06/04/2026
Vi-o pela primeira vez no aeroporto de Lisboa. Até aí, éramos só duas pessoas que se tinham encontrado na internet. Daqueles encontros improváveis que o Facebook decide por nós.
Lembro-me dele a descer a rampa… e de, naquele instante, pensar: “quero casar com ele”.
Sem lógica. Sem plano. Só uma certeza tranquila, como quem reconhece casa.
Acho que ele sentiu o mesmo porque ainda nessa noite me pediu em casamento.
Fechei a clínica. Vendi tudo. Fiz uma mala e vim para França. Por ele, aprendi francês. Por ele, até passei a gostar de feijão.
Hoje celebramos o aniversário dele. E, mais do que isso, celebramos a vida dele.
Há um ano, ele estava no hospital. A primeira vez.
E eu lembro-me do medo. Um medo silencioso, constante, que se instala no corpo e não sai. O medo de o perder.
Houve um momento que ficou gravado em mim: o dia em que ouvimos a palavra remissão.
Não foi a palavra em si. Foi o olhar dele. Naquele instante… eu vi-o voltar. Como se, durante aquele ano, uma parte dele tivesse f**ado para trás e naquele segundo tivesse atravessado a porta e regressado a casa.
E só aí percebi, de uma forma quase física, o quanto eu tinha tido saudades dele. Mesmo estando sempre ao meu lado.
E voltei ao primeiro dia.
Ao aeroporto. Àquele homem a descer a rampa. Ao homem com quem quero viver toda a minha vida.
Hoje celebramos isso.
Mais um ano.
Um ano depois de um ano duro, pesado, transformador.
Um ano que nos levou a um lugar onde nunca queríamos ter ido… mas de onde saímos diferentes.
E não consigo não pensar na Páscoa. Irónico como o seu aniversário calha logo, logo no dia a seguir à Páscoa!
Foi a fé que me sustentou quando tudo parecia incerto. A certeza de que a vida não é só isto. De que há mais. De que há esperança mesmo quando não a conseguimos ver.
Hoje, mais do que nunca, sinto isso.
Obrigada, meu Deus, pela vida dele. E por este caminho que continuamos a fazer, juntos.
Guarda-nos. E deixa-nos f**ar juntos até sermos muito velhinhos 🤍
Parabéns meu amor. Amo-te muito 😘 a vida é boa contigo!