12/04/2018
Por ser um assunto ainda de origem desconhecida, a câimbra ainda divide opiniões em relação à sua origem e forma de tratamento. Sabe-se que sua ocorrência independe da prática da atividade física ou mesmo do sedentarismo. Alguns autores afirmam que as câimbras podem ser decorrentes de patologias congênitas, assim como podem surgir após atividade física, em repouso, por deficiência de alguns componentes na alimentação, entre outros fatores.
Devido à incerteza quanto à origem da câimbra, foram desenvolvidas teorias que podem justificar o aparecimento da mesma, tais como:
* Teoria eletrolítica: devido ao desequilíbrio na concentração de íons de sódio, potássio, magnésio e cálcio nos meios intra e extra celular, surgirá um potencial elétrico nas fibras musculares e nervosas, ocasionando potenciais elétricos responsáveis pelos impulsos nervosos e pela contração muscular. A depleção nos eletrólitos gera o desequilíbrio na formação dos potenciais elétricos, fazendo com que ocorram as contrações espontâneas.
* Teoria da desidratação: o desequilíbrio nos fluidos corporais devido à atividade física pode interferir no mecanismo de contração muscular, uma vez que o suor liberado durante os exercícios possui grande quantidade de eletrólitos e água.
* Teoria metabólica: devido à produção de restos metabólicos na musculatura pela atividade contrátil podem gerar lesão, uma vez que a musculatura pode se “intoxicar” pela quantidade de lactato e amônia secretados durante a atividade física.
* Teoria ambiental: devido ao aumento da temperatura corporal, a musculatura terá uma exigência aumentada e consequentemente as reações químicas também sofrerão alteração. Devido ao estímulo ambiental, esse desequilíbrio possibilitará o surgimento de espasmos musculares intensos, podendo gerar aumento de dor, chegando à câimbra.