08/05/2024
É esperado que as mães estejam sempre alegres com a chegada do momento tão especial. No entanto, pode ser confuso se o que você está sentindo é na verdade o oposto. A depressão pós-parto é uma síndrome mais comum do que imaginamos e afeta 15% das mães.
Caracterizada por profunda tristeza, desespero e falta de esperança que acontece logo após o nascimento do bebê, a depressão pós-parto é uma condição séria, que exige tratamento e apoio de toda a família.
Fatores físicos, emocionais, estilo e qualidade de vida, além de histórico de outros problemas e transtornos mentais podem ser gatilhos para o desenvolvimento do da doença. A causa exata da depressão pós-parto é desconhecida; contudo, depressão prévia é o maior risco, e mudanças hormonais durante o puerpério, privação do sono e suscetibilidade genética podem contribuir.
Os sinais e sintomas da depressão pós parto podem são semelhantes àqueles da depressão maior e podem incluir:
• Melancolia pós-parto (p. ex., alterações rápidas no humor, irritabilidade, ansiedade, diminuição da concentração, insônia, crises de choro)
• Tristeza extrema
• Choro incontrolável
• Insônia ou aumento do sono
• Irritabilidade e raiva
• Preocupações irrealistas sobre o lactente ou desinteresse
• A sensação de ser incapaz de cuidar do lactente ou de não ser adequada no papel de mãe
• Medo de machucar o lactente
• Culpa em relação a esses sentimentos
A melhor forma de prevenir a depressão pós-parto é o auto cuidando, além de ter uma rede de apoio reforçada para esse momento delicado, que é o puerpério. Já o tratamento deve ser realizado de maneira individual, conforme cada caso, com indicação precisa de medicações e outras abordagens conjuntas.
E você, mamãe, como foi ou está sendo o seu puerpério? Vamos conversar?
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🧠 Dra. Gabriela Lages | Psiquiatra
👩⚕️ CRM SP 221986 | RQE 123883