Bruna Stefany Psicóloga

Bruna Stefany Psicóloga Psicóloga/Psicanálise
CRP 04/54377
Atendimento para Adultos
Orientada pela Psicanálise.

Quem ensinou mulheres a terem medo do próprio envelhecimento?O medo de envelhecer não nasce simplesmente da vaidade. Mui...
07/05/2026

Quem ensinou mulheres a terem medo do próprio envelhecimento?

O medo de envelhecer não nasce simplesmente da vaidade.

Muitas mulheres têm medo de envelhecer porque vivem em uma sociedade que associa valor feminino à juventude.
Uma sociedade que cobra pele sem marcas, corpo sem sinais do tempo, rosto sem idade e até características corporais que remetem ao infantil.
Não é coincidência que exista uma padronização estética constante para que mulheres pareçam cada vez mais jovens. A valorização excessiva da “novinha”, da aparência inocente e da ausência de pelos que também fazem parte do corpo adulto feminino produz uma ideia de fisionomia quase adolescente.
Existe algo profundamente violento nisso.
Porque o corpo feminino passa a ser pressionado a apagar marcas de maturidade para continuar sendo considerado um corpo desejável.
Enquanto isso, o envelhecimento masculino costuma ser associado à experiência, poder e charme. Já muitas mulheres são levadas a sentir que o tempo ameaça diretamente seu valor social e afetivo.
Isso não é natural. É estrutural.
Na psicanálise, entendemos que a forma como o sujeito olha para si também é atravessada pelo olhar social. E a forma como mulheres aprendem a olhar para o próprio corpo não acontece fora desses discursos sociais e machistas.
O problema é que, quando a feminilidade passa a ser associada à “eterna juventude”, o envelhecimento deixa de ser vivido como parte da existência e passa a ser sentido quase como uma perda de lugar.
Perda de desejo, perda de visibilidade, perda de valor.
E talvez uma das coisas mais cruéis seja justamente isso: fazer mulheres acreditarem que precisam parecer cada vez menos mulheres adultas para continuarem sendo desejadas ou vista como bonitas.
Há uma violência psíquica em ensinar mulheres a terem medo de qualquer traço que denuncie o próprio tempo.
E isso não signif**a condenar ou criticar procedimentos estéticos ou mulheres que escolhem realizá-los. Toda mulher deve ter liberdade sobre o próprio corpo.

Continua nos comentários…

Na tentativa de ser algo, qualquer coisa que pareça mais aceitável, a gente se afasta do próprio desejo ao tentar respon...
23/04/2026

Na tentativa de ser algo, qualquer coisa que pareça mais aceitável, a gente se afasta do próprio desejo ao tentar responder ao Outro.

A questão não é querer ser.
É querer ser para o outro.

Há sempre um olhar que organiza, que cobra, que mede.
E a gente entra no jogo. Ajusta o gesto, a fala, a forma de se posicionar.
Vai se tornando performance.

Quando você decide não recuar ao que não se é,
o outro não se incomoda com você.
Se incomoda com o lugar que você deixa de ocupar.
Com a expectativa que você não sustenta.
Com a imagem que já não se confirma.

E é aí que muitos voltam atrás.
Se corrigem, se suavizam, se reorganizam para caber de novo.

Mas cada retorno ao que não se é tem um preço.

Porque toda vez que você se ajusta demais,
algo seu f**a de fora.
Você paga por se retirar.

Ser não é se afirmar.
É sustentar o desconforto de não ser tudo para alguém.

Nem resposta, nem encaixe, nem garantia.

E, para quem sempre tentou não causar incômodo,
isso é quase insuportável.

Performar não é viver, é responder ao que o Outro espera de você.
Viver começa onde a imagem cai.

Ser não tem nada de bonito.
Não tem reconhecimento garantido, nem lugar assegurado.
Tem perda.

Perda da imagem que funcionava.
Perda da versão que agradava.
Perda da ilusão de que dá pra caber no desejo do Outro.

Mas é só aí que algo seu aparece.

Não como resposta.
Como falta.

E sustentar isso, sem voltar correndo ao que te apaga,
é talvez o único modo de sustentar a própria falta.
O único gesto ético possível.

E sim, isso dói.

Bruna Stefany
Psicóloga e Psicanalista Lacaniana
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17/03/2026

PARTE 1

Como melhorar a autoestima?

Essa pergunta já comece capturada por um ideal.

Vivemos sob a lógica de termos que nos sentir bem o tempo todo. De sermos confiantes, produtivas, interessantes, bonitas, desejáveis e também emocionalmente resolvidas. A autoestima virou um índice de alta performance: se estou triste, insegura ou cansada, algo está errado comigo. Como se fosse possível existir sem falhas.

Sob a ótica psicanalítica, o ‘eu’ não é uma essência, mas uma construção imaginária. Lacan nos ensina que nos organizamos a partir de uma imagem que nasce alienada ao olhar do Outro. Para as mulheres, esse processo é atravessado pelas marcas da linguagem e pelas violências estruturais desde a infância. Não é por acaso que o corpo (o peso, a pele, a estética) torna-se o depósito da autoestima, ele vira o palco onde o sujeito encena a busca incessante por uma validação que tente dar conta da falta.

Afinal, o que é autoestima?

Bruna Stefany
Psicóloga e Psicanalista Lacaniana
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17/03/2026

PARTE 2

…Fazendo um paralelo com o livro Prateleiras do Amor, a autora descreve como as relações amorosas contemporâneas operam numa lógica de escolha e descarte, quase como um catálogo. Pessoas são avaliadas, comparadas e substituídas com rapidez. Se trata de uma prateleira imaginária: um lugar onde o sujeito se percebe exposto ao olhar avaliador do outro.
Para as mulheres, isso incide de forma cruel porque o valor amoroso ainda é fortemente associado ao corpo, pensando em relações heteronormatizantes. Beleza, juventude e alta performance, passam a funcionar como critérios de permanência nessa prateleira. O medo não é apenas não ser amada, é ser substituída por alguém “melhor posicionada”.
Quando a autoestima f**a colada a essa lógica, ela se torna adoecedora. Depende da comparação, do reconhecimento, da validação. Se sou escolhida, valho. Se não sou, falhei…

Bruna Stefany
Psicóloga e Psicanalista Lacaniana
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17/03/2026

PARTE FINAL

O problema é que essa ‘prateleira’ trata o nosso desejo como se fosse uma mercadoria. Ela reduz o corpo a um produto que precisa estar ‘em alta’ para ter valor, transformando o amor em uma lógica de troca e consumo.
Sustentar-se fora dessa lógica é um trabalho de desconstrução e não passa por “se sentir incrível o tempo todo”, mas por não se reduzir a objeto de avaliação.
Existe também outro ideal cruel: o de se sentir bem o tempo todo. O de nunca falhar. O de performar excelência no trabalho, nas relações, no autocuidado e até na maturidade emocional e quando não se da conta a conclusão é: minha autoestima está baixa.
Talvez não esteja. Talvez o que esteja em envidencia é o peso de um ideal impossível.
Fortalecer a autoestima não é sobre mudar a aparência ou fabricar uma versão perfeita de si mesma. É o exercício de sustentar quem se é, aceitando que temos furos, falhas e limites e que não precisamos dar conta de tudo. Autoestima, nessa perspectiva, não é se amar o tempo todo e muito menos se sentir bonita o tempo todo.

É não se abandonar diante do ideal do Outro.

Bruna Stefany
Psicóloga e Psicanalista Lacaniana
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Manifesto para o dia 8 de março:Onde a vida não é flor, que seja justiça.O medo é um mapa que toda mulher carrega no cor...
06/03/2026

Manifesto para o dia 8 de março:
Onde a vida não é flor, que seja justiça.

O medo é um mapa que toda mulher carrega no corpo. Ele desenha quando caminhamos para casa, no jeito de segurar a bolsa, na chave entre os dedos, no silêncio que guardamos no elevador… Esse medo não é um defeito e nem um exagero nosso; é o sintoma de um mundo que ainda nos enxerga como território, como objeto e não como gente.

Nós estamos cansadas, cansadas de pedir o mínimo que é respeito e justiça.

Neste 8 de março, não nos tragam flores que murcham ou doces que enfeitam. Tragam a coragem de olhar para as feridas patriarcais que ainda não fecharam.

Pelas que perderam suas vidas:
Honramos a memória das que tiveram suas vozes interrompidas e suas vidas roubadas. E que falemos por elas.

Cada nome que virou estatística é um grito que o tempo não pode apagar. Justiça para as mulheres mortas não é apenas uma sentença no tribunal; é a construção de um amanhã onde nenhuma outra precise ocupar esse lugar.

Pelas que passaram por situações de abusos:
Legitimamos a dor de quem teve seu limite invadido.

Que o peso da culpa mude de lado. Que a sociedade pare de perguntar o que vestíamos, como nos portamos e comece a perguntar por que ainda existe quem se sinta no direito de nos ferir, de achar que pode.

Aos homens que observam:
A misoginia e o machismo não é um monstro distante; ela se alimenta do seu silêncio, da sua omissão e daquela “brincadeira” que você não interrompeu. Ser ético hoje é mais do que não bater: é não aceitar que a nossa morte, que os nossos abusos sejam o preço da sua conveniência.

Não queremos ser celebradas como “musas” de um dia só. Queremos ser respeitadas como humanas todos os dias.

Queremos estar vivas.
Inteiras.
Sem medo.

Bruna Stefany
Psicóloga e Psicanalista Lacaniana
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Entre paisagens, barulhos, silêncios, imagens e registros. Ler o mundo, ler algo de mim.
05/01/2026

Entre paisagens, barulhos, silêncios, imagens e registros. Ler o mundo, ler algo de mim.

A violência contra mulheres não se organiza a partir do que elas fazem ou deixam de fazer, mas a partir de relações de p...
12/12/2025

A violência contra mulheres não se organiza a partir do que elas fazem ou deixam de fazer, mas a partir de relações de poder que as transformam em objeto.

Não há comportamento feminino que funcione como salvaguarda, porque a responsabilidade pela violência não é da mulher, mas do homem que a exerce e das estruturas patriarcais que o autorizam.

A violência masculina contra as mulheres não começa quando uma mulher é livre.
Ela começa muito antes, em uma organização social que autoriza o controle, o silenciamento e o apagamento do feminino. O corpo da mulher passa a ser território de inscrição de poder, punição e domínio.

A liberdade feminina incomoda, sim.
Mas não é sua ausência que protege. O que está em jogo é uma estrutura histórica que legitimou homens a exercerem poder sobre corpos femininos, transformando conflito em dominação.

Por isso, não falamos de “casos isolados”. Falamos de uma engrenagem que atravessa relações afetivas, discursos institucionais e práticas cotidianas. Uma violência que se atualiza tanto no ato extremo quanto na naturalização do medo…

Falar de violência contra a mulher é, necessariamente, falar de sujeitos que não suportam frustração, limite e diferença e de uma cultura que falha em responsabilizá-los.

O problema nunca foi a mulher.
Nem quando ela se cala.
Nem quando ela se apaga.
Nem quando ela tenta sobreviver.

A questão aqui não é orientar mulheres, ainda que isso também seja extremamente necessário, mas apostar na palavra que nomeia uma lógica social que insiste em organizar o poder sobre os corpos das mulheres.

Bruna Stefany
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Texto nos comentários. ❤️Bruna Stefany Psicóloga e Psicanalista Lacaniana(34) 98408-4255 (WhatsApp)Se gostou, curta, com...
02/12/2025

Texto nos comentários. ❤️

Bruna Stefany
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Por que fazer análise é tão importante?Desde pequenos, somos ensinados a funcionar. A dar conta. A seguir em frente mesm...
19/07/2025

Por que fazer análise é tão importante?

Desde pequenos, somos ensinados a funcionar. A dar conta. A seguir em frente mesmo quando algo dentro de nós está gritando. Aprendemos que sentir demais é “fraqueza”, que pensar sobre o que nos afeta é perda de tempo, que o importante é seguir a vida, sem parar para pensar no que sentimos.

Mas o que fazemos com tudo aquilo que sentimos e não nomeamos? Onde guardamos a raiva que engolimos, a tristeza que disfarçamos, os traumas que abafamos porque “a vida precisa seguir”?

A psicanálise oferece um espaço raro: um espaço onde não é preciso ser funcional — é possível ser verdadeiro. Um espaço onde o que você sente importa. Onde aquilo que você esconde até de si mesmo pode, enfim, ser escutado.

Não se trata de dar conselhos ou ensinar a “lidar melhor com a vida”. A análise não é um manual de desempenho emocional. Ela é um trabalho de escuta, de implicação, de construção de sentido, de novos modos de existir.

Você não saiu ileso da sua história. Nenhum de nós saiu. Mas não precisa viver repetindo, inconscientemente, as marcas que essa história deixou. O que foi vivido não se apaga — mas pode ser elaborado. E isso muda tudo.

Viver pode ser menos pesado quando certas coisas deixam de doer em silêncio. Quando os sintomas param de falar por você. Quando você se escuta — de verdade.

Analisar-se é um ato de responsabilidade com o que se sente — e também de coragem.
Continuar funcionando como se nada estivesse acontecendo pode parecer força, mas é, muitas vezes, a sua assinatura no próprio adoecimento.
Olhar para dentro exige mais do que seguir no automático, esse modo de vida que nos é imposto pela lógica capitalista.
E é nesse gesto — de olhar para si e para os próprios afetos — que algo verdadeiramente novo pode começar.

Bruna Stefany
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Você acredita mesmo no que acredita?Ou só repetiu o que te disseram?Será que aquilo que você chama de “crença” — suas ve...
04/07/2025

Você acredita mesmo no que acredita?
Ou só repetiu o que te disseram?

Será que aquilo que você chama de “crença” — suas verdades sobre si, os outros e o mundo — não foi apenas incorporado, como quem engole sem mastigar?
Desde cedo, escutamos frases que se repetem: “homem não chora”, “mulher tem que ser boazinha”, “isso é impossível pra gente”, “é melhor garantir do que arriscar”. A quem essas ideias servem? E por que seguimos obedecendo a elas, mesmo quando nos fazem mal?

Na psicanálise, lidamos com aquilo que se fixa em nós como uma única verdade — muitas vezes sem que saibamos de onde veio — e que molda nossos caminhos de maneira silenciosa, justamente porque continuamos imersos nisso.
Você já se perguntou o que de fato deseja, sem estar a serviço de agradar, compensar ou se proteger…?

Muitas das ideias que sustentamos nos mantêm em conflito porque não são nossas. Herdamos, repetimos, obedecemos. E quando, por um instante, ousamos fazer diferente, a culpa aparece: “será que posso?”, “e se não der certo?”, “o que vão pensar?”…

Talvez viver de forma menos determinada por verdades prontas não seja sobre encontrar “novas crenças”, mas sobre desmontar as antigas — aquelas que fazem mal e que se sente no corpo, mesmo quando não se sabe por quê.
Não seria esse o verdadeiro trabalho de se escutar?
Não para ter controle, mas para suportar o estranhamento que surge ao se perguntar:
e se eu não precisar mais acreditar nisso?

Bruna Stefany
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