Joseane Bessa - Nutricionista Comportamental

Joseane Bessa - Nutricionista Comportamental Alimentação saudável, nutrição, comportamento alimentar e tudo o que me inspira na nutrição e na vida - com um toque de leveza!

29/04/2026

Muitas pessoas acreditam que o problema é comer demais.

Mas, na prática, o que eu mais vejo é o contrário: pessoas que passam tempo demais sem comer.

Ignoram a fome leve.
Adiam refeições.
Tentam “aguentar”.

Até que chega um momento em que a fome não é mais um sinal. É uma urgência.

E quando o corpo chega nesse nível, f**a muito mais difícil parar, pensar, escolher.

Não é falta de autocontrole.
Muitas pessoas acreditam que o problema é comer demais.

Mas, na prática, o que eu mais vejo é o contrário:
pessoas que passam tempo demais sem comer.

Ignoram a fome leve.
Adiam refeições.
Tentam “aguentar”.

Até que chega um momento
em que a fome não é mais um sinal.

É urgência.

E quando o corpo chega nesse nível,
f**a muito mais difícil parar,
pensar,
escolher.

Não é falta de autocontrole.

É fisiologia. Seu corpo está tentando te proteger.

No processo, minhas pacientes aprendem a reconhecer a fome antes dela virar desespero.

A comer com mais regularidade e a se permitir alimentar.

E aí algo muda: o comer deixa de ser impulsivo
e passa a ser mais consciente.

Talvez o caminho não seja se controlar mais, talvez seja começar a escutar antes.

Ela dizia que não podia ter Nutella em casa.Porque quando tinha, comia tudo.E depois vinha a culpa, a sensação de falta ...
28/04/2026

Ela dizia que não podia ter Nutella em casa.

Porque quando tinha, comia tudo.

E depois vinha a culpa, a sensação de falta de controle e a promessa de “nunca mais comprar”.

Mas na consulta, a gente entendeu: não era sobre a Nutella.

Era sobre a proibição.

Quanto mais ela tentava evitar, mais intenso f**ava quando ela comia.

Então a gente fez um caminho diferente.

Trouxemos a permissão, mas não de qualquer forma.

Com organização,presença e consciência.

Sem o tudo ou nada.

Até que, um dia ela esqueceu que tinha Nutella em casa.

E isso não tem a ver com controle.

Tem a ver com liberdade 🦋

27/04/2026

Minhas pacientes não têm mais autocontrole do que você.

Elas só pararam de viver com o pé no acelerador o tempo todo.

Quando você passa o dia inteiro tentando se controlar,
restringindo, ignorando fome, se cobrando…é como se estivesse acelerando sem parar.

E aí, quando chega o momento de “frear” o freio não dá conta.

E não é porque ele não funciona.

É porque já foi longe demais.

Autocontrole não é sobre apertar o freio com mais força.

É sobre não precisar acelerar tanto.

No processo, minhas pacientes aprendem a:

– respeitar a fome
– sair do tudo ou nada
– tomar decisões com mais presença

E aí, naturalmente,elas conseguem parar, pensar,
escolher.

Não porque se controlam mais.

Mas porque vivem com mais equilíbrio🌿

Se você sente que vive nesse ciclo, talvez o caminho não seja tentar mais forte.

Mas fazer diferente 💙

Ela tinha medo de comer carboidrato.E se fossem dois a angústia aumentava ainda mais.Mas, junto com esse medo, ela estav...
24/04/2026

Ela tinha medo de comer carboidrato.

E se fossem dois a angústia aumentava ainda mais.

Mas, junto com esse medo, ela estava deixando de lado algo muito importante: a própria história.

Arroz, feijão, farofa, mandioca. Comida de casa, de família, de raiz.

No consultório, eu expliquei que, com moderação,
ela poderia comer tudo isso no dia a dia.

Sem culpa.
Sem medo.

E que, se em algum momento fosse um pouco mais também não tinha problema.

Porque a alimentação não é sobre rigidez.
É sobre consistência ao longo do tempo.

Ela chegou angustiada e com medo.
Se sentindo errada.

E saiu leve.
Feliz por poder voltar a comer algo que faz parte de quem ela é 🦋

Porque, muitas vezes,quando você tenta controlar demais a comida acaba se afastando de si mesma 💙

Ela queria cortar carboidrato.Mas toda vez que ia visitar a mãe tinha bolo de chocolate.E não era só sobre o bolo.Era so...
23/04/2026

Ela queria cortar carboidrato.

Mas toda vez que ia visitar a mãe tinha bolo de chocolate.

E não era só sobre o bolo.

Era sobre lembrança com a mãe e o afeto.
E um lugar que ela não queria perder.

Ela comia e depois vinha a culpa.
A sensação de falta de controle.

Mas no consultório, a gente não tirou o bolo.

A gente ampliou.

Criamos outras formas de conexão com a mãe.
Outros momentos.
Outras presenças.

E o carboidrato voltou pro dia a dia sem regra, sem medo.

E foi assim que, aos poucos, o bolo deixou de ser urgente.

Porque quando você se permite viver , a comida para de precisar ocupar tudo 💙

Ela esperava o fim do trabalho pra comer algo gostoso.Principalmente depois de dias difíceis, de reuniões  estressantes ...
17/04/2026

Ela esperava o fim do trabalho pra comer algo gostoso.

Principalmente depois de dias difíceis, de reuniões estressantes e cansaço acumulado.

E chegou dizendo:
“Eu não tenho disciplina e nem força de vontade.”

Mas não era isso.

Ela tinha disciplina até demais.

Só que estava usando tudo isso em um trabalho que não a valorizava. Que ultrapassava os limites dela.

E o que sobrava? Cansaço, excesso e a comida como forma de compensar.

No consultório, a gente não começou pela comida.

A gente começou pela rotina.

Almoço e lanche viraram compromissos na agenda.
Pausas reais.
Momentos de cuidado no meio do dia.

E, aos poucos, ela foi entendendo que não precisava “aguentar tudo” pra depois se recompensar. E que podia comunicar seus limites e necessidades.

Quando a vida começa a ter espaço pra você, a comida deixa de ser o único alívio 💙

Ela não comia salada.E não era falta de informação e nem de disciplina.Era a forma como ela tinha aprendido a enxergar a...
16/04/2026

Ela não comia salada.

E não era falta de informação e nem de disciplina.

Era a forma como ela tinha aprendido a enxergar aquele alimento.

Depois de muitas dietas, salada virou sinônimo de obrigação. De “tem que” e de algo sem graça.

E ninguém sustenta por muito tempo aquilo que não dá prazer.

No consultório, a gente não começou pela salada.

A gente começou pelo possível: um pouco de verdura no lanche, depois na pizza, preparações mais gostosas, mais interessantes.

Até que, aos poucos, ela foi se reconectando com aquele alimento.

Sem pressão e imposição.

Hoje, a salada faz parte da rotina.
E, mais do que isso, faz sentido pra ela.

Porque não era sobre comer salada.

Era sobre ressignif**ar a relação com a comida 💙

15/04/2026

Quando o assunto é comer emocional,
muita gente tenta resolver trocando o alimento.

Doce por doce fit.
Chocolate por versão “mais saudável”.

Mas isso não resolve.

Porque o ponto nunca foi só a comida.

No consultório, o trabalho começa em outro lugar.

A gente olha pra história.

História com a comida, o corpo, as emoções.

Quais momentos te levam a comer?
O que você está sentindo?
Quais alimentos aparecem nessas horas?
E, principalmente… o que eles representam?

Porque a comida não entra ali por acaso.

Ela cumpre uma função.

Conforta, acalma, preenche, pausa.

E enquanto essa função não é compreendida,
trocar o alimento é só mudar a forma não o problema.

Por isso, o caminho não é substituir.

É entender 💙

“As refeições também podem ser momentos de extrema tensão, em vez de momentos de conforto e prazer. As memórias dos sobr...
14/04/2026

“As refeições também podem ser momentos de extrema tensão, em vez de momentos de conforto e prazer. As memórias dos sobreviventes na hora das refeições estão repletas de relatos de silêncios aterrorizantes, acessos de raiva violentos e arremesso de comida. Incapazes de regular as funções biológicas básicas de maneira segura, consistente e reconfortante, muitos sobreviventes desenvolvem distúrbios crônicos do sono, distúrbios alimentares, queixas gastrointestinais e vários outros sintomas de sofrimento corporal.”

— Judith Herman, Trauma e Recuperação: As consequências da violência: do abuso doméstico ao terrorismo político

No consultório, essa realidade aparece de formas que, muitas vezes, são interpretadas como “falta de controle”.

Adultos que não conseguem comer determinados alimentos.
Que comem para se regular emocionalmente.
Ou que sentem desconexão e até aversão ao próprio corpo.

Mas quando olhamos com mais profundidade, não estamos falando apenas de comportamento alimentar.

Estamos falando de um corpo que aprendeu, muito cedo, que nem sempre era seguro sentir, estar presente ou até mesmo comer.

Por isso, reduzir essa relação à comida ou à disciplina
não só é insuficiente como pode reforçar o sofrimento.

O trabalho, então, não é impor regras.

É construir um ambiente seguro, devolver previsibilidade ao corpo e permitir que, aos poucos, o comer volte a ocupar um lugar possível.

Porque, muitas vezes, a forma como alguém come hoje
é uma continuidade de como precisou sobreviver um dia.

🦋 Existe caminho e ele começa com cuidado, ambiente seguro, escuta e técnica.

13/04/2026

Comer rápido nem sempre é sobre falta de tempo.

Às vezes é sobre querer terminar logo.

Se livrar da comida, da sensação, da culpa.

Tem gente que come rápido como se não pudesse estar ali.

Como se precisasse esconder e estivesse fazendo algo errado.

E, muitas vezes, está.

Não porque a comida é errada, mas porque, em algum momento, ela aprendeu que era.

Que não podia.
Que precisava controlar.
Que deveria evitar.

E aí, quando come, come rápido quase em silêncio.
e quase sem presença.

Como quem quer que aquilo acabe logo, mas o problema não é a velocidade.

É o que está por trás dela 💙

A Iza nem sempre se sentiu bonita.E isso diz muito.Porque não é sobre aparência.É sobre o olhar.Por muito tempo, ela evi...
10/04/2026

A Iza nem sempre se sentiu bonita.

E isso diz muito.

Porque não é sobre aparência.
É sobre o olhar.

Por muito tempo, ela evitava se olhar no espelho.
Se via a partir da opinião dos outros.
Se afastava de si.

Até que algo mudou.

Ela começou a se olhar com mais carinho.
Com mais verdade.
Com mais respeito pela própria história.

E a autoestima começou a ser construída dali.

Não de uma vez.
Mas todos os dias.

A história dela não é sobre “se achar bonita”.

É sobre aprender a se enxergar pela lente dos próprios olhos, isso também é liberdade.

Se hoje isso ainda é difícil pra você, tá tudo bem.

Autoestima não é algo que você tem ou não tem.

É algo que você constrói 🦋

Um pouquinho de cada vez💙

Todo dia, à tarde, ela descia pra tomar um café e comer um brigadeiro.Não era exagero, nem o problema era quantidade.Mas...
09/04/2026

Todo dia, à tarde, ela descia pra tomar um café e comer um brigadeiro.

Não era exagero, nem o problema era quantidade.

Mas ela se sentia dependente daquele momento.

Como se precisasse daquilo pra dar conta do dia.

Quando a gente começou a olhar com mais calma, ficou claro que não era sobre o brigadeiro.

Era o que ele trazia.

Silêncio.
Pausa.
Presença.

Ela era uma mulher com muitas demandas.
Trabalho, casa, filho, marido, pais…

E, no meio de tudo isso, aquele era o único momento que ela se tinha.

No consultório, a gente não tirou o brigadeiro.

A gente construiu outros espaços de cuidado.

Momentos de pausa ao longo do dia.
Coisas que também trouxessem presença, leveza, descanso como massagem, sair com amigas, leitura.

E, aos poucos, ele deixou de ser o único respiro.

Virou só mais uma escolha.

Porque quando a comida ocupa um lugar muito específico na sua vida, não adianta tirar.

É preciso entender o que ela está tentando te dar ou resgatar 💙🦋

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Avenida Angelica, 321
São Paulo, SP
01227000

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