Fabiane Mattjie

Fabiane Mattjie Pedagoga/Psicopedagoga- Avaliação Intervenção Cognitiva/ Descomplicando a Educação Especial-AEE

https://linktr.ee/fabianemattjiepsicopedagoga

20/04/2026

Muita gente ainda pergunta qual é, de fato, o papel do psicopedagogo no autismo. E essa dúvida é mais comum do que parece.

Existe uma ideia muito limitada de que o psicopedagogo está ligado apenas à aprendizagem escolar, como se fosse alguém focado apenas em ensinar a ler, escrever ou ajudar nas dificuldades com conteúdo. Mas essa visão não representa a realidade do trabalho.

O psicopedagogo, especialmente o neuropsicopedagogo, atua muito além disso. Ele trabalha diretamente com funções executivas, organização do pensamento, atenção, planejamento, autorregulação e também com aspectos como a compreensão social nas interações.

No autismo, isso faz toda a diferença. Muitas vezes, a principal dificuldade da criança não está no conteúdo em si, mas em como ela se organiza para aprender, se adaptar ao ambiente, compreender regras sociais e se comunicar.

A escola, inclusive, é um dos principais espaços de desenvolvimento dessas habilidades, porque é onde a criança vivencia interação, comunicação e adaptação na prática. E é justamente nesse contexto que o trabalho psicopedagógico se torna essencial.

Quando a gente começa a dar o nome certo para as coisas, o olhar muda. Psicopedagogo não é apenas um profissional da educação. É um profissional que atua na interface entre saúde e aprendizagem, olhando para o desenvolvimento como um todo.

E isso muda completamente o resultado do acompanhamento.

desenvolvimentoinfantil

17/04/2026

Existe um ponto importante no autismo que muita gente não vê: não é só comportamento, é funcionamento cerebral.

Nos primeiros meses de vida, o cérebro de qualquer bebê forma muitas conexões. Depois disso, acontece um processo natural de “lapidação”, em que o cérebro vai eliminando o excesso e organizando essas conexões para funcionar de forma mais eficiente.

No autismo, esse processo acontece de forma diferente. Em vez de “podar” essas conexões, o cérebro mantém muitas delas ativas. É como se houvesse informação demais sendo processada ao mesmo tempo.

E o que isso muda na prática?

Pode gerar maior sensibilidade a sons, luzes, toques… uma sobrecarga constante. Aquilo que para muitos é simples, para a criança pode ser intenso demais.

Além disso, existe uma dificuldade na leitura rápida das expressões sociais. Nós, sem perceber, interpretamos o rosto, o tom de voz, os gestos em frações de segundo. Isso orienta a conversa o tempo todo.

No autismo, esse processamento pode ser mais lento ou diferente. A informação até chega, mas não na mesma velocidade da interação. E isso faz com que a criança muitas vezes não entenda o que o outro está querendo dizer naquele momento.

Não é falta de interesse.
Não é desatenção.

É uma forma diferente de perceber e organizar o mundo.

Quando a gente entende isso, muda a forma de olhar, de se comunicar e de ajudar.

Muita gente procura uma avaliação esperando uma resposta imediata, quase como um resultado pronto. Mas, na prática, não ...
15/04/2026

Muita gente procura uma avaliação esperando uma resposta imediata, quase como um resultado pronto. Mas, na prática, não funciona assim.

Uma avaliação bem feita exige tempo, escuta, observação e análise. Não é sobre preencher um papel. É sobre entender como essa criança pensa, aprende, reage e se organiza diante das demandas do dia a dia.

Cada sessão traz informações importantes. Cada comportamento observado tem um signif**ado. E é a partir desse processo que se constrói uma visão real do que está acontecendo.

Quando o processo é apressado, o risco é grande: conclusões rasas, orientações genéricas e intervenções que não ajudam de verdade.

Mas quando a avaliação é conduzida com responsabilidade, ela se torna um ponto de virada. Traz clareza, direcionamento e caminhos possíveis para o desenvolvimento.

Não é sobre rapidez. É sobre precisão.

Se você está em dúvida sobre esse processo, me chama no direct ou visita o perfil para entender como funciona a avaliação. 💜

Muita gente ainda associa o termo “leve” a algo simples, quase imperceptível. Mas, na prática, não é assim que funciona....
13/04/2026

Muita gente ainda associa o termo “leve” a algo simples, quase imperceptível. Mas, na prática, não é assim que funciona. O que pode parecer leve para quem observa de fora, muitas vezes exige um esforço enorme de quem está vivendo.

São crianças que falam, interagem, aprendem… mas que enfrentam desafios silenciosos todos os dias. Dificuldade para lidar com mudanças, sobrecarga sensorial, cansaço social, ansiedade, necessidade constante de adaptação.

Muitas aprendem a se ajustar, a imitar comportamentos, a esconder dificuldades para se encaixar. E isso tem um custo alto.

Por isso, o olhar precisa ir além do rótulo.

Não é porque não é visível que não é difícil. Não é porque a criança “dá conta” que ela não está se esforçando muito mais do que deveria.

Entender isso muda tudo. Muda a forma de orientar, de acolher e de apoiar.

Se esse conteúdo fez sentido pra você, compartilha com alguém que precisa entender isso também. 💜

conscienciaautista autismoinfantil

10/04/2026

É importante f**ar atento aos primeiros sinais de autismo em crianças.

Muitas vezes, esses sinais aparecem de forma sutil e acabam sendo confundidos com “fase”, “jeito da criança” ou até comparações com outras crianças. Mas observar o desenvolvimento desde cedo faz toda a diferença.

O autismo não surge de repente. Ele vai se revelando aos poucos, na forma como a criança se comunica, interage e responde ao ambiente. Às vezes está no pouco contato visual, na dificuldade de responder ao nome, no atraso na fala, na repetição de comportamentos ou na sensibilidade a sons, luzes e toques.

Perceber esses sinais não é motivo para medo, é um passo importante para buscar compreensão.

Quanto mais cedo há identif**ação, mais cedo essa criança pode receber o suporte adequado. E isso impacta diretamente no desenvolvimento, na autonomia e na qualidade de vida.

Não é sobre rotular. É sobre entender.

Se algo chama sua atenção, confie no seu olhar e busque orientação profissional.

neurodiversidade

Quando se fala em autismo, ainda é comum que o olhar fique apenas no que aparece: a dificuldade de falar, de interagir, ...
09/04/2026

Quando se fala em autismo, ainda é comum que o olhar fique apenas no que aparece: a dificuldade de falar, de interagir, de se adaptar. Mas o autismo não começa no comportamento. Ele começa no desenvolvimento.

O Transtorno do Espectro do Autismo é uma condição do neurodesenvolvimento. Isso signif**a que, desde cedo, o cérebro se organiza de uma forma diferente, influenciando como a criança percebe, interpreta e responde ao mundo ao seu redor.

Essas diferenças costumam aparecer na comunicação, na interação social e também na forma como a criança processa os estímulos. Por isso, o comportamento não é o problema em si. Ele é uma forma de expressão do que está acontecendo internamente.

Quando tentamos corrigir apenas o comportamento, sem entender o que está por trás, o processo perde direção. Mas quando existe compreensão sobre o funcionamento daquela criança, as estratégias se tornam mais assertivas e o desenvolvimento acontece de forma mais consistente.

O autismo não surge de repente. Ele vai se mostrando ao longo do tempo, na forma como o desenvolvimento acontece, nos pequenos sinais que, quando observados com atenção, ajudam a construir um caminho mais claro.

Se esse conteúdo fez sentido pra você, me conta aqui nos comentários.

psicopedagogia

07/04/2026

Abril Azul não é sobre um mês… é sobre mudança de olhar. 💙

Falar sobre autismo vai muito além de informação.
É sobre entender comportamentos que muitas vezes são julgados,
é sobre respeitar o tempo, o jeito e a forma de cada criança,
e principalmente, é sobre incluir de verdade — não só no discurso.

Todos os dias, eu vejo famílias que chegam cheias de dúvidas, medo e insegurança…
E saem com algo muito mais importante: compreensão.

Porque quando você entende, você não rotula.
Você acolhe. Você ajusta. Você transforma. ✨

Se você convive com uma criança e sente que precisa entender melhor…
você não precisa fazer isso sozinho.

📩 Me chama no direct ou acompanhe o perfil para aprender, na prática, como ajudar de verdade.

TEA DesenvolvimentoInfantil MãesAtípicas EducaçãoInclusiva

Abril traz visibilidade para o autismo, mas quem vive essa realidade sabe que não é algo que aparece só em um mês do ano...
06/04/2026

Abril traz visibilidade para o autismo, mas quem vive essa realidade sabe que não é algo que aparece só em um mês do ano. O autismo está presente todos os dias, nas rotinas, nos desafios, nas pequenas conquistas que muitas vezes só a família percebe.

Está na criança que precisa de mais tempo para responder, na que se organiza de um jeito diferente, na que sente o mundo de forma mais intensa. Está também na família que aprende, dia após dia, a compreender sinais, ajustar caminhos e respeitar o ritmo de quem está em desenvolvimento.

Falar sobre autismo é importante, mas mais importante ainda é como a gente age fora das campanhas. Inclusão não acontece só no discurso. Ela acontece nas atitudes, na forma como olhamos, acolhemos e adaptamos o ambiente para que essa criança consiga participar de verdade.

Na prática, o que faz diferença é o olhar. Quando há compreensão, a criança se desenvolve. Quando há respeito, ela se sente segura. Quando há orientação, o caminho f**a mais leve.

Não é sobre um mês. É sobre presença, respeito e responsabilidade todos os dias.

Se esse conteúdo fez sentido pra você, compartilha com alguém que precisa ler isso. 💜

psicopedagogia

Cada criança tem seu próprio tempo.Na prática clínica, isso não é apenas uma frase bonita. É um princípio real do desenv...
01/04/2026

Cada criança tem seu próprio tempo.

Na prática clínica, isso não é apenas uma frase bonita. É um princípio real do desenvolvimento infantil. Cada criança aprende, se organiza e responde ao ambiente de forma única.

Quando comparamos, ignoramos isso.

A comparação coloca a criança em um lugar de inadequação. Faz com que ela sinta que está sempre atrás, sempre errando, sempre “menos” do que o outro.

E isso não motiva. Isso paralisa.

Muitas dificuldades que aparecem na aprendizagem não estão relacionadas à capacidade, mas à forma como essa criança está sendo compreendida.

Quando trocamos a comparação por compreensão, algo muda.

A criança se sente mais segura, mais confiante e mais disponível para aprender. O desenvolvimento deixa de ser cobrança e passa a ser construção.

Comparar atrasa.
Compreender transforma.

👉 Se você sente que seu filho está sendo comparado ou não está sendo compreendido na escola, me chama no direct. A avaliação pode trazer clareza e direcionamento. 💛

30/03/2026

O autismo envolve diferenças importantes no processamento sensorial, especialmente no que diz respeito ao toque.

Abraçar, pegar no colo, apertar as bochechas, encostar de surpresa… para a maioria das pessoas, esses gestos são naturais, afetuosos e até automáticos. Mas para uma criança autista, isso pode ser extremamente desconfortável.

O cérebro dela pode interpretar o toque de forma mais intensa ou imprevisível. O que para nós é leve, para ela pode ser sentido como excessivo, invasivo e até doloroso.

Não é rejeição. Não é falta de carinho. Não é birra. É dificuldade no processamento daquele estímulo.

Quando o toque acontece sem aviso ou sem consentimento, pode gerar uma resposta imediata de defesa, como se afastar, chorar, se irritar ou até se desorganizar emocionalmente.

Por isso, é fundamental mudar o olhar.

Respeitar o espaço, avisar antes de tocar, observar os sinais da criança e permitir que ela escolha quando e como quer esse contato faz toda a diferença.

Na neuropsicopedagogia, entendemos que comportamento é comunicação. E, nesse caso, o corpo da criança está dizendo: “assim é demais pra mim”.

Cuidar também é respeitar limites. E, muitas vezes, o maior gesto de afeto é justamente saber quando não tocar. 💛

psicopedagogia

Muitas dificuldades na infância são normalizadas com o tempo. E sim, algumas fases passam. Mas outras permanecem, se rep...
27/03/2026

Muitas dificuldades na infância são normalizadas com o tempo. E sim, algumas fases passam. Mas outras permanecem, se repetem e começam a impactar a autoestima, o comportamento e a aprendizagem da criança.

Quando uma dificuldade é constante, quando gera sofrimento, quando a criança se frustra, evita tarefas ou começa a acreditar que “não consegue”… isso já não é mais só uma fase.

É um sinal.

Sinal de que algo precisa ser olhado com mais atenção, com mais cuidado e com mais compreensão.

Como neuropsicopedagoga, eu vejo de perto o quanto um olhar precoce faz diferença. Identif**ar o que está acontecendo não é rotular. É trazer clareza, direcionamento e possibilidades reais de desenvolvimento.

Esperar pode atrasar.
Olhar com atenção pode transformar.

Se algo tem te preocupado no desenvolvimento do seu filho, talvez esse seja o momento de investigar com mais profundidade.

👉 Me chama no direct e vamos conversar. 💛

tdah dislexia

25/03/2026

Nós, profissionais, nos dedicamos diariamente, estudamos, nos atualizamos e planejamos cada atendimento com um propósito muito claro: promover desenvolvimento real.

Não é sobre aplicar atividades aleatórias. É sobre entender cada criança, cada adolescente, suas dificuldades, suas potencialidades e o que, de fato, precisa ser trabalhado em cada fase.

Acreditamos na capacidade de cada um.

Mesmo quando o processo parece lento, mesmo quando existem desafios, existe também possibilidade. Existe aprendizado, evolução e construção.

Cada avanço importa. Cada conquista conta.

Porque por trás de cada criança existe uma história única. E é com responsabilidade, olhar atento e compromisso que conduzimos esse caminho, para que cada um possa se desenvolver da melhor forma possível. 💛

FabianeMatjie

Endereço

NeuroVitta – Centro De Especialidades Rua Santa Catarina, 2190, Edificio Iluminare Work, Sala 201
Sala
85884000

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