31/12/2025
Quando a gente chega ao fim de um ano, é quase automático olhar para números, metas, resultados. Eu também faço isso. Mas, com o tempo, aprendi que eles nunca contam a história inteira. O que realmente marca um ano não é só o que foi feito, mas o quanto foi vivido, sentido e compartilhado com outras pessoas.
Em 2025, os números existiram. Foram mais de 200 cirurgias, mais de 1200 horas dentro do centro cirúrgico, centenas de consultas, conversas longas, decisões que exigiram responsabilidade e presença. Mas, mesmo assim, nada disso explica completamente o que esse ano representou. O que ficou foram os encontros, os silêncios antes da cirurgia, os olhares de confiança e o depois, quando uma mulher começa a se perceber diferente, não apenas no espelho, mas na forma de estar no mundo.
Nós não somos perfeitos, e isso é real. A perfeição não é deste tempo. O que existe todos os dias é uma escolha consciente pela excelência, pelo respeito à vida, à dignidade e à história de cada paciente. Cirurgia nunca foi, para mim, um ato isolado, mas um encontro humano que exige técnica, responsabilidade e humanidade.
Este ano isso ficou ainda mais claro dentro da minha própria casa. Vi como até cirurgias consideradas pequenas ultrapassam o corpo e alcançam as relações, o modo de viver, a harmonia do lar. Ninguém passa por uma cirurgia apenas com o corpo. Vai inteiro, com medos, expectativas e esperança.
Sou grato pelo papel que exerço e, principalmente, pelo ecossistema de cuidado que construímos como equipe. Quando bem indicada e bem conduzida, a cirurgia passa a fazer parte de um processo maior, de reconciliação com aquilo que é verdadeiramente belo, lembrando sempre que corpo e alma caminham juntos.
A cada mulher que confiou na nossa verdade em 2025, meu muito obrigado. Para 2026, o compromisso se aprofunda: mais presença, mais trabalho e ainda mais respeito pela sua história. Seguimos construindo os próximos capítulos.