10/12/2025
“Cintiaaaa… nossa mulher, você engordou novamente!”
Sim.
Eu engordei.
Ganhei peso, é verdade.
Mas junto com ele ganhei percepções.
Ganhei uma nova fase chamada início do climatério,
e nela vieram mudanças, desafios e descobertas.
E sim, fiquei mais lenta na atividade física.
Enquanto eu tentava entender tudo o que meu corpo estava vivendo,
alguns movimentos precisaram pausar.
Mas aquilo que é importante nunca se perde, apenas espera o tempo certo para voltar.
E eu sei: sempre há tempo para recomeçar.
Sem culpa.
Sem pressa.
Só com presença.
Porque a vida é assim, mulher:
cíclica, mutável, surpreendente.
Há dias em que a gente ganha, outros em que a gente não ganha tanto.
Dias em que queremos desistir,
em que nada faz sentido.
E há dias , ahhh, esses dias
em que tudo se encaixa, tudo pulsa, tudo conversa com a alma.
E nesse fluxo, vamos acolhendo.
Liberando.
Silenciando quando necessário.
Observando quando dói.
E nos escutando quando finalmente o corpo fala mais alto do que o mundo.
Tem horas tristes, tem horas alegres,
e tem horas em que tudo vem junto:
riso, lágrima, caos e cura.
Mas diante de tudo isso existe algo que não podemos abrir mão:
ter alguém que segure nossa mão.
Alguém que sustente, que olhe no fundo dos nossos olhos
e diga sem palavras:
“Eu tô aqui.”
Eu tenho pessoas assim.
Pessoas que não seguram só a minha mão,
seguram meu corpo inteiro quando eu já não dou conta.
E enquanto houver afeto, presença e movimento,
eu sigo.
Mesmo tropeçando, eu sigo.
Porque parar…
não é opção.
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