em mal consigo abrir os olhos, falar ou caminhar, o que dificulta, e muito, a vida de qualquer pessoa. Sentar na frente do computador? Escrever? Cuidar das crianças? Fazer tarefas domésticas? Trabalhar? É a morte. Posso até tomar remédio, mas a dor só melhora mesmo se eu me deitar no mais absoluto escuro, sem qualquer barulho. Não posso me mover. Qualquer movimento mais brusco faz a dor piorar. Não posso nem pensar (qualquer pensamento produz um latejar agudo). A dor é de chorar, de verdade. Mas eu não choro. Até porque, na maioria das vezes em que a enxaqueca chega ou eu estou trabalhando ou eu estou cuidando da vida doméstica (o que envolve cuidar de 3 crianças), então não dá pra chorar. Nem, tampouco, adotar medidas que ajudariam a minimizar a dor e fazê-la, senão ir embora, ao menos diminuir sua intensidade. Nos períodos mais críticos, eu tenho crises que duram até cinco, seis dias. Na TPM eu tenho crises sempre, invariavelmente a enxaqueca dá o ar da graça uns 3 dias antes da menstruação e permanece mais uns dois ou três dias, durante a menstruação (pois é, como se não bastassem as cólicas nesse período!). Há meses mais difíceis em que eu tenho a sensação de que eu passei o mês todo com enxaqueca! Porque às crises fortes se sucedem à periodos de calmaria, mas o fantasma da dor está ali, o tempo todo, em forma de latejares discretos que me lembram permanentemente do tormento. Se eu tomo muito analgésico? Não sei. Chego a tomar uns 15 compridos de Advil (Ibuprofeno) por mês. Às vezes eu alterno com Neosaldina. Outros remédios que já me foram receitados (tipo Cefalium), me provocam (descobri sozinha e sofrendo) uma reação chamada “reação extrapiramidal”, que se caracteriza por agitação (mental sobretudo), ansiedade, sensação de perda de controle (já ameacei, no hospital, arrancar o soro, quando me aplicaram esse medicamento na veia), agitação das pernas e braços, que não conseguem parar de se mexer!! Tratamentos? Já fiz com Amatto. Fiquei bem uns 6 meses depois comecei a sentir dor de cabeça (não enxaqueca), a cabeça inteira doía, sentia também muita irritação e insônia. Parei com o medicamento e a enxaqueca (que até tinha dado uma trégua) voltou. O médico agora me receitou um remédio chamado Depakote. Li a bula e fiquei sem coragem de tomar. Não sei o que é pior, se a enxaqueca ou um remédio desses. Essa é (parte) da minha saga. Gostaria de conhecer a história de outras pessoas e se seus “temporais enxaquecosos”, porque é bem possível que a enxaqueca me acompanhe pra sempre, mas se a gente tiver companhia nessa jornada, pode ser que fique mais fácil suportar.

23/10/2024
23/10/2024
Os riscos da enxaqueca com Aura.  Quem aqui já passou por apuros durante uma crise longe de casa?
03/03/2019

Os riscos da enxaqueca com Aura. Quem aqui já passou por apuros durante uma crise longe de casa?

Ela contou que trata o problema desde ano passado e que achou melhor ir trabalhar porque tem medo de ser demitida

Um dos padrões visuais da Aura.Alguém mais?
07/03/2017

Um dos padrões visuais da Aura.

Alguém mais?

15/02/2017

😥😥😥
RISCO DE AVC E ENXAQUECA

O risco de acidente vascular cerebral (AVC) do tipo isquêmico é maior em quem sofre de enxaqueca. Um estudo realizado no Departamento de Neurologia do The Mount Sinai School of Medicine em Nova Iorque e publicado no dia 9 de março de 2007 no Current Cardiology Reports, volume 9, páginas 13 a 19, intitulado (traduzido) AVC e Enxaqueca (onde AVC é a sigla para Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como “derrame”), mostra que o risco de derrame, AVC, acidente vascular cerebral é mais elevado em pacientes jovens portadores de enxaqueca.

Nota: os 3 termos – derrame, AVC e acidente vascular cerebral podem ser considerados sinônimos e serão repetidos várias vezes neste artigo para que você os memorize e se familiarize com eles mais facilmente)

Os pacientes mais vulneráveis para apresentarem derrame, AVC, acidente vascular cerebral, seriam, segundo o estudo, aqueles portadores de enxaqueca com aura. Os portadores de enxaqueca também possuem maior incidência de doenças como foramen oval persistente (um defeito da membrana que divide as duas câmaras superiores do coração, e que resulta numa comunicação anormal entre elas), distúrbios da coagulação do sangue, dissecção (“rasgo”) da artéria carótida, e malformação arteriovenosa. Todas essas doenças aumentam, igualmente, o risco de AVC.

O artigo também mostra que para diagnosticar um AVC provocado por enxaqueca, é preciso eliminar as demais causas de AVC.

O AVC da enxaqueca se caracteriza por uma irreversibilidade da aura (a qual normalmente teria uma duração de apenas 15 a 60 minutos). Os exames, nesses casos, demonstram uma área de infarto na região do cérebro correspondente ao déficit permanente. Daí o termo infarto enxaquecoso, para se referir a esse tipo de AVC.

O artigo termina com a observação de que o tratamento preventivo da enxaqueca com aura pode ser útil na prevenção desse tipo de AVC.

Esta é mais uma razão – importantíssima – para que todos os portadores de enxaqueca tenham acesso a um TRATAMENTO ADEQUADO!

Na minha opinião, remédios apenas não bastam no tratamento adequado da enxaqueca. É vital empreender uma série de ações que envolvem mudanças-chave nos hábitos e estilo de vida, no sentido de mudar o seu destino para melhor.
((DR. ALEXANDRE FELLDMAN))

14/02/2017

A enxaqueca não é só uma dor de cabeça. Ela é uma doença neurológica, genética e crônica. Apesar de a cefaleia ser o principal sintoma da enxaqueca, outros sintomas são muito comuns e podem ser também importantes como sensibilidade à luz, cheiros, barulho, náuseas, vômitos, sintomas visuais, formigamento e dormências no corpo (as auras da enxaqueca), tonturas, sensibilidade a movimentos ou passar mal em viagens de carro, ônibus, barco. Você sabia que existem pessoas que tem auras de enxaqueca e nunca apresentaram cefaleia? Que esses outros sintomas podem acontecer isoladamente e que muitas pessoas os têm em menor grau no dia a dia, mesmo fora da crise de dor de cabeça?

Esses sintomas são todos gerados no cérebro, em diferentes áreas dele, que são mais sensíveis em quem tem enxaqueca. Essa maior vulnerabilidade do cérebro, principalmente se exposto aos já conhecidos provocadores ou gatilhos, ocorre devido a disfunções em vários neurotransmissores como a serotonina, dopamina, noradrenalina e glutamato. Essas substâncias têm um funcionamento diferente em quem tem enxaqueca.

Enfim, hoje já sabemos que a enxaqueca é uma doença de todo o cérebro, onde a tendência genética e o ambiente (gatilhos) interagem o tempo todo e, assim, começam outros problemas.

O cérebro é a máquina de comando do nosso organismo. Ele comanda todas as nossas funções vitais conscientes, como sono, fome, humor, pensamentos e também as que não percebemos como controle da respiração, batimentos cardíacos, pressão arterial e muitas outras. Pessoas com enxaqueca muitas vezes acreditam que têm múltiplas doenças, pois apresentam uma variedade de sintomas que podem ocorrer devido à disfunção química cerebral da enxaqueca. Às doenças que acontecem com mais frequência juntas, e que têm mecanismos causais comuns, chamamos comorbidades.

São comorbidades reconhecidas da enxaqueca:
-Distúrbios psicológicos/psiquiátricos: depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtornos do humor, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), entre outras.
-Distúrbios do sono: insônia, sono não reparador, sonolência diurna, bruxismo, enurese noturna (o urinar na cama das crianças), sonambulismo.
-Déficits cognitivos: dificuldades e concentração e memória.
-Tonturas de vários tipos: a grande maioria das pessoas saudáveis, com menos de 60 anos, que tem tonturas/vertigens em crises recorrentes, ou mesmo tontura contínua, não tem labirintite. A tontura faz parte do quadro da enxaqueca.
- Doenças gastrointestinais: Síndrome do intestino irritável, intestino preso crônico, diarreias frequentes, dores abdominais recorrentes.
- Outras dores: dores cervicais (no pescoço), dor lombar, dores musculares, tendinites, fibromialgia.

Atualmente, também se reconhece que a enxaqueca pode ser um fator de risco para outras doenças. Várias pesquisas recentes comprovaram que pessoas com enxaqueca têm um maior risco de AVC e doenças cardiovasculares, principalmente quem tem enxaqueca com aura, sendo esse risco aumentado se associado a tabagismo e uso de alguns anticoncepcionais hormonais em mulheres. A enxaqueca aparece como fator de risco tão importante quanto a hipertensão arterial, diabetes e obesidade.

Novo estudo publicado em importante revista médica americana concluiu que a enxaqueca pode, a longo prazo, alterar o cérebro permanentemente. Foi encontrada, em exames de ressonância cerebral dos pacientes avaliados, maior frequência de lesões cerebrais, pequenos AVCs e atrofia em algumas áreas cerebrais, ou seja, perda de neurônios. E concluiu que a enxaqueca não é uma doença benigna, como se imaginava.

A enxaqueca não é uma simples dor de cabeça. Tratar a enxaqueca é cuidar do seu cérebro, e consequentemente da sua saúde como um todo.
((Fonte: SBC - Sociedade Brasileira de Cefaléia))

Muito interessante e esclarecedor esse esquema.Quem por aqui tem tido aura com frequência?
27/06/2016

Muito interessante e esclarecedor esse esquema.
Quem por aqui tem tido aura com frequência?

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