30/08/2021
Quem disse que não é?
Lembro no ensino fundamental, quando aprendemos coisas abstratas e coisas palpáveis, a professora dando o exemplo do amor, e dizendo: o amor é é abstrato. É um sentimento. Vc não consegue pegar nele.
Mas aí que ela se engana.
A alguns anos eu segurei pela primeira vez 3 quilos e pouco e puro amor. Senti o cheiro, a textura e a voz do amor. Na verdade, estou neste momento escrevendo e o olhando meu pacote de amor dormir, suspirar a roncar. Queria voltar no tempo e dizer a ela que o amor até ronca!
Definitivamente, o amor é palpável!
É surreal a quantidade de amor que um bebê traz. E não estou dizendo que é fácil ou só maravilhas não. Mas o amor, não tem explicação. Se fala muito sobre o amor de mãe, mas acho que é mais sobre um amor de filhos! É o bebê que inspira amor. Na mãe, na família, e até em pessoas desconhecidas na rua. Passear com um bebê é como sair com uma celebridade. Várias pessoas desconhecidas sorrindo, acenando…
É um amor que enche a casa, enche a vida, ocupa todos os buraquinhos que possa ter no coração.
Mas não é pra todo mundo. É pra quem se abrir a ele. Há quem relute, que queira competir, que não se sinta bem. Quando não temos esse sentimento em nós mesmos, dificilmente o veremos em outro.
Crianças nascem como um grande pacote de amor. Que contagia todo mundo que se permite contagiar. E mesmo em dias muito exaustos, em que vc quitina a própria existência, vc se pergunta: Como é possível ter vivido sem esse amor? ❤️
📖Dayanne Cota
Fisioterapeuta da Mulher e mamãe do Bernardo