19/08/2020
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Muita gente pensa que tratamento psicológico não tem fim. Porém, esta é uma ideia errada pois, todo processo terapêutico precisa ter um início, um meio e também um fim
O começo e o meio desse processo costumam ser mais claros para o psicólogo identificar e manejar, mas o fim dele, o momento de dar alta para o paciente, geralmente traz confusão e gera angústia
Principalmente porque não há um período de tempo determinado para o tratamento durar, tudo depende muito da queixa, da adaptação da criança à terapia e, principalmente, da adesão da família ao tratamento (levar a criança certinho nas sessões, não faltar ou ficar desmarcando, tentar pôr em prática as orientações que o psicólogo passa, etc)
Mas, basicamente, para liberar a criança do acompanhamento psicológico o psicólogo precisa avaliar se as queixas que trouxeram a criança e sua família para atendimento ainda existem, como andam os sintomas (se ainda exercem a função que vinham tendo quando a criança chegou, se sumiram, se outros sintomas apareceram e qual é a função destes), como está a dinâmica familiar, se houve modificações nela, tomada de consciência
Resumidamente, o psicólogo deve avaliar se a criança e sua família conseguem “andar com as próprias pernas” frente à situação-problema que os fizeram procurar apoio psicológico
Se sim, o profissional deve comunicar a necessidade do desligamento, que pode ser gradual, diminuindo-se o número de sessões, ou pontual (por exemplo, depois de uma sessão devolutiva com a família, faz-se uma sessão de término com a criança, na qual se explica para ela o porquê da finalização do processo
Tudo isso depende muito da abordagem teórica do psicólogo e também das especificidades do caso, bem como do perfil da criança e da família
E você Psi, já enfrentou o momento de dar alta para algum paciente? Como foi para você?