16/05/2023
Caros leitores e leitoras, para as nossas reflexões: no dia 12 de setembro de 2022, pouco antes do meio dia, em Edimburgo, capital da Escócia, muito próxima de Londres, capital da Inglaterra e praticamente do mundo ocidental, observa-se em sua catedral, bem no centro dela, uma pregação religiosa com o caixão da Rainha Elizabeth II. Ali, temos a missa católica e seu pregador e, logo perto, uma ave de rapina, simbolicamente mais importante do que as cruzes espalhadas pela igreja.
Como se sabe, vários símbolos da Europa são figuras de águias, no papel de predadoras, que pegam suas vitimas a partir do voo veloz e bem-calculado. Assim foram as conquistas ao longo dos séculos nos quatro cantos do planeta. Depredações e invasões fatais na história dramática da civilização. Antes, os romanos e os gregos e, dessa forma, muitas terras foram ocupadas e invadidas. Rapina, ruína e mortes para os pobres.
A estátua de águia, feita talvez de bronze, estava, como costuma acontecer, no meio da catedral. Faz-se a civilização em geral sem ética e com conquistas fatais, no mundo todo. O segredo tem essa origem, quase sempre por intermédio da força e da morte de muitos homens. É Deus associado com as espadas, pólvora e, atualmente, bombas nucleares. A poesia costuma ser vencida pela guerra. Bombas e canhões vão destruindo cada lugar e, do mesmo modo, por força e pouca ética, muitos perecem em nome de Deus e da civilização vencedora.
Vale a pena vencer assim? É muito importante, como sempre, nossas eternas reflexões. O ódio não poderia, como ocorre, triunfar nas vítimas questionáveis da civilização humana. A harmonia costuma estar bem longe dos acordos vencedores.