24/08/2021
Existem inúmeros questionamentos sobre relacionar-se com quem tem filhos.
Uns querem, outros não e justificam das mais diversas maneiras.
Impossível descartar aqui a preocupação real das mães de meninas. Afinal, com a violência contra mulheres e meninas sempre em alta, culpa deste machismo absurdo impregnado, do patriarcado instituído como herança horrenda na sociedade, não é a toa o medo.
Mas também existem os tabus.
Afinal, para construir um relacionamento saudável onde não existe aceitação pela trajetória da pessoa, não vale a pena.
É natural que as pessoas tenham feito tentativas de serem felizes e o fruto disso, um filho.
Culpabilizar um filho pela insegurança na relação é doentio.
Um elo sempre existirá entre os pais. O elo significa trocas necessárias de informações coerentes.
Não há ameaça concreta nisso.
1. Se vc sente insegurança na relação por causa do filho de outra pessoa, não se envolva. Compreenda inicialmente seus sentimentos, os trate para depois seguir em frente.
2. O filho não é inimigo. Cada ser tem uma forma de agir. Respeite acima de tudo o espaço que lhe foi concedido pelo filho.
3. Você não se relaciona com o filho e sim com seu parceiro (a). Então não o cobre por algo da relação.
4. Relações estáveis demandam sim da plena compreensão, respeito, carinho e limites impostos pela mãe/pai da criança/jovem.
5. Nunca queira afastar filhos/pais a troco de uma relação. Isso pode afetar drasticamente o desenvolvimento de um ser humano.
6. Uma pessoa com filhos não é doente por isso, muito menos deve ser menosprezada pelo fato.
7. Conhecer uma pessoa com filhos não significa que inicialmente as relações entre ela e filhos deve ser estreitada de início. Utilizar o tempo a favor do conhecimento um do outro, perceber qual o tipo de envolvimento querem ter no futuro, pensarem juntos por quais caminhos querem trilhar primeiro, pode ser uma alternativa antes de estreitar laços.
Equilíbrio inicial na relação pode auxiliar a todos. Inclusive os filhos.