12/05/2024
Relato de parto parte 2: os pódromos em casa
Novamente, fui fazendo as técnicas de alívio de dor ensinadas pela equipe e pela minha fisioterapeuta pélvica .fisio, com o suporte do meu marido, mas as dores eram intensas e parecia que as horas não passavam.
Era 03:00 e eu já tinha vomitado 6x, não segurava nada no estômago, já estava exausta, há mais de 20 horas sem dormir. As contrações já vinham em intervalos menores, algumas a cada 5 minutos, outras a cada 3 - 2 minutos, de forte intensidade e duração média de 30 a 60 segundos. Paralelo a isso, estava tendo saída de líquido desde de quando a bolsa se rompeu, mas tudo sendo monitorado pela equipe de parto, o que me deixava tranquila.
Foi quando às 03:18 ligamos mais uma vez para a enfermeira, que fez uma nova visita para avaliar minha dilatação. Em meio a tanta dor, me apegava as orações e fazia afirmações positivas para me ajudar no enfrentamento. Pensei: “ falta pouco Vivian, você já deve está na fase ativa com dilatação acima de 6cm”. Lígia, a enfermeira, chega, faz o exame de toque novamente e para minha surpresa me diz que o colo estava começando a abrir. Ela tenta técnicas de analgesia não farmacológicas, mas a dor era enorme e um cenário difícil de encarar: eu não estava dilatando na mesma proporção que as minhas contrações. Minha dilatação estava só iniciando e de forma lenta, enquanto eu estava chegando no meu limite de dor.
Decido que quero ir para o hospital fazer a analgesia farmacológica com o anestesista e às 04:50 nos dirigimos até o hospital, eu, Matheus e Lígia. Fui o caminho todo de olhos fechados no carro, me concentrando, respirando fundo, me contorcendo a cada contração e repetindo o mantra: VAI PASSAR, logo Juju vai nascer!