19/08/2025
A todas vocês que vivem em mim
Hoje, eu decidi escrever para vocês.
Tatas, abuelas, mães, mulheres que vivem em mim.
Por muito tempo, eu carreguei raiva.
Vergonha...culpa.
Quis fazer tudo diferente, como se isso me libertasse de vocês.
Como se romper os laços fosse o mesmo que ser livre.
Mas, há pouco, eu vejo…
Eu não quero mais negar vocês.
Eu olho para trás e enxergo as marcas que a vida deixou.
Os silêncios que vocês engoliram.
As dores que ninguém soube nomear.
O que fizeram por amor — mesmo quando isso me feriu.
Vejo que há muito passado para pouca Lorene.
E, neste lugar, me rendo com humildade.
E eu sinto.
Sinto vocês quando me calo.
Sinto vocês quando me sacrifico.
Sinto vocês quando duvido que amar e prosperar também pode ser leve.
E hoje, eu não fujo mais.
Eu honro.
Eu reverencio.
Eu abraço cada uma de vocês dentro de mim.
Não precisam mais gritar para serem ouvidas.
Eu ouço.
Eu vejo.
Eu me lembro.
Enquanto eu curo o meu feminino,
abro espaço para que vocês também descansem.
E talvez, pela primeira vez,
todas nós possamos respirar.
Porque hoje, eu decidi ter coragem de sentir.
De não apagar o que me moldou.
De ser ponte — entre o que foi e o que pode ser. Sem garantias, sem exigências...
P.S.: Este post nasceu brincando com a AI de imagens.
Me emocionei ao me ver em tantas gerações ou… em ver todas elas em mim, como nas fotos.
E você, o que sente quando vê todas as suas em você? 🌹