25/03/2026
Essa imagem serve como ponto de reflexão em um dia cujo tema é o crime de ódio contra mulheres. É fundamental compreender que se trata de uma violência estruturada, portanto sustentada socialmente, com a participação tanto de homens quanto de mulheres.
Nesse contexto, destaca-se o papel de um fenômeno específico: a atuação de mulheres que, ao se identificarem com o título de mãe — não apenas em relação aos seus próprios vínculos, mas como posição simbólica — passam a operar socialmente na proteção de homens que praticam violência. Essa proteção não se limita ao âmbito privado; ela se estende ao espaço social, onde essas mulheres atuam para afastar a responsabilização, justificar condutas e, muitas vezes, inverter a lógica, colocando as vítimas sob ataque.
Trata-se de uma identificação com esse papel que ultrapassa o vínculo real e se transforma em prática social: mulheres que assumem essa posição simbólica passam a defender agressores — ainda que não exista qualquer relação direta — simplesmente porque se reconhecem nesse lugar e o reproduzem como forma de atuação no mundo.
O efeito disso é concreto: contribuem para a manutenção da violência, reforçando a misoginia, a desigualdade e a lógica que permite que mulheres sejam continuamente atingidas, enquanto os autores dessas violências são protegidos, justificados e, em muitos casos, isentados de responsabilização.
Mas é preciso distinguir: sagrada é a maternidade enquanto cuidado real com a criança — não a utilização desse título para encobrir violência, proteger homicidas ou justificar condutas de perseguição e incitação ao ódio e discriminação de direitos contra mulheres. Quando isso ocorre, há uma inversão ética profunda.
O que se observa é uma contradição gritante: mulheres defendendo homens violentos e perseguidores com base na palavra ou na posição simbólica de outra mulher investida desse título, como se isso, por si só, legitimasse a proteção e afastasse qualquer responsabilização. Esse movimento não preserva o sagrado — ao contrário, o corrompe, ao instrumentalizá-lo.
Essas mulheres, ao fazerem isso, agem como mulheres pagãs e adoradoras de Belzebu, servas do porque justamente encarnam o papel de quem protege o diabo neles para açoitar e crucificar inocentes e justos, dentre esses, outras mulheres, representando a Cristo.
Vale destacar que foi determinada a crucificação de Cristo, justamente em razão de seu testemunho da verdade como uma denúncia justamente do uso desigual da régua, ou seja, da desigualdade entre homens, mulheres, enfermos e vulneráveis, apresentando-se como Filho de Deus, em que então, o testemunho à Verdade e tudo o que diz respeito à mensagem de Cristo, em especial, o uso portanto da régua de medida desigual entre homens e mulheres e entre iguais e enfermos, a perseguição do justo e crucificação do inocente, o julgamento justo, claro e transparente, no lugar da escravidão e opressão e desigualdade, foi tomado como algo a ser escrachado, esculachado, desrespeitado, debochado e tratado com escárnio, enquanto o diabo operava e opera nos homens, - e então se determina um marco temporal do que mais tarde se desdobra como culto ao anticristo, de tratamento a essas questões com escárnio e simulações de julgamentos, enquanto se negocia direitos do justo, como se escravo fosse (Cristo foi vendido a preço de escravo num julgamento que desde o início já tinha a sentença determinada, que era a sua crucificação), com obscuridade e fraudes, nos homens e nos mecanismos que promovem a desigualdade e a opressão do povo de Deus.
Isto é, a crucificação de Cristo foi determinada justamente por seu testemunho da Verdade — uma denúncia direta da régua desigual aplicada na sociedade, que produzia e legitimava a desigualdade entre homens e mulheres, entre poderosos e enfermos marginalizados (cegos, coxos, mancos, deficientes, pessoas adoentadas que eram expulsas e marginalizadas e se tornavam pedintes e andarilhas). Ao afirmar a Verdade, Cristo expõe essa estrutura e confronta a injustiça em sua raiz.
Sua mensagem — de justiça verdadeira, de medida igual, de defesa do inocente e de julgamento claro e transparente — foi tomada como algo a ser escarnecido. Não apenas rejeitada, mas ridicularizada, desrespeitada e tratada com deboche. A Verdade foi invertida em motivo de zombaria.
É nesse ponto que o diabo atua: não só na mentira, mas no escárnio, na inversão e na simulação. O que se apresentou como julgamento foi, na realidade, uma encenação — um processo que já nascia com a sentença definida. Houve negociação do justo como se fosse coisa, redução à condição de escravo, condução marcada por obscuridade, interesses e fraude, tudo revestido de aparência de legalidade.
A crucificação, assim, não é apenas um fato, mas um marco dessa lógica: a perseguição do justo, a condenação do inocente e a manutenção de estruturas que simulam justiça enquanto produzem desigualdade e opressão. É dessa raiz que se desdobra, ao longo do tempo, a repetição desse mesmo padrão — tratar a Verdade com escárnio, simular julgamentos e negociar direitos como se fossem descartáveis. Em outras palavras: o que ali se apresentava como a figura do diabo, mais tarde, se apresenta como o anticristo, na mesma lógica e conduta: homens e mulheres que promovem e praticam a injustiça e disso se desdobra a opressão ao povo de Deus, tratados como se escravos fossem, cuja opressão se dá justamente em razão de títulos, ou seja, de idolatria, por meio da qual se pratica a discriminação, promovem a desigualdade no uso desigual da medida ou no uso da régua injusta, perseguindo os direitos dos inocentes e justos, em contextos e circunstâncias sempre permeadas por escárnio, deboche, desrespeito, cuja violência se dá também, sempre, por meio de fraude, ou seja, mentira (diabo = pai da mentira), enganação, indução ao erro, violência (coação, coerção, intimidação, ameaças de mal grave e injusto, ou contra a vida, integridade moral ou psicológica, etc.), perseguição de direitos, crucificação, marginalização, etc.,; e em que as vítimas são mulheres, enfermos, justos e inocentes.
O diabo se manifesta exatamente nisso: na distorção da justiça, na inversão dos valores e na normalização da injustiça, sustentando mecanismos que oprimem e desigualam sob aparência de ordem.
Logo, a utilização do papel e do título de mãe pelo diabo é uma afronta direta a Cristo, porque se apropria de um símbolo que deveria representar proteção e inocência para sustentar exatamente o oposto: a violência contra os justos, os inocentes e as mulheres. Há um contraste intencional — enquanto Cristo revela a Verdade, a justiça e a medida reta, o diabo opera pela inversão, utilizando aquilo que é reconhecido como sagrado para encobrir, distorcer e legitimar a injustiça. E nisso está a idolatria. Esse ponto é central e importante para ser esclarecido e refletido, porque somente numa reflexão profunda é possível alcançar o entendimento do que nisso reside a idolatria e compreender o seu significado e lógica de atuação. E em como nisso, reside o engano que leva a todos (uma sociedade) a incorrer no mesmo pecado de idolatria, isto é, coletivamente, uma condenação coletiva que alcança um mesmo medo comum. Nesse medo comum a todos é que reside a idolatria que os condena à opressão e a se permitirem fazer ferramenta que ofende a Cristo todos os dias.
É essa afronta de levar a todos a incorrer no mesmo erro e sobre medo e mentira que está o ataque direto ao Cristo e por meio do povo de Deus, preguiçoso em refletir, hipócrita e que se deixa enganar em razão justamente da idolatria, ou seja, de tornar intocável aquilo que os leva a corroborar justamente com a opressão do próprio povo e sentar à mesa do diabo, ou seja, o pensamento comum e compartilhado por todos, como num pacto velado do qual não se fala, mas todos anuem no silêncio de um assunto intocável ou tabu, em que se coloca num pedestal um título, que instrumentaliza a violência e a opressão; serve de arma para promover justamente aquilo que o Filho de Deus, veio denunciar e trazer à luz da Verdade. E não só isso, macula o sagrado, que é a maternidade. E o que macula não é a maternidade em si, mas o medo, a mentira, o engano, o tabu, ou seja, a idolatria que se cria em torno do que é sagrado. É essa idolatria em torno do que é sagrado que promove a mentira da qual o diabo se serve justamente para afrontar ao Cristo.
E por causa disso justamente, desse pacto coletivo silencioso de tornar um tabu, aquilo que no fundo todos sabem que é arma para violência, (o título, a idolatria em cima do papel de mãe), mas que resistem em encarar por temer não serem capazes de "dar conta" do assunto e de que se desdobrem males maiores, temendo o imaginário para não encarar a realidade, é que nessa covardia mantida pela hipocrisia e pela mentira, validam o diabo e a violência, permitem portanto a opressão do seu povo, unicamente para não ter que ter o desprazer de encarar de frente, o tabu, a idolatria, mas é justamente nisso, nesse ato é que se condenam. Não se condenam no que temem que aconteça, e do que tentam evitar e portanto resistem; na verdade, se condenam justamente na mentira que validam para não ter que encarar o que temem. É nisso que se condenam. E todos, coletivamente validam a mentira, em que o diabo se promove escarnecendo do Cristo por meio do seu próprio povo. Nisso Cristo é ofendido todos os dias.
Nesse simbolismo, não é a maternidade que está em questão, mas a sua idolatria enquanto título social, elevado a um lugar intocável. É justamente esse lugar que permite a distorção: sob a aparência de cuidado, protege-se a violência; sob a aparência de fragilidade, sustenta-se quem age com plena consciência e capacidade. O que deveria ser proteção do inocente passa a ser blindagem do injusto.
Há, então, uma encenação contínua: quem pratica a violência se apresenta como forte e autônomo para agir, mas se refugia nessa estrutura simbólica para não responder. E essa proteção não se limita a vínculos reais — ela se expande socialmente, sendo reproduzida por quem se identifica com esse título e o utiliza como instrumento de defesa, reforçando a desigualdade e a perseguição.
O diabo, nesse contexto, se manifesta exatamente nessa inversão: transforma o sagrado em mecanismo de encobrimento, naturaliza o absurdo e sustenta uma lógica em que o erro é protegido e a vítima é exposta. E tudo isso se mantém porque é revestido de tabu — não se questiona, não se enfrenta, não se nomeia.
Por isso, o contraste é direto: Cristo expõe, o diabo oculta; Cristo iguala, o diabo distorce; Cristo sustenta a justiça, o diabo sustenta a impunidade. E quando o que deveria ser sagrado é utilizado para proteger a violência, não há apenas erro — há uma corrupção profunda do próprio sentido do sagrado, que passa a servir à manutenção da misoginia, da desigualdade e da injustiça.
É nesse ponto que a reflexão se impõe: romper o silêncio, retirar o título do pedestal e devolver à maternidade o seu verdadeiro sentido — o de proteção do inocente, e não de blindagem da violência.
Não se tratam de mães cuidando de seus filhos inocentes e pequenos, mas de mulheres protegendo homens adultos em condutas bestiais de perseguição contra mulheres, mas que se apresenta como se natural fosse, a proteção de mulheres, muitas das vezes, sem qualquer grau de parentesco sequer com esses homens, e outras vezes sim, mas especialmente, porque se identificam com o papel atribuído ao título de mãe, ou seja, a uma idolatria de culto be***al e sem sentido que reside unicamente no imaginário, porque afinal tratam-se na maioria de desconhecidos e adultos, em que a mulher se identifica como a mãe e o homem é um desequilibrado movido por conduta doentia, obstinada e bárbara, e que, ainda que uma conduta bizarra, doentia e repugnante, que não encontra justificativa para se apresentar ou deliberar, se apresenta mesmo assim, e age, e delibera, e atua vigorosamente e em massa em favor de poupar esses homens de responsabilidade, os colocando como intocáveis, justamente em razão do uso desse artifício imaginário, ou seja, cultuado mesmo quase como um ritual, porque em nada concreto se sustenta, nem tampouco nas leis (pelo contrário), senão no tabu, na idolatria do papel de mãe, na idolatria ao título, ou seja, em algo que se faz sem saber o porquê, mas unicamente em crenças das quais não se admite e até se nega, mas se replica sem sentido ou razão, exatamente, como num ritual.
Ocorre que o deus que é honrado nesse ritual é justamente a figura de belzebu, que é quem pede por tais sacrifícios de inocentes sob contexto de zombaria ao Cristo, isto é, em circunstâncias em que se nega o Cristo, por meio do erro, do engano e com deboche e sarcasmo, e ainda, sob idolatria que culmine justamente no sacrifício de inocentes, na crucificação de justos e na perseguição de justos e marginalização de enfermos.
Ocorre que, na idolatria — e é por isso que ela remete ao paganismo e à barbárie —, já não há compromisso com a razão nem com a Verdade. Nada precisa fazer sentido, porque o que impera é a fé cega, uma adesão acrítica que dispensa questionamento. É a lógica de culto a Baal: a crença de que sacrificar inocentes trará algum tipo de benefício ou prosperidade.
No plano simbólico e social, isso se traduz de forma concreta: sacrificam-se direitos, distorce-se a justiça e negociam-se vidas e dignidades em favor de interesses escusos. Produzem-se decisões já direcionadas, em que a sentença está previamente inclinada a favorecer os algozes — especialmente homens que praticam violência contra mulheres, enfermos e justos — enquanto os direitos das vítimas são relativizados ou descartados.
Trata-se de uma atuação irracional, mas funcional dentro dessa lógica: não se busca justiça, busca-se vantagem. E essa vantagem é obtida justamente pela inversão — transformando o erro em prática aceitável e o sacrifício do inocente em meio para alcançar fins ilícitos.
Nesse sentido, a idolatria não é apenas erro de crença — é estrutura que sustenta a distorção. Ela opera como culto ao próprio desvio, seja sob o nome de Baal, Belzebu, diabo ou, nos termos atuais, sob manifestações que refletem a mesma lógica do anticristo: a negação da Verdade, a inversão dos valores e a normalização da injustiça.
O que existe é uma encenação deliberada, em que um homem plenamente responsável por seus atos é colocado sob aparência de fragilidade, não para ser protegido legitimamente, mas para sustentar a prática da injustiça sem responsabilização. O “colo” deixa de ser espaço de cuidado e passa a ser instrumento de distorção.
E essa distorção não é neutra — ela vem carregada de deboche e escárnio. O diabo não apenas esconde, ele ridiculariza a verdade, inverte os valores e sustenta uma lógica em que o errado é protegido com aparência de virtude. Assim, o título, idolatrado e colocado como intocável, deixa de ser apenas um escudo: torna-se ferramenta ativa para praticar a injustiça, relativizar a violência e perpetuar a desigualdade.
É por isso que não se trata só de encobrimento, mas de operação: uma estrutura que permite agir, perseguir, destruir — e, ao mesmo tempo, evitar qualquer consequência. Tudo isso sustentado por uma aparência socialmente legitimada, que impede o questionamento e transforma o absurdo em algo tolerado.
O diabo se manifesta exatamente nessa dinâmica: na inversão do sentido do sagrado, no uso do título como instrumento de poder e na manutenção de uma lógica em que a injustiça não apenas acontece, mas é protegida, justificada e praticada com escárnio. Importante lembrar que Cristo, ao ser crucificado, foi escarnecido e humilhado, ao passo que gritavam "Rei, Rei!", e a coroa que lhe puseram foi a de espinhos, enquanto era torturado e humilhado diante do povo, que lhe foi dado como herança por seu Pai.
Romper com isso exige nomear o que está sendo feito: não é cuidado, não é proteção — é distorção, é uso indevido do sagrado e é participação ativa na manutenção da injustiça.
E é justamente aí que está a armadilha: o título é elevado a algo supostamente sagrado, e, por isso, o povo evita questionar, evita tocar no assunto, evita confrontar. Há medo — medo de parecer desrespeitoso, medo de incorrer em erro, medo de “pecar”. E é esse medo que sustenta tudo. Ao não enfrentar, ao não nomear, ao não discutir, o coletivo acaba corroborando com a própria injustiça.
O apego ao título é a cilada do diabo (expressão bíblica). Porque não se trata mais de verdade, nem de justiça — trata-se de preservar uma intocável. E, ao fazer isso, troca-se a Verdade pelo conforto, a justiça pelo silêncio. O resultado é direto: a estrutura se mantém, a violência continua e a responsabilização não acontece e nasce aí a certeza da e a liberdade para seguir perseguindo mulheres, incitando o ódio contra mulheres, a violência contra a mulher, contra o justo, o inocente e a marginalização do enfermo.
Nesse ponto, a afronta se revela de forma mais profunda: é como se o diabo, por meio dessa distorção, expusesse a fragilidade do próprio coletivo — “olha o que faço: se deixam enganar por títulos, se calam diante do erro, temem a Verdade mais do que enfrentam a injustiça”. Não é apenas engano, é escárnio. Uma afronta direta ao Cristo e por meio do povo, sua herança, todos os dias. Não à toa se diz que o povo nega a Deus todos os dias e ofende o seu Salvador todos os dias... Se o povo não é capaz de reconhecer sequer o que faz contra o seu Libertador, a quem da boca prá fora declara "eu aceito", por que é tão arrogante, se é cego? O homem devem reconhecer a sua mediocridade, não é capaz de enxergar a si mesmo.
enquanto Cristo revela a Verdade e a justiça, o diabo opera pela inversão, utilizando o sagrado não apenas para encobrir, mas para viabilizar a própria injustiça.
E a armadilha se sustenta justamente na idolatria: o título é colocado em um pedestal, tratado como intocável, imune a questionamento. O povo, então, recua — não por discernimento, mas por medo. Medo de confrontar, medo de “pecar”, medo de tocar no que foi culturalmente blindado. E, ao fazer isso, abandona a Verdade para preservar uma imagem.
Esse apego é à de mãe é o que leva à condenação, essa é a idolatria. Assim, como o apego à imagem de justo juiz, ou qualquer outro título que sirva à idolatria, por exemplo, sacerdotes, ou que mais seja, dos títulos e status e posições em sociedade, em que aquele que faz uso, é levado, incitado ou instigado pelo diabo, pelo favorecimento e proteção a cometer fraudes, violências, se vestir de poder para promover violência ou opressão contra mulheres, enfermos ou para deliberar a perseguição de justos e inocentes, em razão do cargo, da função, do status, do lugar que ocupa na sociedade ou num local de convívio, num núcleo de convivência, etc., ou seja, a levar o povo a ter como intocável um lugar no qual poucos são eleitos a ocupar ou títulos como o título de mãe, e desse lugar podem se servir, para embasar proteger o homicida, o homem violento, o corrupto, o mentiroso, o enganador, enfim, servir de proteção e berço ao "filho do diabo" (expressão bíblica) enquanto disso se serve o homem oportunista, (dessa proteção do título para se vestir de "filho do diabo") corrompido para praticar injustiças, promover opressão ou desigualdades e injustiças e não responder por isso, porque o povo é levado a cultuar tal título como se um deus num pedestal fosse, ou como se fosse algo a ser oferecido a um deus, já que se torna intocável, isto é, idolatrado, impenetrável, sem razão de ser ou algo que justifique a conduta cega. Ocorre que ao idolatrar o título, transfere-se para ele um valor absoluto que não deveria ter. A Verdade deixa de ser o critério. A justiça deixa de ser o parâmetro. O que passa a reger é a manutenção da aparência.
E é nesse ponto que o diabo escarnece: não apenas engana, mas expõe — como quem diz que o povo se curva a títulos, teme a Verdade e se cala diante da injustiça. A idolatria, então, não é neutra — ela sustenta a distorção, protege o erro e permite que a violência continue sendo praticada sob aparência de legitimidade
Por isso, o problema não é o título em si, mas o lugar que se dá a ele. Quando ocupa o lugar da Verdade, torna-se instrumento de engano. Quando se torna intocável, passa a operar contra a justiça.
Romper com isso exige retirar o título do pedestal e recolocar a Verdade no centro. Porque o que é sagrado não pode servir à injustiça — e quando serve, não está sendo preservado, está sendo corrompido.
>>> O povo, em grande medida, ainda entende idolatria de forma superficial, como se fosse apenas adorar imagens ou símbolos visíveis. Mas, no sentido mais profundo, idolatria é colocar qualquer coisa acima da Verdade e da justiça, tornando-a intocável, imune a questionamento.
É justamente aí que a armadilha se fecha: quando um título — como o de mãe — é elevado a esse lugar, ele deixa de ser um papel legítimo e passa a funcionar como instância de blindagem. Não se discute, não se confronta, não se questiona. E isso não é respeito — é submissão a uma construção social que foi sacralizada indevidamente.
O problema não é desconhecimento simples — é um deslocamento de referência. A régua deixa de ser a Verdade e passa a ser o .
>>>> A justiça deixa de ser o critério, e o que prevalece é a preservação da .
E é exatamente nisso que o diabo opera com precisão: não precisa destruir o que é sagrado — basta distorcer e ocupar o lugar do sagrado com algo que não pode ser questionado. A partir daí, o povo, acreditando estar fazendo o certo, passa a sustentar a própria .
Por isso, a sobre o que é idolatria não é neutra — ela mantém a estrutura funcionando. Enquanto não se reconhece que idolatria é colocar qualquer coisa acima da Verdade, continua-se protegendo o erro, evitando o confronto e permitindo que a injustiça se perpetue.
O ponto crítico é esse: sem entender , não há como romper com ela. E sem romper com ela, a Verdade sempre ficará em segundo plano.
O diabo atua exatamente aí: não criando algo novo, mas distorcendo o que já existe. Usa o título, usa o símbolo, usa o que é socialmente reconhecido como legítimo para inverter sua função. Assim, o que deveria proteger o inocente passa a proteger o agressor — não por cuidado, mas por blindagem simbólica.
E é essa inversão que sustenta a misoginia: uma estrutura em que homens respondem como adultos para agir, mas são tratados como se não devessem responder pelas consequências — porque existe um mecanismo social que os retira do lugar de responsabilização.
O ponto central é esse: não há cuidado — há encobrimento. E esse encobrimento, sustentado pela idolatria do título, é o que permite que a violência continue operando sob aparência de legitimidade.
O diabo, nesse simbolismo, não é apenas o pai da mentira e da enganação, mas também do deboche e da inversão. Isso se revela no próprio escárnio contra Cristo, coroado com espinhos enquanto era ironizado como rei. A lógica é a mesma: transformar o que é sagrado em objeto de distorção, ridicularizar a verdade e proteger o erro.
Por isso, evitar temas incômodos ou tratá-los como intocáveis não é prudência — é exatamente o terreno onde o diabo atua. Quando um assunto se torna tabu, blindado pela falsa ideia de sacralidade, ele deixa de ser questionado, e é nesse silêncio que a distorção se sustenta.
Enfrentar esse tipo de estrutura exige o oposto: clareza, coragem e disposição para nomear o que está errado. Deus não é associado ao medo, à omissão ou à hipocrisia, mas à verdade e à justiça. Onde não há enfrentamento, a injustiça se mantém; onde há verdade, a distorção perde espaço.
Trata-se, portanto, de uma infantilização estratégica, que suspende a responsabilização e sustenta a impunidade, reforçando diretamente as estruturas do patriarcado e da misoginia.
A imagem provoca reflexão, hoje, a partir de um ponto central: a misoginia sustentada pela praticada em razão do título de mãe.
Não se trata da maternidade em si, mas do uso desse título como escudo absoluto, colocado em um pedestal, acima de qualquer responsabilização. Nesse sentido, o simbolismo aponta para o mal operando justamente por meio da idolatria — quando um título é sacralizado a ponto de justificar a proteção da violência.
A figura da mãe, nesse contexto, aparece como instrumento dessa distorção: ao invés de responsabilizar, acalenta e protege, exclusivamente em razão do título que carrega. E o que ela traz no colo não é uma criança, mas a própria violência — o ódio, a perseguição, o homem que agride, persegue direitos e destrói mulheres. Ainda assim, ele é mantido nessa posição simbólica de “criança indefesa no colo da mãe”, como se fosse incapaz, imaturo, isento de culpa, alguém que não responde por seus atos.
Há, então, uma duplicidade estrutural: esse homem é adulto quando pratica a violência — decide, age, persegue de modo doentio e obstinado, destrói e por vezes mata. Mas, no momento de responder, recua à condição simbólica de criança, sustentado pela mãe e pelo título que ela ocupa. Torna-se um “bebê no colo”, tal qual a imagem do filme, que mescla o perfil adulto com a posição de criança no colo de uma mulher, como se fosse sua mãe a lhe livrar de responder pelos seus crimes e atos doentios e obstinados contra as mulheres, os justos e inocentes (representação da figura do Cristo, que é açoitado enquanto a mulher perambula pelas pessoas com o adulto em forma de criança no colo), e em que a responsabilidade não o alcança, porque encontra muralha no acalento da mãe desse homem, sob forma de criança no seu colo, protegido pela idolatria desse papel materno, que o isenta social e moralmente. É a imagem do adulto infantilizado, que nunca cresce porque sempre encontra abrigo nesse lugar.
Esse mecanismo revela como o patriarcado se mantém: não apenas pela ação dos homens, mas também pela legitimação simbólica que encontra na de certos papéis na sociedade, dentre eles, o papel de mãe. O título de mãe, quando absolutizado, passa a operar como medida desigual — protege o agressor, silencia a vítima e perpetua a discriminação e a violência.
Esse simbolismo é visualmente representado em A Paixão de Cristo. Na cena em que Jesus é açoitado, surge a figura andrógina que representa Satanás, carregando no colo um “bebê” deformado. A construção não é literal, é simbólica: o mal se apresenta por meio de uma imagem de cuidado, utilizando a forma da maternidade.
O ponto central não é apenas a presença do diabo, mas como ele se manifesta — fazendo uso de uma imagem que remete à proteção e ao afeto para circular entre as pessoas. O “bebê” no colo não representa inocência, mas uma distorção: é a violência mantida e protegida sob a aparência de fragilidade.
A cena, assim, explicita a lógica da idolatria: quando títulos são colocados acima da verdade e da justiça, tornam-se instrumentos do diabo. É por meio deles que se naturaliza o injustificável, que se protege o agressor e se permite que inocentes — entre eles, mulheres vítimas dessa estrutura — sejam açoitados e crucificados simbolicamente.
O que essa imagem suscita, no contexto atual, é uma reflexão sobre a misoginia a partir de um fenômeno social estruturante: a idolatria de títulos, especialmente o título de mãe, entendido como construção cultural que opera como mecanismo de proteção aos homens. Não se trata da pessoa em si, mas do lugar simbólico que esse título ocupa — um lugar sacralizado, elevado acima da crítica, da responsabilização e da aplicação de uma medida justa.
É em razão dessa estrutura que se estabelece uma distorção funcional: o homem que pratica violência contra mulheres é reconhecido como plenamente capaz no momento da ação — decide, persegue, agride, destrói —, mas deixa de ser tratado como tal quando se trata de responder por isso. Nesse ponto, ocorre uma regressão simbólica: ele passa a ser sustentado por esse título, como se fosse alguém incapaz, imaturo, colocado em uma posição de dependência que não corresponde à realidade dos seus atos.
Forma-se, então, uma lógica desigual e seletiva: a autonomia masculina é afirmada para exercer poder e violência, mas suspensa quando a responsabilização é exigida. E isso não acontece por acaso — acontece porque o título, enquanto fenômeno cultural, é idolatrado. Ele se transforma em uma instância de blindagem, que relativiza a violência, encobre o agressor e perpetua a desigualdade.
Nesse sentido, o “colo” assume um significado simbólico específico: não representa cuidado legítimo, mas um dispositivo de proteção que carrega um homem adulto sob a aparência de fragilidade, algo claramente doentio e repugnante, mas que se mantém e se sustenta e prevalece até os dias de hoje, justamente, em razão do tabu, ou seja, da idolatria, algo imputado do qual não se discute e nem se toca no assunto como se sagrado fosse e assunto intocável.
Sagrado é a maternidade e o cuidado com a criança e não a proteção de homicidas e homens hostis que perseguem mulheres de modo doentio e be***al.
Há uma hipocrisia e um apego selado em pacto com o diabo gritante na feita de mulheres defenderem homens violentos e perseguidores de mulheres em razão da fala de outra mulher que se apresenta com o titulo de mãe ou como se a sua mãe fosse, porque de modo também doentio, se identificou com esse lugar e papel e passou a tomar as dores de homens hostis, violentos, homicidas, perseguidores e desequilibrados.
Aliás, isso macula o sagrado da maternidade.
Trata-se de uma infantilização estratégica, que permite evitar consequências e sustentar a , reforçando o patriarcado e a .
Nesse sentido, o “colo” assume um significado simbólico específico: não representa cuidado legítimo, mas um dispositivo de proteção que sustenta um homem adulto sob a aparência de fragilidade — uma distorção pagã, doentia, repugnante e injustificável. Ainda assim, essa lógica persiste porque é blindada pelo tabu, pela idolatria de um título que se coloca como sagrado e, por isso, não se questiona, não se discute, não se enfrenta.
Mas é preciso romper essa confusão: o que é sagrado é a maternidade enquanto proteção do inocente, da criança, do vulnerável — não a sua instrumentalização para acobertar violência, justificar perseguições e defender homens obstinados em destruir mulheres. Quando esse título é utilizado para esse fim, há uma profanação do sagrado, uma corrupção do próprio sentido da maternidade.
Essa distorção se sustenta justamente porque se apoia no silêncio imposto pelo tabu: não se toca no assunto, não se nomeia o problema, e assim ele continua operando. O resultado é a manutenção de uma estrutura que protege a violência e perpetua a desigualdade.
Trata-se, portanto, de uma infantilização estratégica, que permite evitar consequências, sustenta a impunidade e reforça diretamente o patriarcado e a misoginia, ao mesmo tempo em que macula aquilo que deveria ser, de fato, inviolável: o cuidado legítimo com quem é realmente vulnerável.
Esse mecanismo encontra um paralelo visual na cena de A Paixão de Cristo. Durante o açoite de Jesus, a figura que representa Satanás aparece carregando um “bebê” de aparência inquietante. O impacto não está apenas na presença do mal, mas na forma como ele se apresenta: utilizando a imagem da proteção e do cuidado para circular sem ser confrontado.
O simbolismo é direto: o mal se vale de estruturas legitimadas socialmente — como títulos — para operar. A imagem do que é carregado no colo não expressa inocência, mas distorção. Da mesma forma, no plano social, a idolatria do título de mãe pode funcionar como instrumento de encobrimento, permitindo que a violência masculina contra mulheres seja protegida, relativizada e, em última análise, perpetuada.
O ponto central é esse: o título, quando idolatrado, deixa de ser apenas um lugar simbólico e passa a operar como mecanismo ativo de sustentação da desigualdade e da violência.
No filme A Paixão de Cristo (2004), dirigido por Mel Gibson, existe uma cena que chamou atenção de muitos espectadores pela estranheza.
Enquanto Jesus é brutalmente açoitado, surge ao fundo uma figura misteriosa, de aparência sombria e andrógina, segurando um “bebê” com traços inquietantes. Mesmo sem dizer uma palavra, a presença desse personagem causa desconforto e levanta questionamentos.
O detalhe é que essa cena carrega um simbolismo profundo que poucos perceberam na época. A figura representa Satanás, que aparece com a criança como uma forma de provocar e tentar abalar Jesus, sugerindo uma distorção do amor e do cuidado.
Enquanto Cristo sofre, a cena cria um contraste forte, trazendo uma mensagem visual intensa sobre tentação, sacrifício e a batalha espiritual retratada ao longo do filme.