02/05/2025
🌀 Do vazio à presença: quando o afeto deixa de ser urgência
Durante muito tempo, precisei demais. De amor, de cuidado, de atenção, de alguém que dissesse: "eu tô aqui pra você". Quando esse alguém faltava - e ele quase sempre faltava - eu me sentia quebrada. Como se o afeto fosse ar, e eu tivesse sufocando.
Demorou pra perceber: o que doía não era só ausência dos outros, era o vazio dentro de mim. Aquela voz interna tão fraca, tão calada, que eu nem ouvia. Eu só me via através do que os outros davam - ou negavam.
Mas tem um momento em que algo muda. Não é mágica, nem súbita. É um processo. De pouco em pouco, começo a me escutar. A me sustentar. A sentir que posso existir inteira mesmo quando não recebo aquilo que eu queria.1
Isso não significa virar pedra, nem se fechar pro mundo. É justamente o contrário. É abrir espaço pra mim. É construir uma presença interna que me acompanha quando ninguém mais pode. Que me abraça quando o mundo não dá colo. Que me lembra "você tem valor, mesmo sem aplausos, mesmo sem plateia."
É dolorido desapegar da carência como modo de viver. Porque, as vezes, ela foi minha única companhia. Mas tem uma paz nova surgindo: a de não depender emocionalmente como se fosse questão de sobrevivência.
Eu não deixei de querer carinho. Só deixei de implorar por ele. E isso... isso é liberdade.
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