28/07/2020
Recentemente, tem-se discutido bastante na mídia sobre Trombose Venosa Cerebral e sua relação com COVID-19 e muitos questionamentos tem sido gerados, após seu diagnóstico no Jornalista Rodrigo Rodrigues, que infelizmente faleceu hoje, aos 45 anos, deixando um renomado trabalho na área esportiva. Para caráter informativo e educacional, faço as seguintes observações:
A trombose venosa cerebral é responsável por 1% dos AVCs (acidente vascular cerebral). Por definição, ela é a formação de uma trombose nas veias cerebrais superficiais ou profundas, causando um entupimento local, atrapalhando o fluxo sanguíneo e a drenagem do sangue da cabeça.
Ela ocorre 3x mais mulheres que homens, sendo a população mais acometida menores que 50anos.
Os fatores de risco mais comuns são: tabagismo, traumatismo craniano, gestação, puerpério, uso de anticoncepcional ou reposição hormonal, vasculites e doenças inflamatórias.
Os sintomas referidos são: dor de cabeça (cefaléia) em 70-90% dos pacientes, podendo ser a única queixa. Presença de náusea, vômitos, crises convulsivas, desorientação e sonolência, ou sintomas de AVC também são relatados.
O diagnóstico é realizado através da história clínica, exame físico e pelos exames de imagem (Tomografia e Ressonância de crânio e estudo dos vasos cerebrais).
A complicação mais comum é a Hipertensão intracraniana (aumento da pressão dentro do crânio), sendo uma emergência médica, do qual necessita de tratamento imediato. Outras complicações comuns são a formação de um infarto venoso e hemorragia cerebral.
O tratamento pode ser,desde observação (em casos leves), podendo ser realizada anticoagulação ou trombectomia mecânica em casos selecionados.
E qual a relação com COVID-19?
A infecção do Covid-19 leva a um estado inflamatório sistêmico, facilitando a formação de trombose vascular, podendo ocorrer em qualquer órgão, inclusive no cérebro. A trombose venosa cerebral pode ser uma complicação da infecção pelo COVID-19.
Em caso de dúvidas, mande sua mensagem.
Imagem: Osborn