Ser Mulher - Psicologia do Feminino

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Ser Mulher - Psicologia do Feminino Psicologia do Feminino Freud as colocou como enigma, deixando sobre elas mais perguntas que repostas - afinal, o que querem as mulheres? Sempre há.

Essa pergunta, realizada pelo pai da psicanálise, foi uma das suas maiores contribuições a uma suposta Psicologia do Feminino. Em seguida veio Lacan, dizendo-nos que A mulher não existe, pois não haveria, em última instância, um único elemento que as pudesse definir como um grupo. Pois bem, há controvérsias. Ainda bem que há. Primeiro por que se trata apenas de UM possível discurso sobre o feminino. E são tantos os que existem, e, mais importante, os que estão por existir! Mesmo dentro da ciência psicológica são diversos os modos de entendimento do ser feminino. Nasce-se mulher? Torna-se mulher? Ou ambas as coisas? Cada linha de pensamento procura uma compreensão dentro da sua lógica, com as ferramentas de que dispõe. E, convenhamos, compreender a amplitude do universo feminino só pode ser aceitável com caminhos igualmente amplos. Em segundo lugar, os dois autores citados são homens, os quais viveram numa determinada época, num determinado lugar. Será, então, que podemos generalizar e universalizar teorias e conceitos sobre o feminino, levando-se em conta a volatilidade das nossas sociedades? Há que diga que sim; há quem diga que não. O que não dá para negar é que, a cada dia, surgem novas questões, novas situações, novos tipos de relações que exigem das mulheres novos posicionamentos; outras formas de ser no mundo. Há também aquelas que, apesar de sempre atravessadas pelo social, dizem respeito a aspectos do feminino que existem desde sempre, como o ato de gestar, parir e criar outro ser humano. Enfim, são numerosas e diversas as questões que constituem uma subjetividade feminina, e a complexidade do assunto tem-se mostrado cada vez mais urgente de ser colocada em pauta e em discussão. Não só mulheres, mas também os homens, crianças e a própria sociedade correm um perigoso risco de cair em adoecimento e sofrimento quando o feminino se vê ameaçado em sua potencialidade.

Outro dia levei meu filho (8 anos) na natação e me atrasei um pouco para buscá-lo. Quando cheguei, ele já estava no vest...
12/11/2021

Outro dia levei meu filho (8 anos) na natação e me atrasei um pouco para buscá-lo. Quando cheguei, ele já estava no vestiário a meio caminho andado da função de se secar, se trocar, etc. Quando estávamos saindo ele virou pra mim e disse: "Hoje me senti muito responsável, pq você não tava lá quando eu saí da aula e tive que me trocar sozinho." Sorri e perguntei: "E isso foi bom ou ruim?". E ele, muito sério respondeu: "Foi bom. Eu gosto de ter responsabilidade."
Tirando o aspecto fofo e engraçado (quem conhece a pessoa sabe o quanto falas corriqueiras se transformam em verdadeiras piadas saindo da sua boca, rs), aquela constatação ficou ressoando em mim desde então.
Não sei se ele falava de responsabilidade mesmo, ou se o que o excitou foi o sentimento de autonomia e liberdade. Se bem que, no fim das contas, isso tem tudo a ver mesmo com responsabilidade. Não dá pra ser livre sem ser responsável. Para além de ser uma questão sobre criação de filhos, o que me pegou foi o fato dele ser um menino/homem e a relação disso com esse grande maquinário que nos rege chamado machismo. Explico -me: há pouco compartilhei um post que tratava disso, do quanto a naturalização da ideia de que a mulher amadurece antes que os homens oprime as primeiras e limita os últimos. É como se a mulher carregasse o gene do cuidadorismo e ao homem faltasse até mesmo um aparato biológico que lhe garantisse a própria sobrevivência. A quem interessa essa nossa "síndrome de cuidadora"?
"Por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher."
Vocês já pararam pra pensar nesse dizer popular? É tão perverso que por muito tempo nos fez acreditar que era um elogio ao feminino. E assumimos isso, contribuindo no cotidianos dos nossos relacionamentos masculino-feminino com não apenas o apagamento da mulher, mas com sua exploração.
Sim, exploração. Somos exploradas nos cuidados com a casa, na criação dos filhos, no trabalho (quando temos que fazer mais que um homem pra provar nossa competência). (Continua nos comentários)

Essa noite tive um sonho bom. Bom é pouco. Qual é o oposto de pesadelo?Pois bem. Meu desejo realizado oniricamente foi o...
08/01/2021

Essa noite tive um sonho bom.
Bom é pouco. Qual é o oposto de pesadelo?
Pois bem. Meu desejo realizado oniricamente foi o seguinte: teríamos vacina para todos. Já. Agora. A pandemia acabaria assim, de uma vez. Como num passe de ciência.
Ao acordar antes da hora, diante da mini invasão de júbilo pela fake news dos meus sonhos, minha associação livre chegou fácil ao resto diurno irresponsável pela deliciosa falsidade noturna.
Antes de engatar no sono dos bons, meu pequeno muro, Murilo, fazia seu balanço prévio do ano que se inicia: "o ruim é que vai ter vacina..." Interrompi-o, quase brava. Senti-me como aquela mãe religiosa ferrenha diante de um escape herético saído ingenuamente da boca da sua cria. Mas nem precisei lhe pedir explicações. Desde o início desse ano infindável é isso o que o atormenta: "Não gosto de injeção, mãe".
(A mamãe também não, filho)
Também nem precisei tecer a ladainha do mal (agulha) que vem para o bem (e que bem!). Ele seguiu nos prós depois do contra: "Mas o bom é que a gente vai poder sair e eu vou poder ir no impulse park. Lembra que a minha festa de aniversário vai ser lá?". Sim filho, estou te devendo uma festa de 7 anos. E não tenho coragem de te dizer da probabilidade de mais esse não acontecer, agora aos 8. Afinal, foi só um sonho.
Que estranho e protegido mundo, esse, das crianças. E ao escrever isso me cresce uma bola na garganta à imediata clareza de que não são todas as crianças que têm esse privilégio: o da alienação. Tem as que nunca tiveram (muitas muitas, mundo afora, Brasil adentro); tem as que sempre tiveram, mas um vírus as fez escorregar para a esfera do real - o vô, a vó, o pai, uti, tubos, caixão.
Definitivamente não há nada que me comova mais que o desamparo infantil. E desse, nenhum adulto está livre. Tanto é que não consigo assistir a filmes que retratam crianças vivendo numa guerra. O menino de pijama listrado. Não vi, nem vou, provavelmente nunca. O mundo devia ter faixas etárias indicativas de suportabilidade. "O Real é impróprio para menores de 12 anos."
Falando na estupidez bélica humana, será que o "vacina para todos" vai equivaler ao "a guerra acabou"?
O que será que vamos sentir? Qual será a psicopatologia do futuro? Será ela um subtipo do transtorno de estresse pós-traumático? Ou essa guerra merece uma doença nova, única e exclusiva? Não dá pra perder essa oportunidade, né DSM 6?
De uma coisa estou certa: teremos um estímulo universal suscitador de crises de angústia pós pandemia. O cheiro do álcool em gel. Ultimamente ando obsessiva com essa ideia. A de que o cheiro da limpeza e assepsia será o gatilho coletivo que nos transportará a um passado não tão distante, quando os dias não passavam e o medo e a estupidez dos governos e dos povos também não.
Confesso que já começo a temer esse antiperfurme do futuro. Porque ele trará consigo o medo do nosso presente, que ainda não sabemos quando se transformará em passado.
E tenho inveja da minha criança.
Quero voltar a sentir medo de injeção.

Era só isso mesmo 😉
23/10/2020

Era só isso mesmo 😉

Como "escutar" uma violência sexual? Uma verdadeira escuta só acontece se conhecemos a fundo o fenômeno que está por trá...
14/09/2020

Como "escutar" uma violência sexual?

Uma verdadeira escuta só acontece se conhecemos a fundo o fenômeno que está por trás da história que nos é contada.
A violência sexual é tão complexa, atravessada por tão diversos fatores, que exige estudo e dedicação constantes daqueles que se encorajam a enfrentá-la.
Se você é uma dessas pessoas, convido-te a participar dessa aula, onde abordaremos aspectos fundamentais para o desenvolvimento de uma boa capacidade de escuta.

Com a psicóloga Patricia Lages, autora do livro "Abuso sexual infantil através das gerações - herança mal dita"

Inscrições:

https://www.sympla.com.br/escutando-o-abuso-sexual-infantil---turma-2__951423

Eu acho sim que já caminhamos um pouquinho. Minha geração já conta com alguns poucos homens um pouco menos egoístas. Hom...
03/09/2020

Eu acho sim que já caminhamos um pouquinho. Minha geração já conta com alguns poucos homens um pouco menos egoístas. Homens que conseguiram, finalmente, olhar para o lado e reconhecer os pesos que nós mulheres carregamos há séculos, anos, dia a dia. Mas, ainda é pouco. Muito pouco. (Não pedirei desculpas pela deselegância da repetição do termo, a culpa é toda de vocês).
Pouco, raro, escasso. É ainda nesse pé que estamos quando o assunto é uma masculinidade aceitável, desejável.
Por isso, meus admiráveis (poucos) homens novos, peço-lhes ajuda. Porque seus antigos companheiros de caverna não nos escutam. Para eles, a única esperança é o diálogo com seus semelhantes, e olha lá! Estamos cansadas, sabe? Precisamos renovar a base. E talvez vocês, recém-saídos da cegueira sejam o pulo do gato pro sucesso da empreitada.

(Lembrando: vocês nos devem isso! Porque fomos nós que os tiramos - a muito custo - da idade da pedra da relação masculino-feminino.)

Não sabe como fazer isso? Eu te ajudo. (sempre né?):

1. Comente com seu amigão machão, assim, despretenciosamente, sobre as tarefas domésticas que são sua responsabilidade. Pode abusar do seu conhecimento sobre os melhores eletrodomésticos e descobertas sobre produtos de limpeza caseiros. O desafio é naturalizar a divisão de tarefas entre pessoas que habitam a mesma casa.
*Importante: cozinhar só vale se for frequente e se for você também o responsável pela louça. Se essa prática se restringir a pratos gourmet pra postar no instagram, volte dez casas e repense. (Talvez eu não esteja falando com você).

2. Tudo bem, você pode se queixar para seus pares falocentristas do quanto a rotina anda pesada - casa, crianças, trabalho. A gente sabe, cansa né? Mas, nunca, jamais, ever! fale num tom de "olha como faço além do que eu deveria!". Acreditem, vocês ainda estão longe de competir conosco nesse quesito.

3. Sabem aquele ditado: "quem pariu Mateus que o embale"? Então... NÃO! Quem pariu já carregou no ventre por nove meses, com todo o peso emocional que vem junto com os muitos quilos a mais. Embala Mateus quem gosta e é responsável por Mateus. Você, que não se acha um pai super mais legal que todos os outros só porque uma vez na vida outra na morte saiu sozinho com seu filho, que tal convidar aquele seu amigo pra um programinha com as kids, sem as mães, só pais e filhos? Mostrem para eles que é possível fazer de uma forma tranquila, sem serem obrigados por uma mulher aos prantos que acabou explodindo de esgotamento e revolta com esses seus amigos que acreditam que estão sempre nos fazendo um favor.

Eu teria muitos outras dicas. Mas acredito de verdade que vocês são inteligentes e já pegaram o espírito da coisa.
Vamos combinar, a vida não é bem melhor assim? Pra todo mundo? E nem é tão difícil! Contamos com vocês para espalharem essa ideia!

ALERTA: conteúdo forte sobre violência sexualQuando eu trabalhava numa delegacia especializada em crimes contra crianças...
17/08/2020

ALERTA: conteúdo forte sobre violência sexual

Quando eu trabalhava numa delegacia especializada em crimes contra crianças, atendi alguns casos de crianças que haviam engravidado de seus estupradores. De todas elas me lembro bem. Até demais.
11 anos, menina pequena e magrinha, corpo de 9. Com sua voz frágil, hesitante e assustada, parecendo ainda não enteder bem o que lhe acontecera, descreveu-me a cena que, de tão impactante, permanece em mim até hoje, fazendo-me ter a sensação de que presenciei todo seu terror. O ab**to foi espontâneo, no banheiro da casa da avó. A família almoçava normalmente na sala. Começou a sangrar muito e, quando se deu conta, era um feto que saía de dentro de si. Muito assustada, enrolou-o em papel higiênico e colocou-o dentro da latinha de lixo. Voltou para a sala. Fico imaginando com que feição. Pouco tempo depois alguém encontrou o feto onde ela havia deixado. Turbilhão. Delegacia. Eu e aquela menina. A história piora. Acho que não aguento continuar.
Eu queria muito acreditar que uma posição dessa senhora do post é fruto apenas de ignorância sobre a questão do abuso sexual infantil, mas tenho a triste certeza de que estaria errada. É muito mais uma questão de caráter. Eu até compreendo a dificuldade de algumas pessoas, não muito familiarizadas com o fenômeno, de entenderem algumas de suas especificidades. A demora das vítimas para revelarem é uma delas. Geralmente é um processo muito complicado, que demanda intenso trabalho interno, subjetivo. Mas essa menina de hoje, absurdamente exposta, alegou o motivo mais óbvio e justificável para seu silêncio - tinha medo das ameaças de morte do seu estuprador. Sério que não dá pra entender?
Culpabilizar uma criança, violentada desde seus 6 anos de idade, não pode ser fruto apenas de ignorância. Eu não sei nem o que dizer de um ser que, além de pensar assim, tem coragem de expor tamanha atrocidade numa rede social.
A vocês, meninas de hoje e de outrora, só me resta dizer que sinto tanto tanto... e desejar que, um dia, vocês fiquem bem.

Convido todos os interessados para essa conversa com a Ana Paula da . Promete ser bem bacana!
08/08/2020

Convido todos os interessados para essa conversa com a Ana Paula da . Promete ser bem bacana!

Quando pequena, adolescente, uma ideia esquisita me assombrava: "Eu não tenho gosto." Antes que me tomem por mais estran...
02/08/2020

Quando pequena, adolescente, uma ideia esquisita me assombrava: "Eu não tenho gosto." Antes que me tomem por mais estranha que o merecido, o gosto, nesse caso, não se referia ao paladar de um eventual canibal que viesse a provar da minha carne. Felizmente, meu problema era bem menor que o do personagem de Süskind, Jean-Baptiste Grenouille, que nasceu sem cheiro, inodoro.
O "não tenho gosto" referia-se a uma ausência de preferências. Nem bom gosto, nem mal gosto. Era falta do substantivo mesmo, muito antes de ser digno de algum adjetivo.
Lembro de olhar para vitrines e simplesmente não saber dizer se gostei ou não gostei. Que tipo de música você curte? A pergunta mais temida. Parece engraçado. Não pra mim. Era, sim, um tormento. Neurose, vim a saber muito anos depois. Elas podem ser tudo, menos desinteressantes. Imaginem:
- Você sofre de quê?
- De falta de gosto.
Lembro do meu alívio em me reconhecer na noiva Julia Roberts em fuga, que não conseguia se casar porque não sabia como preferia seus ovos - mexidos, cozidos, poché. Filme bobo de sessão da tarde. De novo, não pra mim. Por não saber quem ela era, a mocinha da comédia romântica escolhia o caminho mais fácil, esperando o outro escolher primeiro dentre as diversas opções do cardápio para em seguida anunciar o confortável: "O mesmo pra mim!". E, quando, no altar, a angústia botava a asinha de fora e anunciava o perigo do não ser, ela fugia, e corria, talvez em busca de si mesma.
A gente cresce e, às vezes, se cura. E, se tem sorte e disposição e coragem, volta algumas páginas, buscando voluntariamente os fantasmas daqueles tempos - será que eram mesmo tão grandes, fortes e verdadeiros? Claro que sim. O que vai fazer a diferença é o quanto de arroz e feijão comemos durante esse tempo decorrido e se conseguimos ficar maiores do que eles.
Enfim, hoje tenho gosto. Bom ou ruim. Não importa. É meu. Talvez ainda me falte coragem para assumi-lo por completo. Afinal, esse gosto é primo do desejo, e este último é intimo demais pra sair escancarado por aí. Mas aí já é outra história. (Ou terá sido sempre essa?)

11/07/2020

Por que muitas crianças apresentam uma atitude de obediência e submissão ao seu agressor? Por que não resistem? Por que não se defendem? Por que carregam um sentimento de culpa pelo que não são responsáveis?

Neste vídeo apresento o conceito de identificação ao agressor, mecanismo psíquico que nos ajuda a compreender essas questões.

Não tem coisa melhor que encontros. Não tem problema ser sem carne nem osso. Mas tem que ser de verdade. Encontro de olh...
08/07/2020

Não tem coisa melhor que encontros. Não tem problema ser sem carne nem osso. Mas tem que ser de verdade. Encontro de olhares, risadas, de paixões e de ideias. Nesse quesito, sou muito sortuda, como diria meu filho. Volta e meia algum me acontece. Ou então minha sorte está mesmo em percebê-los.
Hoje foi um desses dias. De encontro carregado daquela excitação de criança em parque de diversões, que quer preencher cada minuto com aproveitamento total de todas aquelas cores e emoções.
E, quando o parque estava quase fechando, com aquele leve cansaço alegre e certo de que toda a energia dispendida valeu a pena, recebo, mais, ainda, um presente. Surpresa mútua nascida de uma associação livre compartilhada:

Uma poesia. Fernando Pessoa.

Mal sabia aquela que me presenteava que, há inexatos dois dias e meio, desejei gostar de poesia. Eu, que sempre fui tão prosa. Foi também um encontro desses que me fez invejar a leveza e liberdade daqueles que têm um poeta predileto e alguns versos decorados pra chamar de seus. Decidi então que seria minha próxima empreitada: encontrar um tradutor poético da minha alma.
Que pobre alma! Tão iludida ainda na onipotência, achando que é pelas racionalidades que essas coisas se dão...
Mas, como disse: sou sortuda. E não demorou muito pro meu poema me encontrar e me mostrar que nem tudo na vida é vontade e esforço. É sim - e sempre - desejo.

PANDEMIA ONÍRICAEstávamos numa praia. Muita gente. Eu estava na areia, certa de que a água estava gelada. Havia pedras o...
03/07/2020

PANDEMIA ONÍRICA

Estávamos numa praia. Muita gente. Eu estava na areia, certa de que a água estava gelada. Havia pedras onde as ondas arrebentavam. O destaque estava na cor da água: um verde esmeralda que nunca vi em qualquer foto exuberante de revista de viagem. Resolvo entrar. Que surpresa! Está uma delícia!!! A beleza está no ver e sentir. Verde e quente. Útero. Mas o prazer é tão passageiro... As ondas crescem e vão ficando enormes. Sem pânico. Vamos furá-las. Na velocidade sem tempo do inconsciente, estamos todos, muitos, em mar aberto; fomos puxados e nem sentimos. De repente ficou difícil saber de que lado ficava a costa. Mas, não perdemos ainda a direção. É só manter o foco e nadar. Exige força e resistência. Muita. Vamos!
(Mas, espera, e as crianças? Elas não vão conseguir nadar de volta!
"Calma! Elas não vieram, ficaram na areia"
Alívio.)
Vamos conseguindo vencer a correnteza. Alguém comenta: "acho que estamos todos aqui".
O verde e o calor da água não mais importam. Saímos da hipnose.
Acordo antes de chegar sã e salva na praia.
Mas certa de que chegarei.

Há quem diga que os sonhos estão diferentes na pandemia. Esse meu certamente foi. Dá pra brincar bastante com seus significantes e possíveis significados. F**a aí meu conteúdo manifesto dessa noite, pra quem quiser se apropriar da parte que cabe ao coletivo deste latufúndio inconsciente. A diversão e a angústia são garantidas 😉

Usando a tática do batom vermelho para levantar os ânimos.
24/06/2020

Usando a tática do batom vermelho para levantar os ânimos.

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