09/07/2025
Faz um mês que comecei a jogar tênis — e faz um mês que venho me reencontrando comigo mesma.
Não é sobre o corpo ou sobre a técnica (que, sim, ainda preciso melhorar muito). É sobre perceber como, muitas vezes, a gente se prende em caixinhas do que “deveria” fazer, e esquece de olhar para o que realmente faz sentido pra gente.
Por muito tempo, eu quis sair do sedentarismo. Queria cuidar do meu corpo, ter mais qualidade de vida. Sempre falei que quero ser uma velhinha que levanta sozinha da cama (e com agilidade 😅). Mas a verdade é que nunca consegui me encaixar na musculação. E, ao contrário do que dizem, eu não saía de lá mais feliz. Saía me perguntando o porquê de estar ali.
Foi o tênis que me ensinou o valor da constância, da paciência e da resiliência. Me mostrou que eu posso sim me apaixonar por me movimentar — se eu encontrar um propósito real, um prazer no presente.
Hoje, eu faço musculação porque quero jogar melhor tênis. E isso virou o meu ponto de ligação. Quando vejo que estou melhorando no jogo, quero me cuidar mais ainda fora da quadra. O ciclo se retroalimenta.
O tênis me ensinou que eu posso sim ter hobbies, aprender algo novo, me desafiar de forma leve. Ele tem me ajudado a organizar meus pensamentos, a estar mais presente e a me conectar com uma parte minha que estava adormecida.
Então, se você ama musculação, continue! Mas se você não gosta, talvez seja hora de encontrar uma motivação que te empolgue agora — algo que te faça sentir o bem-estar no presente, não só no futuro.
Às vezes, o que a gente precisa é só de um novo ponto de partida. 🎾