Mário Bertini Psi

Mário Bertini Psi ◻️Mestre em Psicologia - "Seja bem-vindo. Onde esteve? Vou te ouvir. E, juntos, vamos imaginar para onde você irá." _Sanni Paljakka

Passeio na praça. Dia de sol.Toda escolha significa uma renúncia e nenhuma satisfação é plena!A vida é vivida nos pequen...
30/12/2025

Passeio na praça. Dia de sol.
Toda escolha significa uma renúncia e nenhuma satisfação é plena!
A vida é vivida nos pequenos momentos como no passeio na praça, na pose da criança que se encanta com flores e as colhe pra levar pra mãe e no sorriso de um cachorro feliz por perder correr livre pela grama.
Não desperdice a vida buscando ilusões. A felicidade é sua situação atual, menos as expectativas!

Amar é arriscar-se a perder.A entregar o corpo e o sentido ao imprevisível do outro.É abrir a pele para que algo nos toq...
01/11/2025

Amar é arriscar-se a perder.
A entregar o corpo e o sentido ao imprevisível do outro.
É abrir a pele para que algo nos toque e, inevitavelmente, nos fira.

Freud sabia: o amor é o ponto em que o desejo e a dor se entrelaçam.
Não há prazer sem vulnerabilidade, nem vínculo sem ferida.
Quem ama, consente em ser transformado — e toda transformação dói.

Mas é também nesse lugar de risco que a vida pulsa.
O sofrimento do amor não é o sinal de que algo deu errado,
mas de que algo vivo está em jogo.

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🪞Psicanálise não promete o fim da dor,
mas a possibilidade de habitá-la com verdade.

Na ditadura do psiquismo, há censura, repressão e medo. O eu governa pela força, silencia o desejo, manipula a história ...
01/11/2025

Na ditadura do psiquismo, há censura, repressão e medo. O eu governa pela força, silencia o desejo, manipula a história — como um Estado que proíbe a palavra e castiga o afeto.

A análise é a lenta transição desse regime interno: uma revolução silenciosa.
Cada sessão abre espaço para novas vozes — as partes caladas, os afetos exilados, as memórias apagadas.

Ser analista é sustentar o caos que antecede a liberdade. É suportar as eleições internas, o dissenso das pulsões, o barulho da alma quando ela começa a debater-se consigo mesma.

A democracia psíquica não é ausência de conflito, mas a possibilidade de existir sem tirania.
Quando o sujeito aprende a ouvir-se — a realmente ouvir-se — nasce o gesto mais político da psicanálise: o de restituir ao indivíduo o direito de ser múltiplo.

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💭 “A liberdade começa quando deixamos de temer o que sentimos.”

Hoje olho para o espelho da cidade e vejo olhos que se fecharam ao outro. Vejo gritos que ecoam no silêncio do medo — o ...
30/10/2025

Hoje olho para o espelho da cidade e vejo olhos que se fecharam ao outro. Vejo gritos que ecoam no silêncio do medo — o medo que gera o ato fatal. Neste instante, a crueldade brota não apenas do ódio explícito, mas da covardia que recusa ver, ouvir, agir.

Quando uma comunidade inteira é dilacerada pelo sangue, o que vemos, afinal, senão o fruto da fraqueza de alma que prefere destruir do que confrontar o próprio terror? O massacre que se abateu sobre o Rio não seria apenas um crime concreto — seria também o sintoma de um corpo social que descuidou das suas dores, das suas feridas, das suas vidas que clamavam para serem vistas.

Covardia: recuo diante do outro que sofre.
Crueldade: ataque implacável ao que é vulnerável.
E a cidade, como Montaigne advertia, transforma esse medo em brutalidade — porque o covarde que teme o outro, procura esmagá-lo antes que ele se levante.

Hoje, cada lágrima, cada silêncio, cada “não é comigo” é parte desse ciclo. E se quisermos interromper esse ciclo, devemos começar por resgatar a coragem — não a valentia estúpida, mas a coragem de cuidar, de acolher, de resistir ao fechamento do olhar.

Que a vida não se entregue à covardia, para que, juntos possamos cultivar o que é oposto: a presença, o escutar, a solidariedade.

Sob um olhar da psicanálise relacional, essa “derrota” não acontece no isolamento de uma jornada heroica, mas no espaço ...
15/10/2025

Sob um olhar da psicanálise relacional, essa “derrota” não acontece no isolamento de uma jornada heroica, mas no espaço compartilhado do encontro com o Outro.
As “coisas cada vez maiores” que nos transformam não são metas abstratas, mas os próprios relacionamentos que nos desafiam. É ser “derrotado” pela perspectiva de alguém que nos força a abandonar velhas certezas. É permitir que a intimidade desorganize o nosso eu controlado para dar espaço a uma nova forma de ser, co-criada a dois.
A verdadeira expansão não está em conquistar o mundo, mas em ter a coragem de ser profundamente afetado, mudado e reconstruído pelo outro. A derrota do nosso eu rígido e autossuficiente é a vitória da conexão e o nascimento de um novo universo relacional.
É na vulnerabilidade desse encontro que encontramos nosso verdadeiro tamanho.

12/10/2025
Na psicanálise relacional, a capacidade de decepcionar-se é um dos indicadores de maturidade emocional.Quem não suporta ...
10/10/2025

Na psicanálise relacional, a capacidade de decepcionar-se é um dos indicadores de maturidade emocional.

Quem não suporta se frustrar tende a viver preso entre idealizações e ressentimentos.

Mas quem atravessa a dor da decepção — e continua presente — abre espaço para vínculos mais verdadeiros, sustentados não pela perfeição, mas pela mutualidade.

✴️ Amar é poder decepcionar-se e, ainda assim, permanecer.

Na psicanálise relacional, acreditamos que ninguém é um “eu” pronto.Somos feitos de encontros — e cada encontro nos desl...
09/10/2025

Na psicanálise relacional, acreditamos que ninguém é um “eu” pronto.
Somos feitos de encontros — e cada encontro nos desloca um pouco.
Mudar não é perder-se: é abrir espaço para o outro existir dentro de nós.

A mudança que dói é também a que nos torna mais vivos.
Cada relação nos reescreve, um pouco, silenciosamente.

Porque o sujeito, no fundo, não é uma obra terminada —
é um processo em movimento, uma história sendo contada a dois.

🪞E você, em que parte de si tem sentido que está mudando?

Muitas vezes ficamos presos ao que nos feriu na infância.A psicanálise contemporânea nos lembra que imaginar os pais que...
07/10/2025

Muitas vezes ficamos presos ao que nos feriu na infância.
A psicanálise contemporânea nos lembra que imaginar os pais que gostaríamos de ter tido não é fuga nem ilusão: é um modo de reconhecer a falta, dar um nome à ferida e abrir espaço para novos modos de viver.

Ao construir essa imagem — do pai que acolhe o medo, da mãe que sustenta a dor — podemos diferenciar o que é nosso do que foi moldado pela ausência.
Essa imaginação reparadora não apaga o passado, mas cria dentro de nós uma presença capaz de nos guiar, consolar e nutrir.

Na clínica, esse exercício é muitas vezes o primeiro passo para transformar o luto daquilo que não tivemos em cuidado de si.

✨ Talvez seja doloroso, mas é também um gesto de liberdade: escolher, no presente, pais internos que nos ajudem a viver com mais ternura e coragem.

A raiva é um vínculo.Ela aparece onde algo ou alguém importa para nós.Não é só explosão ou hostilidade — é um sinal de q...
06/10/2025

A raiva é um vínculo.
Ela aparece onde algo ou alguém importa para nós.
Não é só explosão ou hostilidade — é um sinal de que um limite foi ultrapassado.

Na psicanálise relacional, a raiva não é vista como inimiga, mas como um pedido de reconhecimento.
Quando é sufocada, vira ressentimento e distância.
Quando encontra palavras, vira cuidado e verdade.

Expressar a raiva é dizer:
“Eu existo. Isso me afeta. Algo precisa mudar.”

Não significa ferir, mas , isso sim, construir relações mais autênticas — dando voz ao que ficou calado por tempo demais.

Brigar não é falhar.É encontrar um limite, uma dor, um ruído que precisa ser atravessado.Esse guia não ensina a “ganhar”...
22/05/2025

Brigar não é falhar.
É encontrar um limite, uma dor, um ruído que precisa ser atravessado.
Esse guia não ensina a “ganhar” uma briga — mas a viver os conflitos de um jeito mais digno, sem esmagar a si nem ao outro.
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Dica 1

1. Nem sempre é hora de discutir — mas fugir de tudo também adoece
Às vezes o outro não está disponível. Às vezes, é você quem precisa de tempo. Pausar pode ser necessário. Mas se calar sempre tem custo. Falar também é se preservar.
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Dica 2

2. Ataque o problema, não a pessoa
Não transforme dor em acusação. Diga o que você viveu, não o que o outro “é”. A linguagem pode ferir ou abrir espaço.
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Dica 3

3. Fale de si, não só do outro
Troque “você me feriu” por “eu fiquei ferido”.
Parece detalhe, mas muda o clima da conversa.

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Dica 4

4. Esqueça a ideia de “vencer”
Briga não é campeonato. Se um ganha e o outro perde, o vínculo racha.
Procure escuta, não vitória.
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Dica 5

5. Não junte tudo na mesma briga
Se for trazer o passado, escolha um momento só pra ele. Senão, ninguém sabe mais do que está falando — e a conversa vira confusão.
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Dica 6

6. Cuidado com ironia e sarcasmo
Machucam mais do que parecem.
Transformar dor em piada pode afastar quem você queria aproximar.
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Dica 7

7. Faça pausas quando precisar
Respirar, sair, se reorganizar.
Voltar depois é um ato de cuidado — não fraqueza.
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Dica 8

8. Escute de verdade
Ouvir é mais que esperar a sua vez. É se abrir ao que o outro viveu — mesmo que você não concorde.
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Dica 9

9. Admita quando errar
Pedir desculpas desmonta muros.
Reconhecer que feriu é parte do cuidado — não sinal de fraqueza.
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Dica 10

10. Cuide do depois
Brigar pode ser necessário. Mas reconstruir depois é essencial.
Fale. Pergunte. Repare.

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Conflito também é intimidade.
Não é sobre brigar menos.
É sobre brigar melhor — com mais verdade, menos destruição.
Salve e compartilhe com quem você quer continuar podendo brigar.

Endereço

Rua Agenor Paes, 32
Uberlândia, MG
38400-118

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