02/02/2026
Na prática clínica, autocuidado não é discurso bonito.
É postura profissional.
É saber escutar sem se perder.
É sustentar o setting com presença, não com exaustão.
É reconhecer limites emocionais antes que eles virem desgaste, cinismo ou adoecimento.
Cuidar do outro exige preparo técnico, sim.
Mas também exige um profissional que cuida da própria saúde emocional para não confundir empatia com sobrecarga.
Autocuidado, na clínica, aparece em escolhas silenciosas.
Na forma como organizo minha agenda.
No respeito ao tempo de pausa entre atendimentos.
Na supervisão.
Na terapia.
Na decisão de não levar para casa o que não me pertence.
Não é fraqueza.
É ética profissional.
Porque quem cuida da saúde mental precisa, antes de tudo, levar a própria saúde mental a sério.
Se você é profissional da área, esse texto também é para você.