23/12/2025
Existe uma diferença fundamental — e muitas vezes confundida — entre autoestima equilibrada e o que podemos chamar de ego inflado ou ego defensivo.
A autoestima saudável nasce do contato real com quem a pessoa é.
Ela reconhece limites, aceita imperfeições e não depende o tempo todo de aprovação externa.
Quem tem autoestima equilibrada não precisa se colocar acima de ninguém — porque não está em guerra consigo mesmo.
O ego exacerbado, por outro lado, costuma ser barulhento.
Aparece como arrogância, necessidade constante de controle, comparação, dificuldade em ouvir críticas ou admitir erros.
Não é força — é defesa.
Na psicologia junguiana, Carl Jung nos ajuda a compreender esse fenômeno.
Quando o ego se afasta do Self — o centro mais profundo da personalidade — a pessoa passa a se identif**ar excessivamente com uma imagem inflada de si mesma.
É uma tentativa inconsciente de compensar inseguranças, feridas emocionais ou sentimentos de inferioridade.
Por isso, muitas vezes, um ego exagerado esconde uma autoestima frágil.
Quanto maior a necessidade de parecer forte, superior ou inabalável, maior costuma ser o medo de entrar em contato com a própria vulnerabilidade.
A verdadeira autoestima não grita.
Ela é silenciosa, estável e flexível.
Permite aprender, rever posições, pedir ajuda e crescer.
Amadurecer psicologicamente é, no fundo, isso:
diminuir a inflação do ego para ampliar o contato com o Self.