13/04/2026
Em 2011, quando eu estava prestes a concluir a graduação em Psicologia, já me via na clínica. Havia um desejo muito claro: escutar, acolher, sustentar processos. Mas, naquele tempo, a clínica tinha um formato quase único, o encontro presencial, o setting tradicional, o consultório como espaço físico.
O que não se imaginava (ou pouco se falava) era sobre a possibilidade do atendimento on-line. Lembro de conversas com outros profissionais, pessoas com mais experiência na época e já visualizavam essa modalidade. Eu, naquela época, não conseguia imaginar, tampouco me ver atuando assim.
De lá pra cá, muita coisa mudou, inclusive a forma como nos encontramos.
Sob um olhar psicanalítico, é interessante pensar que a clínica nunca foi, de fato, sobre o espaço físico em si, mas sobre o espaço psíquico que se constrói na relação. O setting não é apenas um lugar, mas uma construção simbólica: feita de escuta, presença, ética e transferência.
O on-line, que antes parecia distante ou até impensável, hoje se revela como um novo modo de sustentar esse encontro. Um enquadre diferente, sim, mas que continua possibilitando o trabalho com o inconsciente, com a fala, com aquilo que insiste em se dizer.
Minhas segundas-feiras on-line.
Boa semana para todos nós!
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