28/01/2026
2026 não traz apenas ajustes na legislação de Segurança e Saúde Ocupacional. Traz uma mudança profunda na forma como as empresas serão fiscalizadas e responsabilizadas.
A nova NR-1 amplia o conceito de risco ocupacional. Além dos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, passam a ser obrigatórios o mapeamento e a gestão dos riscos psicossociais, como estresse contínuo, burnout, assédio moral, sobrecarga de trabalho e jornadas exaustivas. Tudo isso precisa estar formalmente integrado ao GRO e ao PGR a partir de maio de 2026.
E não para por aí. Outras normas, como a NR-10 e a NR-18, entram em processos de revisão e atualização ao longo do ano, exigindo atenção redobrada das empresas que já operam no limite da conformidade.
A fiscalização também muda de patamar. O cruzamento automático de dados do eSocial e do FGTS Digital torna falhas, omissões e documentos desatualizados muito mais fáceis de identificar. O que antes passava despercebido agora gera autuação.
O período até maio de 2026 não é folga. É prazo estratégico para revisar documentos, ajustar processos, capacitar lideranças e estruturar uma gestão de SST que realmente funcione. SST não é burocracia. É prevenção, proteção jurídica e cuidado real com quem faz a empresa acontecer.