09/04/2026
from .martinacattaccini O que a criança come não afeta apenas o peso.
Afeta crescimento, metabolismo, hormônios e desenvolvimento a longo prazo.
🍔 Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, óleos refinados, aditivos, corantes, emulsificantes e pobres em micronutrientes desorganizam o corpo da criança em vários aspectos e de forma concomitante.
O crescimento linear depende de energia de qualidade, proteína adequada, zinco, ferro, magnésio, iodo, vitamina A, D e bom funcionamento do eixo GH–IGF-1. Dietas baseadas em ultraprocessados até fornecem calorias, mas não fornecem os blocos necessários para crescer.
🍟 Ultraprocessados estimulam picos frequentes de insulina, favorecendo armazenamento de gordura e dificultando a construção de músculo e ossos. O resultado é uma criança “com peso bom”, porém metabolicamente frágil.
🔹 Inflamação silenciosa: Aditivos alimentares e excesso de açúcar aumentam permeabilidade intestinal e inflamação crônica de baixo grau, que interfere diretamente no crescimento, na imunidade e até na resposta hormonal.
Esses alimentos não ensinam o corpo a reconhecer fome e saciedade. A criança come mais, mas nutre menos.
🥩 Já a criança que consome comida de verdade (proteínas de boa qualidade, legumes, frutas, raízes, gorduras naturais) recebe os sinais corretos:
✅ Crescimento adequado:
- Melhor composição corporal
- Metabolismo mais eficiente
- Menos inflamação
Não se trata apenas de estética. Se trata de biologia, desenvolvimento e saúde a longo prazo. Evitar ultraprocessados na infância não é exagero, é uma estratégia de prevenção.
E quanto mais cedo isso é entendido, menor o custo metabólico lá na frente.
Eu sei que não é fácil estabelecer isso no mundo em que vivemos. Mas se não forem os pais a fazer isso, quem será?