16/04/2026
Dos contos de fadas até as entrelinhas dos comentários de mulheres ao redor, a ideia de que achar o príncipe encantado não só é possível como deve ser o mais incrível evento que pode (deve) nos acontecer está presente.
E vive-se por isso: desde roupas, procedimentos estéticos e escolha de lazer e eventos sociais. Fazemos tudo em prol de encontrar a tal "tampa da panela".
Mas aí, o conto de fadas não se prova real e eu vejo a dor de mulheres para quem o "final feliz" prometido deixou vazio e distância de si mesmas.
A ideia de que a mulher deve ser a cuidadora principal, a guardiã do lar e a eterna companheira é um legado pesado da cultura monogâmica e patriarcal. E o amor romântico, com sua promessa de completude e sacrifício, é a ferramenta perfeita para nos manter nesse lugar.
A cultura católica e a monogamia, historicamente, impuseram ao gênero feminino a "vocação" para o cuidado e as tarefas domésticas. Um trabalho exaustivo, não remunerado e invisibilizado. Essa estrutura rouba de nós, mulheres, o tempo, a energia e até a legitimidade para investir em nossos próprios projetos, sonhos e ambições. Nossos potenciais ficam adormecidos em nome de um ideal. O mito do amor romântico é o grande cúmplice dessa narrativa. Ele nos cega, fazendo-nos crer que não há nada mais digno e valoroso do que "encontrar o amor da vida" e viver para ele.
E se o amor da sua vida for você? E se o seu maior projeto for se encontrar, se potencializar e construir a vida que você realmente deseja? E se não tiver espaço para mais um nos seus planos?
Na terapia, a gente descola o olhar do que foi imposto e foca no que te liberta.
Eu te pergunto: qual é o seu projeto de vida? Não o que te ensinaram, não o que esperam de você, mas o que pulsa aí dentro?
Obs.: Se você gostou desse tema, queria ler mais e conhecer um pouco do meu relato pessoal, visita meu Blog e perfil no Medium que fiz posts sobre esse mesmo tema por lá. O link tá na Bio ou no meu site www.maiteferreira.com.br 😉