12/06/2025
Meu amor, já são 8 anos vivendo o dia dos namorados contigo. Muitas águas rolaram embaixo dessa ponte chamada “Lerrine e Fernando”. Águas turvas, maremotos com tempestades, águas mansas, águas claras e o que mais gosto em nós é que mesmo quando a nossa ponte balançava e fazia-nos tropeçar passos atrás - que nos distanciavam - nunca nos perdemos de vista.
Hoje vivemos um enlace que fazemos ser diferente dos enlaces que conhecemos. Criamos o costume de falarmos de nossas incapacidades, de pedirmos ajuda um ao outro e de nos anteciparmos às nossas prioridades.
Você já não é mais aquele engravatado descendo de um jipe batido e cheio de barro. Eu não sou mais aquela que demonstrava loucura para esconder minha vontade de ser estável.
Ainda que não sejamos mais os mesmos, algo de nós daqueles tempos, vive.
Que possamos não deixar morrer isso que vive, ainda que você me ajude a enlouquecer e eu te ajude a se engravatar de vez em quando.
Nosso desdém e paixão pelo mundo, nossos rituais que só existem em nossas cabeças, nossas loucuras e nossas estabilidades se parecem. Que nunca esqueçamos do que nos mantém a criar um mundo diferente do que conhecemos.
Te amo