26/01/2026
Você já percebeu como muita gente vive funcionando, mas não exatamente presente?
Do ponto de vista neurológico, o chamado piloto automático não é apenas um hábito moderno ele é um estado cerebral.
Quando somos expostos de forma contínua a estímulos rápidos, excesso de informação, notificações constantes e decisões ininterruptas, o cérebro passa a priorizar circuitos de sobrevivência e economia de energia.
Isso significa menos atividade em áreas ligadas à atenção plena, à memória de longo prazo e ao controle emocional, e mais ativação de redes automáticas, como se estivéssemos sempre “respondendo”, nunca escolhendo.
Com o tempo, esse padrão pode se manifestar como:
• cansaço mental persistente
• dificuldade de concentração
• sensação de estar sempre atrasado, mesmo sem parar
• distúrbios do sono
• irritabilidade e queda da performance cognitiva
Na medicina neurológica, entendemos que o cérebro aprende o ritmo que você impõe a ele.
Estilo de vida não é um detalhe é um modulador direto da saúde cerebral.
Viver no automático pode parecer produtivo, mas cobra um preço silencioso.
Cuidar do cérebro hoje é, muitas vezes, reaprender a desacelerar, regular estímulos e devolver intenção às escolhas diárias.
Seu cérebro não foi feito para viver em alerta constante.
Ele foi feito para pensar, sentir, criar e se adaptar com equilíbrio.
Dra. Beatriz Mazza
RQE2006
Neurologista