Luciene Marinho - Psicóloga Clínica

Luciene Marinho - Psicóloga Clínica Psicologa Clínica e Neuropsicologa

Crianças com trauma de apego têm amígdala estruturalmente alterada. Isso não é sentença. É onde o trabalho começa.A neur...
08/04/2026

Crianças com trauma de apego têm amígdala estruturalmente alterada. Isso não é sentença. É onde o trabalho começa.
A neurociência do desenvolvimento mostra que experiências precoces de negligência, inconsistência ou medo no vínculo primário deixam marcas mensuráveis no cérebro, especialmente em regiões como amígdala e hipocampo. Não como dano permanente, mas como adaptação de um sistema nervoso que aprendeu a sobreviver com o que tinha.
O que isso muda clinicamente? Muda tudo. Sintomas que parecem "irracionais" passam a ter uma lógica neurobiológica precisa. Reatividade emocional intensa, dificuldade de confiar, sensação constante de ameaça: não são falhas de caráter. São respostas aprendidas, inscritas no corpo antes da linguagem.
E o mais importante: o cérebro adulto muda. Não com força de vontade, mas com o tipo certo de experiência repetida, dentro e fora do consultório.
Se isso ressoou, salve. E se você conhece alguém que carrega esse peso sem entender de onde ele vem, compartilhe.

O seu intestino sente o que você não consegue dizer.Durante muito tempo, emoções foram tratadas como algo separado do co...
07/04/2026

O seu intestino sente o que você não consegue dizer.
Durante muito tempo, emoções foram tratadas como algo separado do corpo. A ciência mostra que não é assim.
O intestino abriga mais de 500 milhões de neurônios, formando o sistema nervoso entérico, frequentemente chamado de segundo cérebro. O nervo vago é a principal via de comunicação entre intestino e cérebro, e a maior parte das suas fibras leva informação do intestino para o cérebro, e não o contrário.
Quando vivemos sob estresse crônico ou acumulamos emoções não processadas, isso se reflete diretamente no funcionamento digestivo: alterações na motilidade, dores abdominais, inflamação, mudanças na microbiota.
O eixo intestino-cérebro utiliza como vias de comunicação o sistema nervoso, o sistema imune e o sistema neuroendócrino. O que acontece no campo emocional tem repercussão fisiológica mensurável. Isso não é especulação, é o que o campo da Psiconeuroimunologia documenta.

Emoções não são a única causa de doenças digestivas. Sintomas gastrointestinais sempre devem ser investigados por profissionais de saúde.
Salve este carrossel para revisitar.
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Nem toda crença limitante nasce de um pensamento.Muitas surgem quando o sistema nervoso está tentando sobreviver a uma e...
06/04/2026

Nem toda crença limitante nasce de um pensamento.

Muitas surgem quando o sistema nervoso está tentando sobreviver a uma experiência difícil.

Quando o corpo entra em estado de ameaça, o cérebro registra conclusões rápidas sobre o mundo e sobre si mesmo.

Essas conclusões viram crenças.

A boa notícia é que o cérebro também tem capacidade de reprocessar essas memórias.

Abordagens como a terapia EMDR ajudam o sistema nervoso a integrar experiências que ficaram presas no passado.

E quando o corpo encontra segurança…novas possibilidades começam a surgir.


Luciene Marinho
Neuropsicóloga | Especialista em traumapsi

01/04/2026

A vida não é uma linha de chegada. É um percurso em constante atualização.
Seu cérebro não registra apenas grandes conquistas, ele é moldado, diariamente, pelos micro-momentos que você vive sem perceber.

Tudo aquilo que você repete, sente e foca… fortalece circuitos neurais.
Quando você vive no automático, focado só no próximo problema, seu sistema nervoso aprende urgência, tensão e antecipação. Mas quando você desacelera, mesmo que por instantes e se permite apreciar a vista, algo muda biologicamente.

Você ativa redes neurais associadas à segurança, presença e recompensa. Seu cérebro começa a codificar: “aqui também existe vida, não só sobrevivência”.

Não se trata de romantizar a realidade.
Se trata de treinar o seu sistema para não ignorar o que é bom, neutro e possível.

Exemplo prático:
Enquanto toma um café, ao invés de já pensar na próxima tarefa, sustente por alguns segundos a experiência, o cheiro, o calor, o ritmo da respiração. Isso não é detalhe. É regulação.

Com o tempo, seu cérebro deixa de operar apenas em modo de alerta e passa a reconhecer estados de maior equilíbrio.
A vista sempre esteve lá.
Mas é o seu estado interno que define se você consegue enxergar.
A vida é um passeio.

E o seu cérebro aprende — a cada instante — como atravessá-lo.

Quer saber mais sobre regulação emocional?
Link na bio 😊

Tem dias em que pensar parece atravessar um terreno pesado.Aquilo que antes era automático, decidir, lembrar, organizar,...
26/03/2026

Tem dias em que pensar parece atravessar um terreno pesado.
Aquilo que antes era automático, decidir, lembrar, organizar, começa a exigir um esforço desproporcional.
Não é sobre capacidade.
É sobre carga.
Quando o sistema nervoso permanece em estado de alerta por tempo demais, ele reorganiza prioridades:
sobreviver primeiro, performar depois.
Na prática, isso significa: mais dificuldade de foco
– lapsos de memória
– sensação de mente “lenta” ou nublada
– decisões simples que parecem grandes demais
Não é preguiça.
Não é falta de disciplina.
É um organismo tentando se adaptar a um excesso que não cessou.
O ponto de virada não está em se forçar mais.
Está em aprender a regular o que está sobrecarregado.
Porque quando o corpo sai do modo de ameaça, a mente não precisa mais lutar para funcionar, ela volta a fluir.
Se você tem sentido isso, talvez não seja sobre fazer mais…
mas sobre sustentar menos peso sozinho.

Mudanças mais duradouras começam quando entendemos qual necessidade aquele hábito estava tentando atender.Porque, no fun...
25/03/2026

Mudanças mais duradouras começam quando entendemos qual necessidade aquele hábito estava tentando atender.
Porque, no fundo, o comportamento não aparece do nada.
Ele costuma ser uma tentativa de regular algo que a pessoa ainda não conseguiu nomear, sustentar ou elaborar de outra forma.
Às vezes, o que parece “falta de disciplina” é exaustão.
O que parece “auto sabotagem” é ansiedade.
O que parece “desinteresse” é um sistema nervoso sobrecarregado tentando economizar energia.
Por isso, transformar um hábito não é apenas retirar uma resposta.
É construir uma alternativa possível, mais consciente e mais compatível com o que o corpo e a mente realmente precisam.
Quando existe compreensão, regulação e uma nova via de resposta, a mudança deixa de depender apenas de esforço.
E passa a ter base para se sustentar no tempo.

Muita gente acredita que mudar hábitos depende apenas de força de vontade.Mas a neurociência mostra algo diferente.O cér...
18/03/2026

Muita gente acredita que mudar hábitos depende apenas de força de vontade.

Mas a neurociência mostra algo diferente.

O cérebro foi projetado para economizar energia. Quando repetimos um comportamento muitas vezes, ele se transforma em um circuito automático. Com o tempo, deixa de ser uma decisão consciente e passa a funcionar no “piloto automático”.

Por isso tantas pessoas dizem:
“Eu sei o que deveria fazer… mas acabo voltando para o mesmo padrão.”

Não é falta de inteligência.
Nem falta de disciplina.

Na maioria das vezes, é simplesmente o cérebro seguindo o caminho neural mais forte.

Mudar um hábito não significa apagar o antigo.
Significa fortalecer um novo circuito até que ele se torne mais natural para o cérebro.

É assim que a mudança acontece na prática:
menos intensidade, mais consistência.

Salve este post para lembrar disso quando achar que está “voltando ao ponto zero”.

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O corpo se cansa não só do que fazmas do que segura.Emoções não sentidas não desaparecemelas ficam em suspensão, exigind...
05/02/2026

O corpo se cansa não só do que faz
mas do que segura.

Emoções não sentidas não desaparecem
elas ficam em suspensão, exigindo esforço constante do sistema nervoso para não transbordar.

Com o tempo, isso vira peso no corpo,
cansaço sem motivo, tensão crônica
exaustão que descanso nenhum resolve.

Regular emoções não é reviver o passado
é permitir que o corpo finalize respostas que ficaram interrompidas.

A psicoterapia é o espaço onde o corpo não precisa mais sustentar sozinho o que ficou em suspensão.
Um processo que favorece regulação, integração e fechamento de ciclos neuroemocionais —
para que a energia vital deixe de ser gasta em contenção e volte a estar disponível para viver.

Agende sua consulta no link da bio

Regular emoções não é “se controlar”.É permitir que o corpo termine o que começou.A ciência é clara: quando emoções não ...
19/01/2026

Regular emoções não é “se controlar”.
É permitir que o corpo termine o que começou.

A ciência é clara: quando emoções não são processadas, o sistema nervoso permanece em alerta, a inflamação aumenta, o cortisol sobe e o corpo passa a viver como se estivesse sempre se defendendo.
Não por fraqueza.
Por fisiologia.

Expressar, respirar, vocalizar, escrever, pausar.
Tudo isso ativa circuitos de segurança, especialmente o nervo vago, reduzindo estresse e favorecendo saúde e imunidade.

O problema não é sentir demais.
É sentir sozinho, em silêncio, por tempo demais.

Por isso existe o Grupo de Regulação.
Um espaço de prática, vínculo e experiência corporal, onde o sistema nervoso aprende que pode baixar a guarda, aos poucos, com segurança.

Regulação não é discurso.
É treino relacional, no tempo do corpo.

🌀 Se isso fez sentido para você, o convite está aberto.

📚 Evidência científica:
• Meta-análise clássica sobre expressão emocional e saúde
PMID: 9489272
• Ativação vagal e redução inflamatória
PMID: 29593576
• Repressão emocional, cortisol e reatividade fisiológica
PMID: 37028579

12/01/2026

Esse vídeo me atravessou pelo corpo antes de chegar à mente.
Uma criança dormindo sozinha, no escuro, chamando pelo pai. Não é “manha”. Não é “drama”. É um sistema nervoso pedindo segurança.
Ela só foi acolhida quando disse:
“Papai, eu preciso de você.”
Até ali, o que existia não era calma — era sobrevivência.
Nos primeiros anos de vida, o cérebro ainda não possui as estruturas necessárias para autorregulação emocional e do sono. A criança depende da corregulação: um adulto que responda, acolha e ajude o corpo a sair do estado de alerta.
Quando o choro não é respondido, o corpo pode até silenciar.
Mas o sistema de estresse permanece ativado.
Cortisol alto.
Hipervigilância.
Adaptação ao desamparo.
O silêncio, nesse contexto, não significa que a criança “aprendeu a dormir”.
Significa que ela aprendeu que ninguém vem.
Dormir não se ensina por repetição.
O sono é um processo maturacional que só se organiza quando o sistema nervoso se sente seguro, previsível e amparado.
Responder ao choro não fragiliza.
Constrói apego seguro.
Base neurobiológica para a futura autorregulação, para a confiança no outro e para a capacidade de descansar no sono e na vida.
Quando assisti a esse vídeo, meus ombros travaram. Porque o corpo lembra antes da consciência.
E é por isso que esse tema não é sobre método. É sobre neurodesenvolvimento. É sobre trauma. É sobre o que o cérebro aprende quando precisa sobreviver cedo demais.
Porque o cérebro só aprende a repousar
quando não precisa lutar para existir.
Por isso, para desenvolver um estilo de apego seguro, é necessário responder ao choro, é necessário amparar, estar ali, estar presente.

31/12/2025

2025 Não foi um ano para provar.
Foi um ano para sentir.
E isso muda completamente a forma de entrar no próximo ciclo.
Venha 2026

28/12/2025

Você não começa de novo no dia 1.
Você começa quando o corpo sai do modo sobrevivência.

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