02/02/2022
A minha primeira crise de ansiedade foi no período de intercâmbio a mais ou menos 2 anos atrás. Foi no momento em que eu estava trabalhando loucamente e estudando. Eu não tinha tempo nenhum para mim e para mais nada, sem contar que estava sofrendo algumas situações pesadas no trabalho. O que foi o estopim de tudo.
Quando tive a crise, comecei a suar, a tremer, a chorar desesperadamente e ter dificuldade para respirar. Uma das coisas que lembro foi como as minhas amigas que moravam comigo me acolheram. Lembro que uma delas me abraçou e ficou abraçada comigo até eu me acalmar. Elas sentaram perto de mim e ficaram ali, muitas vezes em silêncio, mas presente. Me trouxeram água, chá, bolachas e me acolheram demais.
Geralmente as pessoas não querem ver alguém que elas amam ou se importam sofrerem. Elas são sabem o que fazer naquela situação e falam "palavras de conforto" como: "Já passou!" ou "Não precisa chorar!", com a intensão de ajudar. Porém, essas frases, muitas vezes, fazem com que a pessoa em crise "anule" seus sentimentos e guarde dentro da sua "panela de pressão interna".
Essa "panela de pressão" vai se enchendo até que ela explode novamente em outro período da vida, porque ela não pode se expressar.
Por isso,o acolhimento é o melhor caminho. Depois, no momento certo, sugerir a busca por profissionais que possam auxilia-la nessa crise, como psicólogos, psicanalistas e/ou psiquiatras é fundamental.
Você soube como ajudar alguém nessa situação?